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Paper Mario: The Origami King
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O Mario de papel está de volta! Mas já foi melhor

Ruan Segretti

A história da franquia Paper Mario começou lá no ano 2000, com o lançamento do game que dá nome a série para o Nintendo 64 sendo um sucesso comercial. O game seguia uma linha de colocar elementos de RPG , algo que havia sido introduzido em Super Mario RPG em 1996, mas diferente deste, Paper Mario era ambientado em uma versão de papel do Reino dos Cogumelos e ganhava todo um estilo próprio.

Agora, 20 anos e cinco edições depois, Paper Mario chega ao seu sexto capítulo: The Origami King, o primeiro no console híbrido da Nintendo: o Switch. Assim como seus antecessores, o game tem uma pegada leve, bem colorida  e divertida, com pequenas piadas jogadas no momento certo, algumas tiradas que vão arrancar sorrisos dos jogadores.

A aventura começa quando os irmãos Mario e Luigi estão a caminho da Toad Town para o Festival do Origami. Entretanto, ao chegar lá a dupla nota que a cidade está deserta e que tem algo errado ali. Mario então acaba caindo nas masmorras do castelo do castelo e conhece Olívia, um tipo de fadinha feita de origami que o ajuda a sair de lá, é ela que é ela que vai agir como a parceira do jogador ensinando tudo o que precisamos saber para nos aventurarmos pelo game.  

Mais para frente descobrimos que um outro ser feito de origami chamado Rei Olly, irmão da Olívia, está controlando um exército de soldados também feitos de origami e desaparece com todos os habitantes do reino dos cogumelos, além de sequestrar o castelo da princesa Peach usando umas serpentinas gigantes.

A partir daqui somos apresentados a uma jogatina bem leve e gostosa que, como todo bom exclusivo da Big N, utiliza todos os recursos que o Switch tem a oferecer. O melhor jeito de jogar Paper Mario: The Origami King é com os joycons separados do console para fazer os comandos usando os sensores de movimento, tanto durante eventos especiais nas batalhas, quanto durante a exploração.

Falando em batalhas… 

O game tem um estilo de batalha bem único, ele mistura elementos de puzzle com batalhas por turno, vamos ver se consigo explicar direitinho. As batalhas se dão em uma arena, que conta até com arquibancada e torcida! O objetivo do jogador é fazer com que os inimigos se alinhem movimentando o ambiente de forma que você possa acertar um grupo com um golpe certeiro usando seu pulo ou sua marreta. 

A questão é: você tem tempo limite e um número específico de movimentos que pode fazer para ajustar os inimigos da maneira correta, então tudo tem que ser muito bem pensado. Esse alinhamento não é obrigatório, claro, mas fazer tudo da maneira correta garante ao protagonista um bônus de dano e também a uma quantia extra de moedas no final da batalha. 

mario

A ideia é interessante, mas com o tempo você começa a ter preguiça de ficar montando esse puzzle em toda santa batalha e acaba por tentar evitar os inimigos para que não atrapalhem o fluxo da missão que você está fazendo. Um jeito melhor de lidar com essa questão seria se o game não tivesse essa parada do puzzle em TODAS as lutas mais simples, contra inimigos comuns.

Enfim, mas já que tem em todas as lutas, o jogador pode contar com um esqueminha para facilitar as coisas, gastando moedas é possível comprar mais tempo para pensar no que fazer ou também pode pagar seus amigos Toads para invadir a arena jogar itens de cura, dar dano e até mesmo mover o local para você, basta segurar o botão “Y”. 

Outro problema também é que lutar contra inimigos mais poderosos não garante lá muitas recompensas. A diferença entre lutar contra um grupo de quatro goombas fracos e de lutar contra 10 Goombas voadores (que são bem mais complicados), é muito pequena, não sendo recompensador o suficiente você ir atrás de batalhas difíceis, mas sim, fugir delas o máximo possível. 

Os chefões: as estrelas do jogo

Entretanto, as batalhas contra chefes são memoráveis e é onde o game brilha. Apesar de usar um puzzle parecido, elas são bem mais dinâmicas e requerem um pensamento estratégico, afinal você tem que planejar direitinho  todo o caminho que Mario vai percorrer até chegar ao destino e causar o dano. 

Os chefes também contam com ataques especiais e são bem mais perigosos do que seus modelos “fofos” podem dar a parecer, e quando encontramos formas diferentes de vencê-los é bem gratificante.

chefe

Alguns deles inclusive servem com um tipo de summon, que podem ser usados em algumas batalhas. A animação da Olivia se transformando neles inclusive é bem legal.

Também existem chefões mais simples, que não entramos em uma batalha comum do jogo para derrotar, o que dá uma boa dinâmica ao jogo, já que estamos em constante aprendizado, sempre tem alguma coisa nova para fazer, usando ou não as especificidades do nintendo Switch. 

Fugindo do RPG, mas ainda com o pezinho lá

Apesar de The Origami King tentar se distanciar de um sistema muito embasado em RPG, as batalhas são por turnos e aqui também temos armas e acessórios para dar aquela força nas pancadaria. 

Mario pode usar dois tipos de armas, seu pulo e sua marreta. Essas duas habilidades podem ser melhoradas com equipamentos que não só dão mais dano do que um golpe básico, mas também garantem outros benefícios, como por exemplo as botas de ferro, que permitem que o bigodudo pule em cima de monstros com espinhos, sem se machucar.

espinho

Esses equipamentos podem ser adquiridos ou explorando os ambientes ou comprando com alguns mercadores espalhados por aí. O mesmo vale para os acessórios, você pode equipar seis acessórios ao mesmo tempo, um de vida, um de defesa, um de tempo, um que ajuda a localizar colecionáveis e dois miscelâneos que dão vários tipos de vantagens.

Explorar e colecionar

Para aqueles que curtem fazer 100% do jogo , há muito o que explorar em The Origami King, já que cada área conta com quatro coisas para fazer, além das missões principais, claro. Resgatar todos os Toads, tapar todos os buracos causados pela destruição provocada por Olly, pegar todos os colecionáveis - umas pequenas estatuetas de personagens e objetos do jogo - e encontrar e acertar todos os blocos com um ponto de interrogação. 

Além de outros minigames, como pescaria, arremesso de shurikens, jogo da memória,entre várias outras outras.

Paper Mario: The Origami King Vale a Pena?

Honestamente, existem muitos jogos melhores do encanador bigodudo, usando só os de switch como exemplo, me diverti mais jogando Odyssey e Kingdom Battle, Paper Mario tem seu charme sim, quem curte um game com combate em turnos e CHEIOS de puzzle vai gostar de Paper Mario, eu mesmo gosto dessas coisas, entretanto, o fato de você ter vontade de fugir de batalhas ao invés de lutar em um jogo onde elas são as deveriam ser as protagonistas é um pouco problemático.

prot

Sendo justo, as batalhas contra os chefes são realmente um show à parte. Contudo, ele tem uma história leve (tirando uma certa parte que não posso comentar, pois bem… spoilers), que por muitas vezes vai arrancar risadas do jogador e também divertí-lo com boas horas e exploração em ambientes bem diversos, como cavernas, um parque com temática de japão feudal, templos, castelos, enfim, diversidade na ambientação e modos criativos de usar o motion dos joycons não vão faltar. Sua nota final é 79, faltou pouco para ser ótimo, mas fica só no bom mesmo.