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Análise: Astral Chain é o puro suco da japonezisse

Kika Martini

Nos primeiros minutos Astral Chain já mostra a que veio. Criaturas ao mesmo tempo místicas e tecnológicas, cenas dramáticas, perseguições frenéticas, combate delícia e tema de abertura que não perde em nada para os animes (já dá o play para entrar no clima). 

O game é um hack’n’slash feito pela desenvolvedora japonesa PlatinumGames, a mesma de Bayonetta, e é centrado na conexão do seu personagem com uma criatura chamada Legion (le-gui-on no original em japonês). O jogo se passa centenas de anos no futuro, quando o planeta terra está sendo invadido por criaturas do plano astral e você faz parte de uma divisão da polícia especializada em acabar com esses malditos.

Narrativa que cumpre o seu papel

A história de Astral Chain é praticamente dividida em dois atos, e infelizmente o primeiro é um pouco desconectado do plot geral do game e a vilã Jena é altamente esquecível. Você é constantemente confrontado por ela, que parece saber muito sobre sua história e ter muito para dizer, mas o jogo nunca te dá a oportunidade de ouvi-la. Ela entra e sai e sem criar uma marca no jogador. 

Astral Chain

É no segundo ato que fica a história de verdade do game. Apesar de ainda achar que ela poderia ser mais elaborada, ela engaja mais do que no início e tem alguns momentos chocantes. Mas o ponto mais importante de toda a narrativa de Astral Chain é que seu irmão (ou irmã) é o real protagonista, não o seu personagem. A história é muito mais sobre ele/ela do que sobre você.

Eu gosto de fazer um paralelo com The Legend of Zelda: Breath of The Wild. Ambos têm uma história guiada por um personagem que não exatamente é o controlado pelo jogador, e um protagonista silencioso no meio de um monte de gente que fala.

Astral Chain

Em Astral Chain isso incomoda, principalmente porque seu irmão/irmã sempre responde por você na interação com os NPCs, o que faz seu personagem parecer um bobão (ou bobona). A falta de expressões faciais fortes para o seu personagem também não ajuda nesse sentido. Os NPCs não têm esse problema, o que faz seu irmão/irmã ser mais expressivo que você (talvez eu esteja com ciúmes).

Mas não precisa se preocupar muito com isso. A verdade é que não é por conta da história que você vai investir em Astral Chain, mas sim pelo gameplay. Aqui, a jogabilidade é a estrela. 

Dançando com um robô (que não é bem um robô)

A base do combate de Astral Chain é o timing, e não uma combinação de botões. Todos aqueles movimentos incríveis em sincronia com o Legion são feitos ao apertar um botão no momento certo. Mas para chegar nessa janela para o combo acontecer, você tem muito o que bater.

Astral ChainFonte: NinEverything (YouTube)

Outro fator importante é o posicionamento seu e o do Legion, extremamente necessário para prender os inimigos e bloquear seus combos. Astral Chain é como uma dança em perfeita sincronia entre você e seus Legions. O combate tem vida, tem fluidez, tem estilo – você se sente a pessoa mais fo*% do universo “eu posso acabar com esses inimigos e controlar uma criatura meio mística meio tecnológica AO MESMO TEMPO”.

Astral ChainFonte: Nintendo (YouTube)

Falando de estilo, está aí uma coisa que não falta em Astral Chain. Finalizações em câmera lenta, tela de apresentação ”vuash” para inimigos e personagens e trilha sonora que dá energia no combate. Tem tudo o que você espera de um jogo japonês. 

Astral ChainPara quem estava na dúvida, isso é uma apresentação "vuash"
Fonte: Trophygamers (YouTube)

Os problemas com a câmera foram mínimos, e facilmente contornáveis. Ela só não se comportou bem com combates em ambientes muito pequenos, mas fui colocada nessa situação apenas uma vez, em uma missão depois de terminar o jogo. Durante as minhas 25 horas de jogatina todos os combates foram em ambientes amplos o suficiente e não xinguei a câmera nenhuma vez. 

Missões secundárias (literalmente) surpreendentes

O jogo não é um mundo aberto tradicional, mas também não é linear. Muitas das missões te levam para ambientes com missões secundárias e cantos para buscar e explorar, mas esses ambientes não são enormes e não é possível transitar entre eles. O jogo te coloca em um cenário para aquele capítulo, você faz o que tem que fazer e quando você fecha a missão principal o game te encaminha para o próximo ato, e o que você já fez fica no passado. 

Astral Chain

Apesar de ser um policial de alto escalão que pode controlar os Legions, seu personagem ainda é um policial, então espere fazer muitas tarefas que não envolvem chutar bundas de seres do plano astral. Arrancar informações de testemunhas, conversar com civis, investigar acontecimentos, desarmar bombas e perseguir trombadinhas: tudo isso faz parte do seu dia a dia em Astral Chain.

Astral Chain

A primeira vista isso pode parecer um pouco chato, mas não se engane – um dos grandes trunfos do jogo com as atividades e missões secundárias (muitas dessas tarefas diferentes fazem parte das missões principais do jogo) é um certo fator surpresa: você nunca sabe para onde uma missão pode te levar. 

Às vezes ajudar um civil a encontrar seu gatinho perdido é só isso mesmo, encontrar o gatinho e atraí-lo com uma latinha vazia – mas as vezes isso te leva para uma batalha épica no plano astral com um inimigo formidável que você não encontraria de outra forma. Outras missões envolvem ajudar seus colegas policiais a transportar caixas ou usar um de seus Legions para liberar a estrada. Essas missões oferecem uma quebra de ritmo muito positiva no “esmagar botão” dos hack’n’slash. Os gatilhos do seu controle agradecem!

Vale a pena?

Astral Chain não é o jogo que vai te fazer comprar o Switch (você já deveria ter feito isso por Breath of The Wild) nem é uma grande revolução no gênero, mas é um jogo extremamente caprichado e com atenção nos lugares certos. A história pode não ser magnífica, mas tem bons momentos que apoiam o que realmente importa no game: o gameplay sem defeitos.

Astral Chain

As missões secundárias e que nem sempre envolvem chutar bundas podem parecer chatas à primeira vista, mas se saem bem pela variedade e capacidade de surpreender o jogador. Se bater em seres do plano astral enquanto bebe da fonte da criatividade dos japoneses é o seu negócio, Astral Chain definitivamente é um jogo para você.

Astral Chain foi fornecido pela assessoria da Nintendo

89 Switch
Ótimo
"Astral Chain pode até não redefinir o gênero, mas o combate excelente faz ele valer a pena"

Pontos Positivos

  • Gameplay excelente, com fluidez e recompensador
  • Missões secundárias variadas e com fator surpresa
  • Jogo cheio de estilo
  • Estrutura de mapas e capítulos que não deixam o ritmo cair

Pontos Negativos

  • Seu personagem às vezes parece um bobão
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