Análise de Lord of the Rings Battle for Middle Earth 2

A segunda versão chega com gráficos revigorizados, mais tático e rápido, mantendo o mesmo clima medieval.

LOTR: Battle For Middle Earth 2 é um jogo de estratégia em tempo real e o segundo da série, trazendo significantes e melhoradas diferenças em relação ao seu antecessor. É baseado no livro Lord of The Rings, de J.R.R. Tolkien e na trilogia do filme. Reduziram bastante o uso de cenas dos filmes (sempre o mesmo material deixa cansativo) e se concentraram mais no jogo e nas cutscenes pré-renderizadas.

As batalhas são focadas na guerra ao norte de Middle-Earth e graças as novas licenças adquiridas pela EA, conseguiram liberdade para alterar algumas coisas que foram cruciais para o desenvolvimento do jogo (o que sempre decepciona alguns fãs).

Mudanças Abençoadas!

Ao lançar esta nova versão, conseguiram adicionar muito mais jogabilidade e liberdade e até alteraram alguns fatores comuns em jogos do gênero. Quando se seleciona uma construção, não existe mais as unidades disponíveis no menu na parte de baixo da tela (normal do gênero) e sim na própria construção, forçando o jogador a manter uma construção mais para o meio da tela para realizar a ação, mas isso é algo meio irrelevante e de fácil aprendizado.

A AI (inteligência artificial) agora está bem melhor, sendo que realiza ataques em pontos fracos da sua base e também sabe utilizar bem as magias de área, mas os ataques em geral ainda são bem fracos. As unidades e heróis possuem habilidades que realmente fazem a diferença e suas animações lembram bastante o filme. Outra mudança nas unidades é o sistema delas subirem de ranking, conforme matam inimigos ou se defendem. As unidades produzidas saem em blocos de unidades, sendo que, conforme o bloco perde vida, unidades desses blocos vão morrendo.

Não é mais obrigatório a construção em pontos fixos e pré-determinados do mapa. É livre como em qualquer jogo de estratégia, mas há a necessidade de posicionar esses postos de coleta a uma distância relativa para maior aproveitamento dos recursos, o que gera uma certa dificuldade na defesa em geral, principalmente contra outro oponente humano.

No modo Skirmish, pode-se ativar a opção de ter o anel no mapa, sempre carregado pelo Gollum, que fica perambulando pelo mapa. O jogador que o matar, pega o anel e após levá-lo para o castelo e juntar 10.000 de recursos, pode criar um dos heróis do anel. Os heróis são Galadriel, para facções do bem e Sauron, para as facções do mal. Esses dois possuem habilidades realmente fortes e de destruição em massa, além de serem bem mais fortes e resistentes do que os heróis normais, podendo decidir facilmente uma partida.

O modo War of The Ring ficou bem interessante e mudaram algumas coisas em relação ao anterior. Agora toda vez que se adquire um novo território, é possível construir apenas 4 itens. Após conquistar regiões inteiras dominadas, ganha-se vários tipos de bônus. Quando dois ou mais heróis se atacam no mapa, uma batalha tem início e ela pode ser resolvida pelo computador automaticamente ou o pode-se entrar na batalha e lutar na “raça” mesmo. Ao iniciar o combate, é carregado junto para o mapa o mesmo número de exército que havia no mapa tático e é exatamente como uma batalha Skirmish normal. Ao voltar para mapa tático, somente as unidades que iniciaram a batalha retornam, variando conforme o desempenho obtido.

Outra novidade é a opção de se criar heróis podendo personalizá-los de acordo com os itens disponíveis, assim como suas habilidades, mas respeitando-se certas regras de pontos (faltou um pouco de criatividade). Uma vez criado, um herói personalizado pode ser adicionado à partida.

Existem batalhas navais, o que ajuda na variabilidade das missões e do jogo. Novos poderes foram incluídos (como chamar o Watcher e o Tom Bombardil) e as facções jogáveis são os Men of the West, Dwarves, Elves, Mordor, Isengard e Goblins. Existem outras unidades, mas são as unidades neutras do jogo, como Dragões, Hobbits, Aranhas, etc.

Gráficos ao jeito Gandalf!

Deram uma boa melhorada nos gráficos, que estão realmente muito bem feitos e com cenários muito bonitos mesmo. Os efeitos de iluminação agora atraem bastante, dando um toque bem realista e cinematográfico para o jogo, em especia, a renderização de água e gelo, que ficou muito boa. As unidades têm ricos detalhes nas armas, armaduras e design em geral. Quando se faz um upgrade delas, percebe-se nitidamente a mudança em suas armaduras ou armas, assim como os efeitos adicionados, como quando se desenvolve a flecha de fogo e a lança com veneno.

As construções, quando estão sendo destruídas, vão se quebrando aos poucos, até sua total destruição (desmoronamento). O efeito de ataque das unidades grandes do jogo (como Attack Trolls e os Nazguls) dão um toque a mais no jogo, mostrando efeitos de poeira no chão, quando atacam as unidades terrestres, e tremores e ataques diferenciados, quando atacam paredes ou construções.

O som da guerra pela terra média!


Esse é um dos jogos que realmente anima quando se entra em batalha. As músicas são padrão da série Lord of The Rings (para os fãs, chegam a ser bem excitantes em quase sua totalidade). É realmente empolgante quando se está atacando e o exército vibra ao matar algumas unidades ou ao defender um ataque, dando um clima muito legal ao jogo. O som da pancadaria também é dos melhores e percebe-se facilmente até o tipo de arma usado pelas unidades durante seus ataques, assim como o som das unidades voando pelo mapa devido ao dano recebido (e voam mesmo).

Graças a certos direitos que a EA adquiriu sobre a série, ela modificou vários elementos, permitindo dar uma área de alcance e manipulação maior sobre os objetos da série, o que com certeza ajudou a tornar este jogo num clássico e, sem dúvidas, o melhor jogo de estratégia até agora de Lord of The Rings. Para quem gosta do gênero, já é um jogo imperdível e, se o jogador ainda gosta da série, este jogo praticamente se torna um objeto de desejo.

O modo campanha possui duas campanhas, Good e Evil, e é relativamente curto, com apenas 8 missões cada. Para quem está acostumado com o gênero, não leva mais do que uma hora por fase, obviamente dependendo do nível de vício de cada jogador. Possui um Multiplayer muito eficiente, com muitos mapas e modos, o que pode ajudar bastante a longevidade do jogo. Não há como esquecer o modo War of The Ring, que pode se tornar longo e bem competitivo (horas ou dias para terminar, com direito a salvar).

90 pc
Excelente