Jogo de estratégia militar, com ótimos efeitos fisicos mas com um controle de unidades muito minucioso e combates extremamente realistas

Joint Task Force não obteve muita sorte por ser lançado exatamente um dia antes de um grande rival, Company of Heroes. Os dois apresentam praticamente o mesmo tipo de jogabilidade e interatividade, com algumas diferenças particulares, como a história. É um jogo de estratégia em tempo real, com uma história baseada numa guerra e problemas futuros (2008), trazendo um combate moderno, com armas e veículos avançados, e combates bem realistas. Foca a parte tática do combate durante as missões e exige bastante tempo e tentativas para se obter a melhor solução e o sucesso.

Problemas de um futuro próximo

Utilizando-se de combates modernos, a história gira em torno de vários problemas que vão acontecendo ao redor do mundo, sendo necessário mandar um esquadrão para resolver estes problemas (no caso, o seu esquadrão). A Campanha conta com 20 missões ao longo de 5 partes distintas do planeta. Pode parecer pouco, mas a maioria destas missões irão certamente precisar de algumas tentativas e elas serão até frustrantes em muitos momentos. As missões em si mudam bastante ao longo do jogo e uma parte interessante é que, quando se completa parte do objetivo, às vezes o mapa se altera ou apresenta uma nova parte para vasculhar, sem fazer nenhum tipo de load.

Ser realista demais pode ser desanimador ou trazer complicações!

O jogo é bem realista mesmo, sendo que um tanque não sobrevive a mais de dois disparos de um RPG, assim como seus aviões, helicópteros e outros veículos, também são facilmente destrutíveis. Isso pode ser bem frustrante, pois eles são unidades extremamente caras e o jogador não irá querer entregá-los assim tão facilmente. Felizmente, existem unidades de reparo aos veículos e soldados, desde que ainda se tenha o veículo, assim como reforços para munição também.

O grande problema é que estas unidades necessitam de um aeroporto para chegarem no mapa e acabam forçando você a ficar o tempo todo fazendo um ataque e reparando/reabastecendo, tirando a diversão do jogo. Inclusive há um botão para acelerar o jogo, com certeza para essas horas de espera. Vale o mesmo para os soldados, que, em certas situações, podem morrer mais rápido do que o tempo que levou para selecioná-los.

Outro problema é que as unidades não são controladas por blocos, como em LOTR: Battle For Middle Earth 2 ou em Company of Heroes, o que também dificulta a jogabilidade, forçando o controle de seus soldados, um por um, para não fazerem besteira por conta própria. Apresenta também bastante realismo quanto à colisão de veículos, sendo que eles sempre tentam não se aproximar muito um do outro e fazem manobras para contornar objetos, quando necessário. Mas, por alguma razão, ficam que nem bestas tentando entrar dentro de algum lugar desejado, como um cargueiro ou ferry boat. Até mesmo para andar, tentam evitar colisões e acabam fazendo coisas indesejadas, irritando bastante. Às vezes, levava alguns minutos para conseguir por um tanque dentro de um ferry boat porque ele ficava batendo na lateral do próprio.

Numa primeira tentativa, as missões podem parecer bem difíceis e complicadas, pois pode-se morrer facilmente por não saber o que há à frente ou por falta de controle das unidades, especialmente as unidades chaves, que não podem morrer de forma alguma durante a missão. Mas a questão é facilmente resolvida com um load da última parte salva, reequipando seu exército de acordo com os inimigos, tornando a fase ridiculamente fácil em algumas situações. Em geral, esta tática é mais do que suficiente para a grande maioria das missões.

Gráficos de bom grado e sonoplastia razoável

Joint Task Force chama atenção pela ótima qualidade gráfica e efeitos. Uma guerra moderna com ótimos gráficos é sempre bem vinda e atrai muitos adeptos. A parte física também não deixa por menos, tendo ótimos efeitos de destruição de prédios, veículos, bombas, tudo devido à qualidade da Ageia PhysX. Efeitos como a mudança de clima e tempo durante as missões dão um clima bem interessante e realista ao jogo. Algumas falhas acontecem, como, às vezes, os inimigos podem estar perto, mas somem e reaparecem do nada e isso deve ter sido feito provavelmente pela intenção de mostrar que eles saíram do campo de visão, mas definitivamente não ficou bom. As cutscenes do jogo não são lá essas coisas, mas possuem um bom enredo e são bem organizadas mas apresentam um conteúdo apelativo, como salvar uma repórter que está de top e calça jeans no meio de uma guerra na África.

A sonosplatia já não possui a mesma qualidade. Percebe-se falhas no som de certos elementos e as vozes em geral não dão um clima muito propício ao jogo. Por exemplo, um dos soldados em uma missão, toda vez que matava alguém soltava um “UHUUU” bem esquisito e, em outras missões, um dos comandantes que dava as instruções falava de um jeito muito bem similar àquela voz de Metal Slug, quando se pega uma metralhadora e ouve-se o “Heavy Machinegun”

A trilha sonora também não ficou das melhores, sendo enjoativa e pobre em maior parte do tempo, o que não ajuda a motivar a terminar uma missão, mesmo nos momentos de combate aonde ela se torna mais intensa. Aquele pessoal que adora um Multiplayer vai conseguir, com certeza, dar uma vida bem maior a este jogo e se divertir bem mais. Apresenta modos interessantes e novos de combate para um jogo de estratégia, como um com coleta de bandeiras para dar recursos e 3 tipos de exército para entrar na guerra. As partidas são rápidas e tornam o jogo bem dinâmico.

Apesar de algumas idéias interessantes, mas mal implementadas (poderiam ter caprichado muito mais), Joint Task Force é um jogo que não recomendo, ao menos que seja um fã absoluto de modelos militares atuais, fã de jogos de guerra moderna ou de jogos aonde se necessita um controle minucioso e realista. Percebe-se que, na campanha, tentaram adicionar um tom de comédia em algumas falas, mas isto realmente não fica muito legal, se não for feito bem sutilmente, e em momentos exatos.

74 pc
Bom