3 cores predominam: preto, branco e sangue!

Você é fã de História em Quadrinhos para adultos? Quando foi anunciado o filme de Sin City você ficou animadíssimo e após assisti-lo sentiu-se extremamente recompensado pelo estilo de fotografia, todo em preto e branco com detalhes coloridos, que faz recordar com perfeição as revistas de onde o enredo saiu?

Preto e branco pode parecer insosso, mas é genial! Então você vai se dar muito bem com MadWorld. O protagonista, Jack, é um misto de Marcus Fenix (Gears of War), John Hartigan (Sin City) e Duke Nukem. O resultado é muita violência em um dos jogos mais politicamente incorretos desde a série GTA.

É completamente aceitável afirmar que MadWorld vai ainda mais além de GTA no que diz respeito à falta de bom senso: a violência e o número de palavrões do jogo atingem um nível simplesmente astronômico.

Mas o que mais incomoda aos puritanos em MadWorld não é exatamente o nível de violência do jogo, e sim a naturalidade com a qual tal violência é exibida nele: o enredo é simples e direto: você faz parte de um reality show onde seu objetivo é matar pessoas.

Simples assim: o vocabulário do apresentador, que serve como interlocutor entre você, Jack e as suas “missões” (ou devo dizer episódios?). é repleto de palavrões e termos muito pouco saudáveis.

Bem, este é provavelmente o aspecto que mais chama atenção em MadWorld, mas depois dele, com toda certeza outro aspecto muito interessante do jogo é o visual gráfico, que busca um estilo muito semelhante ao de histórias em quadrinhos, o que concede ao título um resultado fantástico.

Gráficos alucinantes em apenas quatro cores


Soc, Tum, pof, vruuuum, thud! Para quem não sabe, o nome desse gênero de palavras utilizado para imitar sons, muito úteis para histórias em quadrinhos, é onomatopéia. Em MadWorld elas cumprem um papel essencial: dar ao jogo o toque final no ar de HQ.

Isso chama atenção nos gráficos, sim, mas com toda certeza o número de cores utilizadas na criação de MadWorld é ainda mais instigador: enquanto as televisões e monitores suportam um número cada vez maior de “milhões, bilhões e quinzilhões de cores”, MadWorld nada contra a corrente, usando apenas 4 cores básicas.

O cara está vomitando sangue!

O preto e o branco, é claro, misturam-se pelo cenário criando vários tons de cinza que não são contados, visto que além das duas cores citadas acima, encontramos ainda o amarelo nas barras de vida e em alguns efeitos especiais e o vermelho, no sangue espalhado por todo o cenário.

Como se não bastasse o efeito incrível, que por sinal não deixa o jogador confuso com relação à profundidade da tela (uma preocupação da equipe Baixaki Jogos desde que o jogo havia sido anunciado), o resultado é que quaisquer falhas do jogo tornam-se muito menos perceptíveis devido ao número limitado de cores.

Isso foi uma grande sacada dos desenvolvedores, sem a menor sombra de dúvida. O jogo é, provavelmente, tão falho quanto a maioria dos títulos lançados para o Nintendo Wii, mas em MadWorld você não se sente ofendido pelos gráficos, pelo contrário: o aspecto é tão inovador que torna-se imersivo, e o jogador passa a sentir-se “jogando uma história em quadrinhos”.

Se você gosta de sangue e palavrões, entre neste mundo louco!


Como já foi dito, MadWorld tem em sua proposta uma verdadeira faca de dois gumes: por um lado, a violência é justamente o que chama atenção no jogo, e é só por isso que ele é divertido. Por outro, o jogo é tão violento que deixa os jogadores menos sanguinolentos um pouco enjoados.

Jogando o cara num espinho em movimento MadWorld é o jogo perfeito para você que chega em casa muitas vezes estressado e cansado do mundo, desejando despedaçar seu professor, seus pais, seus chefes; Não cometa crimes: finja que eles são os personagens de MadWorld e arranque o coração deles, esmagando-os entre suas mãos.

Ou então corte-os ao meio, da cabeça aos pés ou pela cintura. O que mais chama atenção no jogo é a variedade de mortes disponíveis para seus inimigos, e para você também. Cada nível disponibiliza áreas que realmente fazem sentido em relação ao contexto da fase, permitindo executar combos de assassinatos simplesmente insanos! É brutal, é doentio, é louco, é mundano, é MadWorld!

Se você não gostasse de sangue espalhado pela tela de sua televisão, provavelmente nem terminaria de ler essa análise: os puritanos provavelmente tenham saído desta página ao terminar de ler os contras do jogo (isso se eles chegaram a concluir os prós!).


Portanto, podemos dizer que se você teve estômago para concluir a leitura da análise, vai adorar MadWorld. O jogo tem a obrigação de estar na sua prateleira: façam dele sua próxima aquisição, donos de Wii!
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