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Qual é a necessidade disso, gente?

André Luiz Pereira

De tempos em tempos, surgem jogos que fazem você se perguntar o que os seus desenvolvedores estavam pensando quando os criaram. A premissa de LocoCycle já coloca o título, que foi lançado junto do Xbox One, dentro desse seleto grupo.

Será que a história da moto com inteligência artificial saindo pelas estradas consegue ser interessante, apesar de louca, ou é tudo tão absurdo que se perde completamente e fica sem graça?

Falar que LocoCycle é um jogo legal seria estranho e um desserviço para com todos vocês. Ele não é um jogo realmente bom, tem gráficos pobres para a geração atual e, pelo simples fato de estar sendo lançado no Xbox One, apenas deixa as coisas piores.

Mesmo assim, o jogo não deixa de ser algo fascinante. Ele é tão sem noção, tão ridículo, que é o tipo de coisa que você precisa ver, nem que seja para perguntar o que os seus desenvolvedores, atores, dubladores e quem mais estiver envolvido no seu lançamento estavam pensando quando alguém surgiu com a sua ideia.

Se você comprou um Xbox One, já está cansado de algum dos outros jogos do console e está pensando em jogar um pouco de LocoCycle, respire fundo e pense em aproveitar um pouco mais os jogos que você já tem no video game. Vai ser bem melhor.

Um jogo diferente

Quando falamos sobre jogos com motos, robôs e inteligência artificial, existe uma grande chance de surgir a ideia de um game de corrida com veículos futuristas. Nesse ponto, LocoCycle sai na frente de todo mundo, já que apresenta uma trama em que você controla uma moto chamada I.R.I.S. logo após ela ter tomado um raio e ganhado consciência.

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Com a missão de chegar a um grande festival de motos em outro estado, ela sai em disparada pelas estradas dos Estados Unidos, sendo perseguida por agentes secretos. E é bem válido lembrar que, durante todo o tempo, ela arrasta um mecânico latino que fica falando espanhol e implorando para que ela o solte.

Se existe uma coisa que ninguém pode falar de LocoCycle é que o mote para ele existir é idêntico ao de diversos outros jogos.

Que tipo de jogo surtado é esse?

Lococycle é o que podemos chamar de game que não faz sentido algum. Ao iniciarmos o título, somos agraciados por uma cutscene com atores reais em uma festa. Nela, vemos o diretor James Gunn, de “Super” e “Guardiões de Galáxia”, como o líder de uma empresa que produz motos de combate com inteligência artificial.

Toda a cena é constrangedora, já que os envolvidos não são os melhores atores do mundo e tudo parece tão bem-feito quanto as cenas vistas em alguns jogos que vinham em CD-ROMs vendidos com revistas na década de 90.

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Na mesma cena, somos apresentados a diversas retratações de personalidades que podem parecer preconceituosas em relação a algumas nações, como Estados Unidos, Coreia e Rússia. Como se isso não fosse suficiente, também conhecemos o líder do grupo de motoqueiros Hell’s Angels, interpretado pelo Tom Savini, lendário maquiador de filmes de terror, e que está ali apenas porque estamos falando de motos.

Tudo fica ainda mais estranho quando conhecemos Pablo, um mecânico latino que recebe a missão de consertar I.R.I.S. depois de ela ter levado um raio e ganhado consciência no processo. Enquanto ele trabalha, a moto acorda, vê uma revista com uma jovem de biquíni, assiste a um comercial de um festival de motocicletas em outro estado e simplesmente resolve que deve ir para lá.

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A melhor parte é que o mecânico fica com a perna presa na moto, que sai arrastando o pobre coitado pelas estradas. No começo, você acha absurdo e engraçado, mas não demora mais que cinco minutos para você começar a questionar como ele está sobrevivendo a tanto abuso, principalmente quando você começa a usá-lo como arma contra inimigos que aparecem no seu caminho. Só isso já consegue fazer de LocoCycle um jogo sem sentido algum, principalmente se você vê como a trama se desenvolve.

Certeza que ele é um jogo do Xbox One?

Depois que você se acostuma com a loucura da história principal de LocoCycle, chega a hora de enfrentar a realidade e constatar que ele não deveria ser um jogo de lançamento do Xbox One. Apesar de vários títulos que chegam junto de novos consoles não conseguirem explorar todo o potencial da máquina, LocoCycle é o tipo de jogo que poderia ser um game de Xbox 360, quiçá de smartphone e tablets.

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Seus comandos conseguem responder bem (na medida do possível), porém, um game em que você controla uma moto e que não dá a opção de você acelerar ou frear o veículo é um tanto quanto estranho. Reforçando a sensação de que estamos jogando algum título de smartphones, a moto está em constante movimento, assim como em games como Temple Run.

Os gráficos de LocoCycle também não ajudam muito, já que estão longe de chegar ao mesmo nível de outros títulos lançados para o Xbox One, como Dead Rising 3 e Ryse: Son of Rome. A impressão que fica mesmo é a de que a Twisted Pixel viu o lançamento do novo console da Microsoft como uma forma de alavancar as vendas de um jogo que possivelmente não teria muito destaque se fosse lançado apenas para o Xbox 360.

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Com o lançamento inicial apenas para o Xbox One, Lococycle deixa um gosto amargo na boca dos jogadores, já que ele não mostra qualquer evolução em relação a títulos vistos na geração que está se despedindo. E mesmo se fosse lançado apenas para o 360, ele ainda seria um título bizarro e completamente sem noção.

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