A canoa virou! Novo Hydro Thunder fica ancorado e não convence os fãs do original

Hydro Thunder foi um dos maiores nomes do gênero corrida aquática nos anos 1990. Lançado originalmente para os arcades — e mais tarde para o Dreamcast, PlayStation e Nintendo 64 (já nos idos de 2000) — o jogo compunha o pelotão “Thunder” da Midway, formada por outros jogos de corrida similares, entre eles Offroad Thunder, 4 Wheel Thunder e Arctic Thunder.

O título prendia o jogador com corridas rápidas, muita ação e cenários bem construídos. Agora, a desenvolvedora Vector Unit resolveu trazer o clássico para a nova geração de consoles, com gráficos em alta definição e multiplayer online.

Todavia, parece que muita coisa foi perdida na tradução e a pretendida modernização de Hydro Thunder — lançado com exclusividade na Xbox LIVE Arcade — acabou afundado.

A conversão apelou para vários clichês do gênero arcade e acabou deixando de lado os aspectos que tornavam o Hydro Thunder original um título singular, tirando grande parte do apelo do título.

Entre o uso equivocado do material original e a aplicação incorreta de vários elementos típicos dos jogos arcade, Hydro Thunder Hurricane acaba afundando em um mar de pequenos erros.

A ação que marcou o jogo original foi deixada de lado em prol de pistas maiores — e mais lentas. No final, o jogador acaba ficando com um jogo tedioso e pouco inspirado, algo inaceitável para um título de corrida — especialmente um que se apoia no estilo arcade.

Hydro Thunder Hurricane é sem sombra de dúvida a oferta menos interessante do Summer of Arcade de 2010 — tradicional linha de lançamentos para a Xbox LIVE Arcade.

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Trovão tropical

Ao todo são três tipos de eventos: Corridas normais entre 15 competidores; Ring Master, nas quais você deve realizar o percurso no menor tempo possível passando por dentro de vários anéis espalhados pela pista; e Gauntlet, uma corrida contra o tempo em um circuito recheado de barris explosivos.

Caindo na água

Hydro Thunder Hurricane traz oito circuitos diferentes e uma grande seleção de barcos — que por sua vez também possuem variações de cores e configurações. Cada uma das lanchas conta com atributos peculiares, variando na resistência, aceleração, velocidade máxima e assim por diante.

Aqualoucos

O grande trunfo de Hydro Thunder Hurricane é o seu componente multiplayer, local e online. Um dos aspectos mais interessantes é o split-screen com suporte para até quatro jogadores que, por sinal, podem disputar corridas contra outros jogadores em partidas online — opção natural, porém pouco utilizada nos jogos atuais.

Raso

Um dos maiores atributos do Hydro Thunder original era a sensação de velocidade, intensificada pelo clima caótico próprio dos títulos arcade. No entanto, toda essa essência foi diluída em Hurricane, que não empolga mesmo nas corridas mais acirradas.

Por água abaixo

Os cenários são pobres e pouco detalhados. Os ambientes “malucos”, como a Ilha Monstro e o Canal Viking, trazem conceitos interessantes, mas aplicações pouco inspiradas, que não encantam visualmente ou como terreno de jogo.

Img_originalOs efeitos sonoros são outra decepção. A música é algo que poderia ter ficado em um baú no fundo do mar, enquanto que o narrador e os demais efeitos parecem saídos da década de 1990.

Entrando pelo cano

A jogabilidade tem seus momentos positivos, mas em geral é truncada e pouco intuitiva. Os jogos arcade são anárquicos por natureza, todavia a ação é ágil e dificilmente deixa o jogador “empacado”.

Em Hurricane os reflexos são mais importantes do que o raciocínio — algo esperado em um título do gênero —, entretanto o desenho das pistas e a física instável que rege os controles acabam colocando o jogador em várias enrascadas.

Na maioria das vezes, o seu sucesso na corrida é definido pelo simples fato de você ter “acertado” o caminho, haja vista a “borrasca ” que toma conta da tela na mistura de gráficos pobres e design mal elaborado.

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Fraco