Com estilo minimalista, Jamestown apresenta o gênero Shoot ‘Em Up a uma nova geração de jogadores

A origem do gênero Shoot 'Em Up pode ser rastreada aos primórdios dos video games. Títulos como Spacewar! e Space Invaders ajudaram a popularizar o estilo que se consolidou como uma das principais modalidades de jogo das primeiras gerações de console.

O gênero que conquistou tantos fãs ao longo da história dos video games, evolui muito desde os invasores espaciais pixelados que atacavam o Atari. Títulos como Ikaruga, Rez e Zeit² mostraram que apesar da estrutura semelhante à dinâmica dos Shoot ‘Em Ups pode variar muito.

Em Jamestown: Legend of the Lost Colony não encontramos nenhum elemento realmente inovador, porém, o estilo nostálgico retoma exatamente os pontos que tanto agradam os fãs do gênero. O título agrada por sua simplicidade e é uma boa pedida para os fãs.

Jamestown: Legend of the Lost Colony é um jogo muito bom. O título não traz nenhuma grande inovação ao gênero — como é o caso dos ótimos Child of Eden e Zeit² —, mas agrada por conta do seu clima nostálgico.

A jogabilidade é simples e extremamente acessível. Diferente de outros exemplos do gênero, o jogo não é limitado aos jogadores de reflexos que beiram a precognição — como em Ikaruga —, e qualquer um pode se aventurar, mesmo nos níveis mais difíceis.

Outro ponto positivo é o preço. Jamestown sai por apenas US$ 9,99 — em torno de 15 reais. Em suma, se você é fã do gênero Shoot ‘Em Up, Jamestown: Legend of the Lost Colony pode ser uma escolha interessante.

Na medida

Jamestown possui uma jogabilidade simples, e altamente personalizável. Você pode jogar utilizando o teclado, o mouse ou um joypad. Além disso, todas as formas podem ser reconfiguradas para que o jogador realmente tenha controle total da ação.

No entanto, não isso é quase irrelevante, afinal os comandos se resumem a movimentação e três botões de ação. Você conta com um tiro principal, um ataque alternativo e um sistema de “defesa” que também serve como modificador de pontuação. Img_normal

Conforme você avança pelo jogo acumula energia para ativar a sua defesa, uma espécie de escudo que se expande ao redor da sua nave bloqueando os tiros dos adversários — convertendo-os em pontos. Você pode atirar a vontade, sem qualquer restrição de munição ou energia, sendo que os ataques especiais devem ser escolhidos antes do início de cada estágio.

A jogabilidade de Jamestown é objetiva e bem adaptada. A dificuldade também é feita sob medida; nem muito fácil e nem impossível. O desafio aumenta ao longo do jogo, assim, você se acostuma com a dinâmica de cada estágio e depois encara a mesma fase em um nível muito mais difícil.

Outro ponto interessante é que a sua nave só é destruída se for atingida exatamente no centro, criando algumas situações de risco extremo. É empolgante ver um “enxame” de tiros multicoloridos cobrindo praticamente todos os espaços da tela, conforme você tenta se esgueirar por entre os projéteis inimigos.

Com a ajuda dos meus amigos

Um dos grandes destaques de Jamestown é o suporte para partidas multiplayer cooperativas com até quatro jogadores. Infelizmente o modo não possui uma extensão online, porém, a ideia de um Shoot ‘Em Up cooperativo já é suficientemente interessante.

A dinâmica de jogo segue praticamente a mesma, salvo algumas pequenas mudanças. O jogador que for destruído pode retornar rapidamente ao jogo, desde que pelo menos um de seus companheiros ainda esteja vivo. A ação é intensa e em equipe tudo fica ainda mais alucinante.

Beleza pixelada

Na mesma linha “simplista” que permeia toda a jogabilidade, os gráficos (no melhor estilo 16-bit) e o som, se destacam por cumprirem sua função sem chamar muita atenção. Não há nenhuma proeza técnica por trás dos visuais de Jamestown, todavia, a arte retro e a trilha sonora de tons dramáticos intensificam a ação sem atrapalhar a diversão.

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É o fim

Apesar de contar com um conteúdo “relativamente” grande — você é obrigado a rejogar vários estágios —, Jamestown é um jogo curto. O título também conta com modos de desafio, porém, não há muito que fazer além de jogar os mesmos níveis em dificuldades mais elevadas.

Outro ponto negativo é a ausência de um modo online. A única opção relacionada é um ranking com as maiores pontuações para cada fase. A introdução do modo multiplayer cooperativo seria muito mais interessante se também contasse com suporte para partidas online.

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75 pc
Bom