Hayabusa recupera sua honra e ainda descola umas gatinhas

Pouco mais de um ano atrás, tivemos o desprazer de receber Ninja Gaiden 3 para analisar. A experiência com o jogo foi frustrante, algo que nos deixou com medo de conferir a grande surpresa da Team Ninja para a versão aprimorada intitulada como “Razor's Edge”.

Em teoria, o novo game, que seria a estreia do Ninja no Wii U, viria para corrigir os pontos falhos de seu predecessor e trazer algumas novidades (habilidades, roupas e personagens) que pudessem garantir mais diversão nas aventuras de Ryu Hayabusa.

Apesar de sabermos que a história do jogo está quase idêntica a da versão antiga, ficamos curiosos para ver se Hayabusa vai encontrar um universo aprimorado que seja digno de sua arte ninja. Será que a série ainda pode sobreviver?

Se você teve a infelicidade — e a capacidade — de jogar Ninja Gaiden 3 até o fim, é bem provável que Razor’s Edge não seja um título de qualquer importância em sua lista de prioridades, afinal, estamos falando do mesmo jogo com algumas personagens sensuais.

Todavia, se você ficou com medo de se decepcionar com o game anterior, então, a versão Razor’s Edge é uma boa aposta. Não vamos mentir a ponto de dizer que ficamos extremamente satisfeitos com as modificações da desenvolvedora, contudo, vale dizer que o jogo consegue sim superar seu antecessor.

Ninja Gaiden 3: Razor's Edge não é o melhor da série, tampouco é o mais excelente Hack 'n' Slash dos últimos tempos — afinal, temos Metal Gear Rising para quem busca algo de qualidade —, mas se você levar em conta que o jogo está mais difícil e traz alguns diferenciais, pode ser que seja válido e divertido gastar algumas horas detonando com a espada.

Este sim é um jogo para ninjas!

Antes de iniciar o game, ficamos pensando se o game realmente seria difícil. Na tela de seleção de dificuldade, três opções são oferecidas para que o jogador decida o quão árduo devem ser os combates. O modo “Hero” é como o “Normal” de Ninja Gaiden 3, ou seja, é o modo mais fácil e ridículo do mundo.

O segundo modo é o “Normal” que equivale ao “Hard” da versão anterior do título. Encaramos a missão com Hayabusa neste modo e ficamos surpresos com a dificuldade empregada. Quem já jogou os games antigos da série vai reparar que a Team Ninja conseguiu restaurar a fama de alta dificuldade visto nos títulos anteriores.

Não foi preciso mais do que alguns minutos para percebe que estávamos desfrutando de um jogo para ninjas. A quantidade de inimigos, a inteligência artificial aprimorada e os chefes de fase mais audaciosos são os elementos que fazem Razor's Edge reconquistar sua honra.

Em nossa análise, repetimos algumas batalhas com chefes para poder prosseguir. Portanto, se você ficou decepcionando com Ninja Gaiden 3 por conta desta grande falha, talvez valha repetir a jogatina e tentar até mesmo encarar o modo “Ninja” que é exclusivo para quem realmente tem habilidade com a espada.

Você pode fazer muito mais do que pensa

Outro grande defeito que estragava a experiência em Ninja Gaiden 3 era a falta de um sistema de habilidades. Neste quesito, novamente podemos parabenizar a desenvolvedora do jogo que conseguiu adicionar um sistema funcional que empolga o jogador a continuar batalhando e adquirindo novos golpes e truques.

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Não bastasse isso, Ninja Gaiden 3: Razor's Edge aproveita esse mesmo sistema para oferecer novas armas. Além da clássica espada e do arco e flecha, Hayabusa agora pode usar garras (nas mãos e nos pés) à la Wolverine. Essa novidade é de extrema importância, pois os jogadores podem desfrutar de dois tipos de jogatina e aprender novos combos.

O sistema de evolução e aprendizagem de novas habilidades do jogo foi baseado na pontuação de Karma. O acúmulo de pontos depende basicamente da dificuldade escolhida e dos golpes realizados. Isso faz muito sentido e agrega muito empenho do jogador, pois quanto mais peripécias, mais fácil será adquirir novas habilidades e aniquilar os inimigos.

É bom salientar que mesmo com diferentes golpes e traquinagens, Ryu não é indestrutível. Tanto nos combates nas fases quanto nas batalhas contra chefes, o jogo exige ação com cautela, ou seja, é preciso saber usar defesa, esquivas e golpes fatais. Tais recursos são usados de forma inteligente, evitando que a combinação de todos os botões seja uma tática funcional.

Surpresas agradáveis

Se você conferiu alguns trailers de Razor's Edge, talvez você já saiba que o game traz algumas gratas surpresas para deixar a jogatina diversificada e sensual. É claro que estamos falando de Ayane, Masumi e Momiki, as personagens de Dead or Alive que chegam ao mundo de Hayabusa para deixar o clima descontraído.

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Em nossa jogatina, tivemos o prazer de brincar com Ayane. Apesar de vir de um mundo diferente, a moça com curvas exuberantes arrasa no combate com a espada. Assim como o protagonista da história, esta garota pode usar uma série de combos e realizar alguns golpes bem cruéis — isso sem contar o recurso especial ativado com o Sixaxis (recurso exclusivo do PS3).

O multiplayer online de Razor's Edge está muito bom, tanto no co-op quanto no versus. Apesar de usarmos ninjas genéricos, o game agrada com a possibilidade de usar diferentes armas e golpes. Não tivemos problemas com a conexão, portanto esta é uma surpresa que vale citar para quem busca diversão extra.


Essencialmente o mesmo jogo

Apesar de corrigir uma série de erros, Ninja Gaiden 3: Razor's Edge não é um game perfeito. Sim, nós tínhamos a noção de que a desenvolvedora não iria revirar o game de ponta-cabeça para acabar com todos os problemas, até porque seria algo muito complicado.

Todavia, o que mais nos entristece é ver que o novo jogo traz uma história quase que intacta. Ainda que alguns detalhes sejam adicionados nas partes em que as novas personagens aparecem, a linha principal de ação não muda nada. Felizmente, a trilha sonora ainda continua idêntica, com músicas pesadas que acompanham o ritmo frenético do game.

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São os mesmos vilões, os mesmos vídeos e nada de relevante que possa servir para dizer que estamos explorando um novo game. Claro, se você experimentar um modo de jogo mais árduo, então uma quantidade maior de inimigos deve aparecer, mas não aguarde por grandes surpresas.

Um ninja famoso merecia muito mais

Quando testamos Ninja Gaiden 3, ficamos chateados com a falta de esmero nos visuais do game. Com a chegada de Razor’s Edge, esperávamos encontrar um universo mais polido e com menos falhas. Infelizmente, isso não aconteceu. O jogo está quase idêntico, as falhas gráficas ainda são visíveis e somente os personagens principais recebem algum capricho.

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Os cenários continuam genéricos, com objetos que não podem ser destruídos e com elementos prontos para a interação de acordo com a jogatina pré-estabelecida. Os adversários não impressionam e lembram muito os inimigos que costumávamos ver na série televisiva “Power Rangers”.

70 ps3
Bom

Outras Plataformas

70 xbox-360