A espada de Hayabusa entra pela espinha e envergonha os ninjas [vídeo]

Videoanálise


A série Ninja Gaiden vem conquistando jogadores desde os tempos do NES. De lá para cá, a franquia ganhou diversos títulos que deram voltas e contaram aos poucos parte da história de Ryu Hayabusa. A terceira grande jornada do ninja surge quando um misterioso homem resolve interferir no caminho de Hayabusa, colocando o protagonista para pensar sobre suas ações como assassino.

O jogo não tinha um grande roteiro, mas a promessa era de um game com nova jogabilidade, história inovadora e novos modos para explorar o caminho do ninja. Trailers e prévias davam a impressão de que Ninja Gaiden 3 seria um game digno de fazer parte da franquia. Mas será que o novo título conseguiu alcançar a qualidade apresentada nos primeiros episódios desta história?

Ninja Gaiden 3 é o tipo do jogo que impressiona por aproximadamente cinco minutos e depois perde todo seu charme com repetições, gráficos precários e erros diversificados. Ao contrário dos antecessores, o terceiro título da série manchou o nome da franquia. O treino do ninja acabou ficando muito superficial e o resultado decepcionou profundamente.

Para fãs incondicionais, talvez valha a pena adquirir o novo capítulo da história de Ryu Hayabusa. Agora, se você gostou muito dos primeiros games e não deseja se decepcionar, talvez seja válido alugar o game, pois assim você não sentirá a espada perfurando sua carteira e seu coração.

Bonitas apresentações

Antes de entrar em qualquer menu, Ninja Gaiden 3 coloca o jogador em uma batalha contra um adversário gigante. Logo nas primeiras cenas, fica claro que a desenvolvedora do game caprichou na criação de Ryu Hayabusa. Nos próximos momentos, vídeos mostram como começou a história — sequências em que é notável o esmero com os personagens principais.

Durante o jogo, alguns outros vídeos mostram a qualidade do game. Falamos aqui das animações entre uma fase e outra, situações em que a história se desenvolve de fato. Independente disso, o ninja aventureiro conta com texturas de alta qualidade, um traje com texturas de alta resolução e movimentos precisos.

Para embalar as batalhas, Ninja Gaiden 3 traz músicas de rock pesado, ideais para a ação frenética. O repertório não é muito grande, mas é notável a mudança no áudio ao longo das fases. Evidentemente, se você tiver que repetir muito uma única parte, vai enjoar da mesma canção.

Nunca foi tão fácil dominar a espada

Qualquer jogador que já tenha experimentado ao menos uma demonstração dos antigos jogos da série Ninja Gaiden sabe que os games ficaram conhecidos por exigir grande habilidade e estabelecer um alto nível de dificuldade para aniquilar os exércitos inimigos.

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Agora, imagine que a Team Ninja decidiu deixar o jogo ruim. Pois é, basicamente você precisa apenas pressionar o botão de ataque fraco durante toda a jornada. Ryu Hayabusa realiza um combo de três golpes com a lâmina e aniquila um inimigo em duas ou três sequências.

Quer variar sua tática? Tudo bem, você pode usar o ataque forte para realizar um combo um pouco diferente. Posteriormente, você pode usar arco e flechas para abater os adversários, claro, com mira automática — bem ao estilo Tomb Raider.

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Em um primeiro instante, essa facilidade aliada aos rios de sangue espalhados pelo cenário parecem divertidos. Contudo, depois que você percebe que o ninja não ganha novas habilidades, fica claro que você terá de ser um mestre na arte da paciência para tolerar as mesmas repetições de golpes pelas demais horas de jogo.

Uma aventura sem graça e de baixa qualidade

Um jogo que conta com a palavra “ninja” no título dá a impressão de que você vai vivenciar toda a história enfrentando outros ninjas, samurais ou criaturas do Japão. Na verdade, a realidade é um pouco diferente em Ninja Gaiden 3. Aqui, você começa sua aventura em Londres, passa por um deserto, procede para uma floresta e assim sucessivamente.

Ryu Hayabusa não é transportado para tais locais sem uma explicação, mas a história é tão simples que qualquer um fica entediado com o roteiro sem graça. Para acompanhar esse problema, ambientes de baixa qualidade são utilizados. As fases têm texturas de baixa resolução, contam com poucos objetos interativos e não combinam com o estilo sombrio da série.

Os adversários ajudam a piorar o jogo. Inimigos sempre iguais, mal feitos e com uma inteligência artificial nada inteligente — aliás, o modo difícil também é fácil. Chefes de fase também não são bichos de sete cabeças, sendo bem simples de derrotá-los. A Team Ninja prometeu muito que um modo online deixaria o game mais amplo. Todavia, o que vemos na prática é apenas um adicional sem propósito e cansativo.

Somente um ninja consegue usar o Move

Ao inserir o disco de Ninja Gaiden 3 no PlayStation 3, a primeira mensagem que vemos diz respeito ao uso do acessório PlayStation Move. Esse recurso é algo que desperta curiosidade em qualquer jogador, afinal, poucos títulos de ação dão suporte para o periférico.

Agora, se você pensa que é fácil brincar de ninja usando o Move, você está muito enganado. Primeiramente é necessário descobrir como conectar o dispositivo, pois não há quaisquer instruções e o jogo não detecta automaticamente o acessório.

Em nossos testes, levamos quase meia hora para compreender como realizar a configuração. E para falar a verdade, tivemos uma pequena ajuda do nosso amigo Google. Para efeito de curiosidade: caso você queira usar o acessório, será necessário configurar o game para o modo Hero e então realizar a troca de controles dentro do jogo.

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Enfim, depois de ativar o Move, tivemos o desprazer de testar um dos piores jogos configurados para o acessório. Basicamente, realizando movimentos para direita ou esquerda, você verá a mesma ação que acontece quando o botão de ataque fraco é pressionado. Movendo o periférico na vertical, o ataque forte é ativado. Pronto, essa é a “incrível” experiência oferecida por Ninja Gaiden 3. Simplesmente vergonhoso!

50 ps3
Fraco

Outras Plataformas

50 xbox-360