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Blazing Chrome é uma homenagem sem igual à era de ouro de Contra

Vinicius Munhoz

A JoyMasher é uma desenvolvedora brasileira que já teve diversos destaques no mercado nacional e internacional: Oniken e Odallus: The Dark Call são apenas alguns exemplos. Contudo, o novo projeto é ainda mais desafiador e ambicioso: um run ‘n gun no maior estilo Contra que leva o nome Blazing Chrome, que foi lançado para PS4, Xbox One, Nintendo Switch e PC.

A história do game é longa e a produção leva a dedicação nacional em suas raízes e revigora um gênero negligenciado pelos próprios criadores. Mas Blazing Chrome realmente é um destaque brasileiro que vale a pena ser jogado? Vem ver a nossa análise!

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A alma de Contra e o coração único

Blazing Chrome nasceu como um projeto que replicava elementos de Contra: Hard Corps, lançado para o Mega Drive no meio da década de 90. Contudo, o jogo brasileiro não se prende completamente aos elementos da quarta geração e harmoniosamente equilibra a nostalgia com a modernidade.

As mecânicas de atirar e andar são praticamente as mesmas, mas o level design e a dificuldade são equilibradas quase de forma artesanal. A dificuldade fácil não apresenta ondas infinitas de inimigos, enquanto as demais têm contagem de ondas de robôs assassinos mais elevadas. Sempre há truques para pegar o jogador de surpresa e apimentar as coisas, seja um elemento da fase que confunde durante a ação (mas não de maneira ruim) ou novas mecânicas experimentais que variam a experiência.

Variedade é uma palavra-chave para Blazing Chrome. O jogador dificilmente ficará entediado com os desafios propostos. Quando as ondas de inimigos parecem comuns, adversários novos aparecem e requerem novas estratégias, como rebater com ataques de corpo a corpo, uma adição bem legal.

Há algumas telas bem divertidas que envolvem andar sobre trens, pilotar mechas, dirigir motos e até mesmo uma seção muito interessante que nos coloca controlando um robô sob outra perspectiva. Sem dúvidas, ter mais opções de armas especiais e personagens mais diferenciados seria bem-vindo, mas é compreensível dentro do escopo da produção.

Contudo, tudo que é bom dura pouco: Blazing Chrome oferece poucas horas de entretenimento assim como suas inspirações da Konami. A longevidade está muito atrelada à perseverança de tentar inúmeras vezes a mesma tela depois de morrer. Os “Continues” são infinitos e você não precisa refazer tudo de novo, mas é preciso recomeçar o nível caso perca as fichas de vida – o que é um elemento moderno bom. É até interessante analisar cada nível e entender o caminho a seguir. Contudo, as 7 fases acabam relativamente rápido e nos deixam com um gostinho de “quero mais”.

Fator replay legal e coop de primeira

Apesar de ser uma experiência relativamente curta, entre quatro e cinco horas, isso não quer dizer que não exista motivos para revisitar a jornada nostálgica. Assim como nos arcades de outrora, tentar novas dificuldades e buscar pontuações mais altas ou conquistas fazem parte da experiência.

No fim da jornada, dois novos personagens são desbloqueados e eles mudam bastante a experiência, já que possuem ataques e alcance bem diferentes dos dois protagonistas originais. Essa dinâmica é suficiente para oferecer uma nova jornada quase nova e há ainda mais elementos para bagunçar a experiência decorável, como o Mirror Mode, que inverte os níveis de lado.

Entretanto, o maior brilho de refazer tudo novamente reside na jogatina cooperativa. É muito gratificante jogar com os amigos em um bom e clássico multiplayer de sofá para passar todos os desafios juntos. Para os entusiastas por jogos antigos e nostálgicos de plantão, a funcionalidade é essencial.

Infelizmente, a jogatina cooperativa só existe de forma local. Se você não tiver como ter um amigo ao seu lado, terá que se contentar com a experiência de lobo solitário mesmo. Não é algo brutal e que pese muito, mas é válido ser ressaltado.

Gráficos e trilha sonora condizentes

A parte audiovisual de Blazing Chrome é um espetáculo à parte. As músicas, efeitos sonoros e ambientação é espetacular, honrando o legado dos jogos noventistas, incluindo nas limitações – são um charme, não defeitos. As faixas são muito bem-feitas e se encaixam perfeitamente com a ação ininterrupta.

Graficamente, Blazing Chrome é um produto ainda mais louvável. Danilo Dias, desenvolvedor do jogo, já conversou com o Voxel no passado e explicou diversas técnicas para criar pixel art tão bonita. Os criadores do game explicaram que até mesmo limitaram a paleta de cores para assimilar as limitações dos consoles da quarta geração e ter um visual fidedigno às obras de inspiração.

Todavia, essa é só uma premissa, já que o título explora novos horizontes e modernidades para encaixar a experiência em displays modernos. As cenas são sempre muito bonitas, há efeitos especiais de primeiras e até alguns toques de mestre para tornar tudo ainda mais lindo visualmente, como reflexos dos personagens em algumas situações e efeitos de partículas aqui e ali. E, completando com a cereja do bolo, tudo roda em 60 fps fixos, sem quedas.

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Vale a pena?

Certamente, Blazing Chrome não é o tipo de sucessor espiritual que vemos todos os dias por aí. Considerando que se trata de uma produção brasileira (e não de forma pejorativa, mas sim de um mercado com menos incentivo), tudo fica ainda mais impressionante. O game é, de fato, tão bom quanto ou até melhor que muitos Contras e Metal Slug oficiais.

Se você gosta do gênero e é um amante das experiências retrô, Blazing Chrome é uma compra obrigatória (ou aquisição, já que está disponível para os assinantes do Game Pass), pois combina tudo que há de bom em um combo muito divertido.

90 xbox-one
Excelente
"Blazing Chrome é um jogo que entende o que é ser um sucessor espiritual de grandes franquias e traz um combo de diversão excelente."

Pontos Positivos

  • Gameplay recheado de ação e extremamente divertido
  • Muitas referências ótimas dos jogos que serviram de inspiração
  • Dificuldade extremamente balanceada
  • Level design muito bem-feito
  • Fator replay bem interessante, com novas dificuldades e modos
  • Os personagens variantes são significativamente diferentes

Pontos Negativos

  • A variedade é muito boa, mas podia ser um pouquinho maior
  • A experiência é relativamente curta

Outras Plataformas

90 pc
90 ps4
90 Switch
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