A bola adesiva mais grudenta do mundo está de volta!

Godzilla? Não, uma bola adesiva! Seria possível escrever bastante a respeito das nuances de Katamari Forever, já que existem diversos pequenos detalhes que devem ser observados para tirar o máximo de proveito do título. No entanto, tudo isto já foi visto antes em um dos outros games da série, sendo que pouco foi feito desta vez para inovar ou mesmo renovar a experiência de jogo.

Isto não significa que o game seja ruim, já que a jogabilidade tradicional da franquia retorna e a premissa de ir coletando os mais diferentes itens com uma bola grudenta é certamente divertida. O problema é quando a expectativa de que os diversos pequenos problemas fossem resolvidos não é preenchida, e acabamos por encontrar as mesmas falhas que já existiam anos atrás.

O que quero dizer com isso? Basicamente, que ainda é muito empolgante e viciante ficar tentando atingir o maior score possível através das diversas fases — tanto antigas quanto novas — mas é difícil entender porque algumas coisas permaneceram imutáveis. Um bom exemplo é uma câmera que muitas vezes se esconde atrás de objetos e que poderia certamente ter sido aprimorada.

Mas estou falando como se todos conhecessem e estivessem familiarizados com a franquia, o que obviamente não é o caso. E aqueles que nunca antes colocaram as mãos em um Katamari poderão se sentir perdidos caso não haja uma breve explicação a respeito da temática completamente desconexa que permeia todo o título.

Correndo o risco de deixar muitos fãs nervosos, vale tentar definir a ambientação do jogo rapidamente: você é o príncipe de todos os cosmos, filho do Rei — o qual parece uma mistura de Elvis Presley transformista com uma máscara de Guy Fawkes, do filme V de Vingança — e deve acumular as tarefas de seu pai depois que ele perde a memória.

Ser o Rei permite que você esteja acima de qualquer conceito de moda

Como é um trabalho bastante importante, o príncipe decide construir um robô à imagem e semelhança de seu progenitor, mas o tiro sai pela culatra. A criação destrói as estrelas e agora cabe a você reconstruí-las da forma mais inusitada possível: rolando uma bola grudenta que vai crescendo conforme você coleta os mais variados itens, desde tachinhas até casas e prédios.

Tudo regado a muitos elementos japoneses, como uma espécie de seriado fictício de Super Sentai que aparece em alguns momentos do game, entre os cenários. Ou então as diversas piadas que não fazem muito sentido... Seja como for, o ponto forte do game é a jogabilidade — mesmo que os controles pudessem ser melhorados — então se isto é que o interessa, o resultado final é adequado.


Aprovado

Do que gostamos


A premissa

Apesar do tema do jogo ser extremamente depende de gostos individuais, pelo fato de ser absurdamente colorido e com um sendo de humor nada convencional, o fato de precisarmos rolar uma bola adesiva pelo mundo afora é algo estranhamente interessante. Embora o conceito já não seja mais novo, ainda é envolvente o suficiente para manter alguém jogando por várias horas.

O simples fato de que a bola vai crescendo também dá uma dimensão bastante interessante ao jogo, já que você passa de um mero coletor de balas a um engolidor de casas em pouco tempo. Você até mesmo esquece de toda a esquisitice durante cada um dos cenários...

Inúmeros modos

Os modos de jogo são extremamente variados e são complementados pelos diferentes objetivos existentes em cada uma das fases. Isto faz com que a experiência seja bastante diversificada e não se torne entediante, embora obviamente alguns jogadores terão uma predileção por determinados tipos de cenários.

Várias opções

Isto vale tanto para o modo single player quanto multiplayer, já que existe a possibilidade de jogar com um amigo tanto cooperativamente quanto competitivamente — embora a diferença de diversão entre estes dois modos seja bastante marcante.

Multiplayer competitivo

Este estilo de jogo é bastante interessante e muito divertido. Ambos os jogadores irão constantemente olhar na tela do adversário, inevitavelmente, o que gera ainda mais confusão e adiciona muitas perspectivas adicionais à mera jogabilidade de “coletar objetos”. Além disso, os controles mantém-se os mesmos do modo single player.

Integração entre conteúdo velho e novo

Uma corrida pegajosa Embora os veteranos da série certamente possam distinguir o que é novidade e o que não é, os novatos irão simplesmente encontrar um jogo único. Isto é bastante interessante, já que elimina aquela sensação de “coletânea de jogos” ou “conteúdo reciclado”, e transforma tudo em algo coerente e integrado.

A forma mais simples de diferenciá-los é através do menu, já que o que se passa na cabeça do Rei de todos os cosmos é conteúdo antigo e o que é jogado junto ao robô-réplica é novidade.

As pequenas adições

Agora é possível pular e existem alguns power-ups que atraem objetos das proximidades. Duas coisas pequenas mas que adicionam uma dinâmica muito maior à experiência, já que permite agilizar grandemente o crescimento de sua pelota, além de permite um level design muito mais diversificado.


Reprovado

O que espantou o BJ... No mau sentido


Exageros

A temática espanta. Pura e simplesmente. Especialmente no que diz respeito ao consumidor mediano ocidental, muitos ficarão boquiabertos com os excessos referentes à apresentação do jogo. É muita cor, muitos babados nas roupas, muitos bichos estranhos... Muito japonês, resumidamente, o que certamente não é para todos os gostos.

Falta de polimento

Embora esteja em alta definição e possua controles que usam o Six Axis, estes elementos ainda são defeituosos. Pular é muito mais facilmente realizado através do R2 — tentar fazê-lo com o sensor de movimento é algo frustrante. A câmera ainda se esconde em alguns lugares que atrapalham consideravelmente a visualização.

Os frames por segundo caíram drasticamente nesta fase

Isto sem falar nas quedas absurdas de frames em alguns cenários e a falta de modificações nos controles e na parte técnica como um todo. Ainda existem pop-ins e é difícil para iniciantes conseguir controlar a bola já que os controles não são nada intuitivos. São problemas já vistos anteriormente na série e que certamente mereciam maior atenção.

Multiplayer cooperativo

O modo é simplesmente confuso. Ambos os jogadores devem realizar os mesmos movimentos é parece mais um jogo de copiar o que o outro está fazendo do que complementar um ao outro. Assim, a diversão é bastante limitada, especialmente considerando que o multiplayer competitivo é muito mais interessante.


Avaliação Final

Vale a pena?


Vale. Apesar das falhas e de não adicionar nada de excepcionalmente inovador, o título se baseia em uma fórmula já comprovada e busca apenas pagar um tributo ao que já foi visto — como o próprio nome japonês, Katamari Damacy Tribute, expõe — expandindo um pouco mais o universo da série.

Fica faltando um modo online como havia sido visto anteriormente, mas isto ao menos é compensado por rankings online e um multiplayer competitivo local bastante interessante.

O título certamente vai agradar aos novatos que não conheciam a franquia, já que expõe uma fórmula bastante diferente de tudo o que existe no mercado, mas os veteranos poderão ficar com aquela sensação de “déjà vu” familiar. Mas, seja como for, não há como negar que Katamari Forever é uma experiência sólida.

78 ps3
Bom