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West of Dead
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West of Dead é um roguelike com belo visual e bons tiroteios

Thomas Schulze Costa

West of Dead é o mais novo jogo desenvolvido pela Upstream Arcade e publicado pela Raw Fury no PC, Nintendo Switch, Xbox One e PlayStation 4. Neste roguelike em visão isométrica, assumimos o controle do recém-falecido William Mason, um caubói com cabeça de caveira flamejante no melhor estilo Motoqueiro Fantasma.

Ao morrer, ele foi parar no Purgatory, um local formado pela mistura das memórias e crenças de outros falecidos. Neste caso, tudo parece uma versão mística do Velho Oeste de 1888, com direito a bruxas, xamãs, monstros e outras criaturas das trevas para te atazanar. Ou seja, pura encrenca para não deixar ninguém descansar em paz!

Um roguelike para veteranos e novatos

Se você já jogou algum título roguelike, deve ter uma boa ideia do que o aguarda por aqui. Se não, West of Dead é uma porta de entrada excelente para o gênero, com conceitos bem didáticos e, ao mesmo tempo, mecânicas profundas o bastante para agradar aos mais hardcore. É um título capaz de agradar quaisquer perfis de jogadores!

Começando do básico, a graça da jornada é que, a cada vida perdida, você retorna ao ponto de partida, mas a fase muda radicalmente o seu design. Praticamente todos os elementos trocam de lugar, e com isso você nunca se sente jogando a mesma coisa duas vezes seguidas, por mais que fique muito tempo encalhado no mesmo nível.

Quando você finalmente consegue superar a fase, é possível conversar com uma Bruxa para trocar os seus pontos (coletáveis chamados de Pecados por aqui) e convertê-los em melhorias fixas para o herói. Por exemplo, se você investir Pecados o bastante em um cantil de cura, ele ficará com você para sempre, mesmo que você morra. Seus investimentos também não são perdidos, então você pode comprar cada aprimoramento "parcelado", depositando um pouco de Pecados a cada nova visita à Bruxa.

Essa é basicamente a sua única colher de chá: todas as armas que você apanhou pelo caminho, assim como as melhorias passivas que você aplicou durante uma vida são perdidas quando você recomeça a jornada, então o jogo nunca fica fácil ou difícil demais. A dificuldade bem balanceada garante que todas as partidas deixem um gostinho de "quero mais".

Como na maioria dos roguelikes, você começa fraco e vai se fortalecendo conforme progride nas fasesComo na maioria dos roguelikes, você começa fraco e vai se fortalecendo conforme progride nas fases

Mecânicas de tiro divertidas

Logo que você começa uma nova vida, rapidamente encontra um conjunto básico de armas para se defender. Você sempre pode carregar no máximo duas armas principais ao mesmo tempo, e pode acreditar que você vai precisar ficar atento a elas o tempo inteiro! Afinal, embora todas as armas tenham munição infinita, elas são limitadas a um interessante sistema de cooldowns de recargas.

Via de regra, seus cartuchos de munição são bem reduzidos e cada disparo conta. Assim que você dispara uma bala, o pente no canto inferior esquerdo da tela vai sendo preenchido e, ao chegar no máximo, você ganha uma bala de volta. A pegadinha é que o medidor só enche enquanto você não estiver realizando movimentos bruscos como esquivas ou trocas de tiro! No máximo você consegue andar para ganhar um tempo fugindo de seus inimigos, então é preciso estar muito ciente do ambiente ao seu redor e de quantos tiros você tem disponíveis antes de começar um conflito.

É divertido controlar os cooldowns da munição durante os tiroteiosÉ divertido controlar os cooldowns da munição durante os tiroteios

As coisas ficam ainda mais complexas e divertidas graças ao bom sistema de coberturas de West of Dead: ao se aproximar de coberturas, você automaticamente vai se proteger dos tiros, mas absolutamente todas as superfícies quebram depois de sofrer um determinado nível de dano, então não dá para ficar muito tempo parado em um só local. Para piorar, os cenários são escuros e muitas vezes você não vai saber em que posição exatamente seus rivais estão.

Isso até poderia ser um defeito mas, na prática, é outra boa mecânica do jogo: a maioria dos mapas incluem pontos de iluminação fraca que você pode interagir com um clique para, então, fazê-los iluminar uma área maior. Frequentemente você precisa planejar uma boa rota em direção à luz, para só então ver onde exatamente seus inimigos estão e correr para a cobertura mais adequada. É uma ideia legal, ainda que o processo fique um pouco repetitivo caso você passe várias horas seguidas jogando.

Durante as fases você encontra altares que garantem melhorias passivas de atributos para sua vida atualDurante as fases você encontra altares que garantem melhorias passivas de atributos para sua vida atual

Estiloso, mas não muito carismático

West of Dead tem uma direção de arte excelente e ostenta cores maravilhosas ao longo de todas as suas fases. Apesar de ser um jogo bem levinho em seu download, a aparente simplicidade gráfica é muito bem aplicada com efeitos de iluminação bonitos e perfeitamente coerentes com a dinâmica das lutas, algo especialmente notório nos momentos em que você aumenta a iluminação local, como explicamos acima.

O estilo de arte meio cartum e meio graphic novel remete um pouco a uma versão colorida do clássico MadWorld, de Nintendo Wii, com personagens e ambientes com traço bem delineado e exagerado, que fica bonito tanto em imagens estáticas como em movimento. A trilha sonora, por outro lado, é um pouco mais discreta, e fez falta ouvir melodias mais marcantes ou empolgantes durante as lutas.

Ao superar uma área, você troca seus Pecados por melhorias fixasAo superar uma área, você troca seus Pecados por melhorias fixas

Todos os textos foram localizados em português, mas a dublagem dos personagens só foi gravada em inglês. É estranho notar que nem todas as falas foram dubladas, e às vezes ficamos esperando algum personagem falar algo, para então notar que o jogo só tem mesmo uma janela de texto disponível. Ao menos o protagonista é dublado pelo sempre carismático Ron Perlman, o Hellboy original dos cinemas, que faz um bom trabalho dando (pós-)vida ao William Mason.

Veredito

West of Dead é um ótimo roguelike que sabe tirar proveito de sua ótima direção de arte e mecânicas criativas de tiro. Mesmo com mapas gerados proceduralmente, a experiência acaba ficando um pouco repetitiva quando jogada por muitas horas seguidas devido ao escopo inerentemente limitado do projeto, então é mais recomendado curtir a jornada em pequenas doses. Assim, fica bem mais divertido subir de nível e se sentir mais poderoso a cada partida neste Além diferentão com ares de velho oeste.

West of Dead foi gentilmente cedido pela Raw Fury para a realização desta análise.

78 pc
Bom
"West of Dead não reinventa a roda dos roguelikes, mas cativa com sua direção de arte e boas mecânicas de tiro."

Pontos Positivos

  • Ótima direção de arte
  • Progressão gratificante
  • Mecânica de cooldowns para recarga é muito bem pensada
  • Bom uso da iluminação e do sistema de coberturas

Pontos Negativos

  • Fica repetitivo se jogado por várias horas seguidas
  • Falta de dublagem em alguns textos
  • Trilha sonora genérica e sem impacto

Outras Plataformas

78 xbox-one
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