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Killzone: Mercenary
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Enfim um verdadeiro FPS para um portátil!

Maurício M. Tadra

Depois de muitas reclamações sobre o diminuto tamanho da biblioteca de jogos do PlayStation Vita, parece que alguma desenvolvedora finalmente ouviu o clamar dos jogadores e resolveu lançar um título de peso para o pequeno console. Trata-se de Killzone: Mercenary, o primeiro (e mais novo) membro da família Killzone a ser lançado para um portátil.

O título esteve a cargo dos trabalhos da Guerrilla Cambridge e foi publicado pela própria Sony na metade de setembro deste ano. Como não poderia ser diferente, a jogatina ocorre entre humanos e Helghast, em sua interminável luta pelo controle da soberania planetária e pelos louros da vitória de uma nação sobre a outra.

A campanha de Killzone: Mercenary coloca o jogador no papel de Arran Danner, o protagonista musculoso, careca e tão treinado no manuseio de armas de fogo quanto for a habilidade de quem estiver em seu controle (no caso, você). No entanto, diferentemente de outros heróis comuns, Danner é um mercenário que está na luta apenas pelo dinheiro.

E não pense que essa característica é apenas mais uma tapeação para justificar a inclusão de algum tipo de sistema de escolhas, no qual você sempre escolherá ajudar o lado dos mocinhos da história. De fato, você trabalhará tanto para a ISA (humanos) como para os Helghast, dependendo de quem estiver disposto a pagar o que você exige para fazer um serviço e de quem não estiver tentando lhe matar.

Vale lembrar que cronologicamente, a história do título se passa logo após os eventos ocorridos no primeiro Killzone, mesclando-se com alguns momentos de Killzone 2 — que não são necessariamente referenciados durante a trama. Mas isso não requer que você já tenha conhecimento prévio dos games para poder encarar essa aventura.

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Será que a Guerrilla Cambridge conseguiu realizar a proeza de contentar os exigentes donos de PlayStation Vita, em sua carência por bons títulos? Vamos conferir!

Depois de muito tempo sem aparecer um jogo de tiro com propriedade para os consoles portáteis, a Guerrilla conseguiu acertar a mão em Killzone: Mercenary. Dotado de uma jogabilidade muito bem calibrada, mesclando elementos dos controladores analógicos com a função de toques na tela de uma forma sensacional.

Se não fossem por alguns pontos baixos como a fraca profundidade do enredo e da duração diminuta da campanha, certamente o game seria impecável. Enfim, Killzone: Mercenary não é aquela promessa de jogo de tiro em primeira pessoa que iria aproveitar o potencial do PS Vita para entregar uma experiência com qualidade de console. O game realmente conseguiu cumprir o prometido e foi promovido a “jogo de verdade” para portátil! Vale a pena!

Este jogo foi adquirido pelo Baixaki Jogos para a realização desta análise.

Finalmente alguém aproveitou o poder gráfico do PS Vita

A primeira e mais interessante característica positiva de Killzone: Mercenary é a beleza visual exibida pelo jogo. Essa qualidade é devido ao fato de que o game usa o mesmo motor gráfico dos jogos da série no PlayStation 3, o que impressiona por duas razões. A primeira delas é o poder de processamento que o hardware do Vita disponibiliza; e a segunda é como é que nenhuma outra empresa não usou essa mesma estratégia anteriormente?

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É claro que isso não significa que o Mercenary esteja no mesmo nível que obras como BioShock Infinite ou Grand Theft Auto V — que aproveitam a totalidade do processamento disponível no PS3. Mas, mesmo assim, o jogo consegue oferecer uma qualidade técnica muito superior ao que temos atualmente em qualquer outro tipo de dispositivo portátil, como Nintendo 3DS ou iPhone.

Jogabilidade satisfatória

O PlayStation Vita trouxe como evolução de seu antecessor uma série de medidas físicas no aparelho, como funcionalidades sensíveis ao toque nas superfícies externas dianteiras e traseiras. Assim, a primeira novidade que as empresas se gabam por anunciar em seus trabalhos, geralmente, é o uso dessas funções exclusivas do portátil durante as suas aventuras.

No entanto, Killzone: Mercenary utiliza essas funcionalidades de uma maneira a tornar a jogabilidade mais dinâmica, e não apenas como um “acessório” em seu cartel de opções. O sistema de ataques corporais (“close combat”), por exemplo, funciona perfeitamente com a ajuda da tela sensível ao toque, fazendo com que você possa investir contra um inimigo e finalizá-lo rapidamente.

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Os controles para resolver os puzzles necessários para hackear entradas e computadores também responde perfeitamente bem, o que agiliza imensamente o seu progresso. Por isso, jogar Mercenary é uma experiência muito agradável, comparável aos games existentes em consoles de mesa.

Intelectualmente falando

Os inimigos não são estudiosos da obra de Sun Tzu (“A Arte da Guerra”), mas até que eles manjam de estratégia militar. Não pense que você pode parar de pé na frente de um ou dois soldados e simplesmente sair ileso depois disso. Ao contrário, os soldados irão garantir que você saia em retaguarda, sob uma saraivada de tiros de metralhadoras.

Inclusive, quando você está entocado em algum canto estratégico, os sádicos contraventores são capazes de jogar granadas dentro de seu esconderijo, para que você seja forçado a sair de sua zona de conforto. É claro que os seus atacantes não contam com miras perfeitamente calibradas e eles também seguem padrões de movimentação dentro de espaços fechados, como em praticamente qualquer shooter padrão.

Mas se isso não ocorresse dessa maneira, seria praticamente impossível terminar Killzone: Mercenary, devido à sua enorme dificuldade. Do jeito que ele foi criado, há um balanço muito bom entre os níveis Fácil, Médio e Difícil. Pessoalmente, recomendo o médio para os iniciantes e o mais complicado para quem já é letrado na arte dos FPS.

Já acabou?

A impressão que se tem ao iniciar a campanha principal de Killzone: Mercenary é que você está entrando bem no meio de alguma coisa que já estava acontecendo antes. Isso é mais ou menos como, quando você acessa um mapa multiplayer de determinado game já na metade do número total de partidas, e acaba um pouco perdido até se encontrar no meio do tiroteio.

Depois disso, algumas horas mais tarde, quando você finalmente resolve tomar algum partido na história, a campanha chega ao seu fim. Por isso, apesar de muito legal, podemos dizer que Killzone: Mercenary tem uma campanha curta e com uma história relativamente fraca. Mesmo que o jogo tente fazer com que você veja os dois lados dos interesses em uma guerra, ele acaba sendo superficial demais, o que responde pelo pouco envolvimento que os gamers têm com cada um dos lados.

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Claro que isso também pode ser parte da proposta “mercenária” aplicada pela desenvolvedora no decorrer dos confrontos. Mas ainda assim, a jogatina poderia durar um pouco mais.

Criatividade, onde está você?

“Resgatar alguém, explodir algum reator, resgatar outra pessoa e, finalmente, explodir as bases de um reator... Caso haja necessidade, também há possibilidade de resgatar alguém e de explodir uma espécie de “reator” que atrapalha a investida das tropas”. E assim podemos resumir seu progresso em Killzone: Mercenary.

Não que isso seja uma opção necessariamente ruim, já que o título entrega uma experiência agradável, mas será que não estava na hora de criar uma aventura nova? Vale lembrar que já existiram três jogos inteiros antes desse, que contaram exatamente toda a inquietação existente entre a ISA e os Helghast. Com isso, o modo multiplayer perde um pouco a funcionalidade por se tornar apenas uma opção de sair dando tiros em seus colegas (conhecidos ou desconhecidos).

80 psvita
Ótimo