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The Elder Scrolls Online: Summerset
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Summerset é um ótimo ponto de partida para o MMORPG criado pela Zenimax

Felipe Gugelmin

Pocket

Nas últimas semanas, tenho dedicado parte de minhas noites a explorar Summerset, mais recente expansão de The Elder Scrolls Online. Oferecendo a oportunidade de explorar uma região que não surgia nos games da série há algumas décadas, a expansão reforça as forças do MMO e mostra que ele se distanciou bastante de sua forma original — o que é algo bastante positivo.

Antes de falar sobre o novo conteúdo, é bom retomar nossa análise original do game para ver como as coisas mudaram: desde 2014, a Zenimax transformou seu MMO de forma a deixá-lo mais parecido com os games single player. Agora os combates acontecem em tempo real, não é mais preciso pagar mensalidades para jogar e há conteúdo de sobra para mantê-lo entretido durante dezenas de horas — mesmo que você decida não pagar pela assinatura ESO Plus. Em outras palavras, nossa análise antiga não condiz mais com o estado atual do game.

Retorno a uma área clássica

Conforme expliquei em minha prévia de Summerset, a mais recente expansão do MMO nos leva à região homônima que decidiu abrir suas fronteiras para estrangeiros após um longo tempo de isolamento. A decisão não agradou a todos os habitantes locais, gerando um sentimento de xenofobia que está sendo explorado por um culto dedicado aos Daedras que pretende explorar a instabilidade em favor próprio.

Summerset

Como um recém-chegado a Summerset, você logo é abordado por Razum-dar, um agente da Rainha, que vê em seu personagem o aliado perfeito para lidar com os problemas locais. Em questão de pouco tempo, o jogador também se vê envolvido com a Ordem Psijic, grupo secreto que vive em uma espécie de dimensão paralela na qual sua ilha permanece em segurança — grupo este que, por coincidência, decidiu só retornar a Tamriel em tempos de crise.

Toda essa premissa resulta em uma trama que acaba sendo um tanto previsível em certos pontos (sim, você novamente assume aqui o papel de “salvador do mundo acidental”), mas que sabe surpreender e nem sempre se leva a sério. Minha principal diversão com a expansão foram suas missões secundárias, que envolvem desde convencer um mago a deixar um grupo de artistas (ou não) até cuidar de um zoológico em que os animais escaparam das jaulas.

Como não há nenhuma restrição às áreas que você pode explorar — o nível de dificuldade é dinâmico —, você pode iniciar as missões na ordem que desejar ou aproveitar para explorar o mapa antes de completar qualquer uma delas. Enquanto isso é bom para quem não quer deixar de jogar com seus amigos mais experientes, senti que, na prática, isso desestimulou a entrada em combates: o que é uma pena, porque atualmente eles possuem uma das melhores mecânicas em tempo real que já vi em um MMO.

A história principal de Summerset é satisfatória, mas cai demais em certos “clichês” do gênero fantasia para ser surpreendente — e também não ajuda muito que ela esteja recheada de missões de “leva e traz”, que não são particularmente desafiadoras. O momento de “respiro” são as missões secundárias, que surgem em quantidade mais do que suficiente para você se distrair de suas tarefas principais e curtir o universo desenvolvido pela empresa.

A Ordem Psijic

Outra novidade de Summerset é a possibilidade de entrar na Ordem Psijic, desbloqueando alguns poderes extras bastante interessantes. Infelizmente, o processo para isso é um tanto burocrático e envolve explorar mapas fechando brechas em locais que nem sempre são fáceis de encontrar.

Summerset

Enquanto na primeira vez que essa obrigatoriedade surge ela parece fazer sentido, a partir da segunda vez fica a sensação de que os desenvolvedores ficaram com certa “preguiça” de criar algo desafiador que não se baseasse simplesmente em minar a experiência dos jogadores. Minha recomendação é que você não torne essa tarefa uma prioridade, fechando as brechas aos poucos conforme explora o mundo de Tamriel.

A recompensa final vale a pena, permitindo que seu personagem use técnicas que manipulam o tempo e fogem um pouco ao que é oferecido pelas classes disponíveis. No entanto, os poderes desbloqueados têm caráter mais secundário no geral, servindo mais como um complemento interessante às suas habilidades principais do que algo obrigatório.

Vale a pena?

Após terminar a história principal de Summerset, tenho muitos motivos para voltar ao game — e muita vontade de fazer isso assim que surgir um tempo. Atualmente, The Elder Scrolls Online oferece uma experiência tão rica quanto os jogos single-player da série, e pode ser encarado de forma individual a maior parte do tempo — fora algumas lutas com chefes, foi exatamente assim que explorei a maior parte do novo conteúdo.

Summerset

Usando um personagem criado do zero para a nova expansão, considerei ela uma ótima introdução ao universo do MMO. Com uma trama que não perde muito tempo em enrolações — embora tenha muitas missões de “leva e traz” —, o conteúdo preparado pela Zenimax é bastante divertido e sofre com poucos problemas — entre elas, a falta de servidores no Brasil, o que obriga a lidar com uma latência um tanto alta.

Com Summerset, The Elder Scrolls Online reforça suas características como um game completo e que sabe dosar bem o que os fãs querem e uma experiência que faça sentido para os desenvolvedores. Caso você tenha abandonado o game há algum tempo ou esteja curioso sobre o que ele oferece, o conteúdo é uma ótima porta de entrada e garante uma dose generosa de aventuras.

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Ótimo
"Summerset é um ótimo complemento para The Elder Scrolls Online e mostra que a Zenimax domina a arte dos MMOs"

Pontos Positivos

  • Recheado de conteúdos, incluindo missões secundárias com tom variado
  • Permite explorar todos os seus conteúdos com um personagem novo
  • História principal interessante, apesar de cair em alguns clichês
  • Ótimo sistema de combate em tempo real, bastante semelhante aos The Elder Scrolls single player
  • Uma comunidade bastante ativa de jogadores para formar grupos e cumprir missões
  • Funciona muito bem tanto em grupos quanto jogando de forma mais solitária

Pontos Negativos

  • Muitas missões no estilo “leva e traz”, o que se torna algo um tanto cansativo
  • Desbloquear os poderes da Ordem Psijic é um processo bastante burocrático
  • Falta de servidores brasileiros significa lidar com uma latência considerável
  • A decisão de nivelar a dificuldade favorece a exploração, mas torna o combate algo secundário e sem grande impacto na maior parte do tempo
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