Análise de Pirates of the Caribbean: At World's End

Espadas, navios, rum e um certo Capitão Jack.

O jogo segue os eventos dos filmes, Piratas do Caribe: O Baú da Morte e Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, respectivamente, a segunda e terceira parte da série cinematográfica. A história, apesar de seguir a mesma linha das películas, traz algumas diferenças, mostrando mais locações e eventos, que poderiam muito bem fazer parte da trama dos filmes.

Todo o ambiente, humor e caracterização dos personagens estão presentes neste título do PlayStation 3. Os gráficos, que apesar de penarem com um frame rate muito lento, apresentam boa qualidade, mas não exploram o potencial do console.

Mas nem tudo são dobrões de ouro e garrafas de rum, o sistema de batalha é muito simplista e resume-se a massacrar o botão de ataque. As missões são pouco interessantes e na maior parte do tempo você estará correndo de um lado para o outro coletando itens.

Pirata da perna de pau...

Talvez por contar com um ambiente tão excitante repleto de piratas, lutas deLutas emocionantes e muita diversão! espadas, muito rum e, é claro, Jack Sparrow, a Disney Interactive Studios acabou achando necessário dar muita atenção aos outros aspectos do jogo, como por exemplo o sistema de luta. Constituído basicamente de apenas um botão de ataque, que você irá usar até o dedo sangrar, os combates são extremamente repetitivos, e nem mesmo os combos especiais de finalização tem muito apelo, porque são poucos em variedade e iguais para todos os personagens.

Além da sua espada você também irá contar com vários itens, como pistolas, adagas, garrafas, granadas, cocos e barris de pólvora. Estes são muito divertidos de utilizar, mas o sistema de mira é muito falho e nada ergonômico.

Basicamente você irá matar alguns capangas, encher a barra de esgrima e desferir um golpe especial para exterminar o mini-chefe da fase.

Em guarda!

Os duelos com chefões são um-contra-um, e apesar do visual interessante a jogabilidade deixa muito a desejar. Trata-se de um "falso" sistema de turnos, quando um ataca o outro defende, defenda uma seqüência e as posições se invertem.

A tela mostra os dois personagens e três esferas atrás de cada um, uma na altura da cabeça, outra no ventre e mais uma na altura das pernas. Quando o adversário ataca a esfera muda de cor, para se defender basta apertar o analógico na mesma direção da esfera colorida.

Bussolas e lunetas...

Quando você não está destruindo o botão de ataque, a maior parte do tempo é gasta em buscas pelo cenário, correndo, escalando e pulando. São vários movimentos acrobáticos, mas todos de fácil dominio. Mais uma vez os desenvolvedores não se aproveitam do controle Sixaxis do PS3, e a única função dele neste jogo é a de equilibrar-se sobre barras estreitas.

Os cenários são belíssimos, mas as buscas são fúteis e fazem com que você fique retornando várias vezes ao mesmo ponto. De consolo ficam os vários itens colecionáveis, que lhe garantem extras, como animações, história e design dos personagens.

Você poderá jogar todos os níveis mais de uma vez, para tentar coletar todos os itens e aumentar sua notoriedade entre os piratas. O modo multiplayer também aproveita pouco o potencial do título, sem nenhuma opção de campanha, você só poderá jogar em desafios contra o relógio ou no modo de duelo.

...olho de vidro e cara de mau.

O famigerado Capitão Jack Sparrow!Um dos pontos mais fortes do jogo são os gráficos, mesmo apresentando um frame rate muito lento e não explorando todos os recursos do console. Os personagens foram recriados e estão bem próximos de suas contrapartes do filme. Até mesmo o estilo patenteado de Jack Sparrow foi reproduzido com detalhes, sempre cambaleante, você poderá ver seus dreads balançando conforme ele se move pelo cenário.

As animações são outro destaque, entre as fases, e como introdução aos duelos, você verá pequenas seqüências que apresentam a história. Dentro de jogo fica a impressão de que os combos especiais de finalização poderiam ser mais elaborados, apesar de espetaculares, são os mesmos para todos os personagens. Seria muito interessante ver versões diferentes, personalizadas para Elizabeth, Barbosa, Will e dos outros.

Os cenários são reproduções maravilhosas, infelizmente os movimentos de câmera não cooperam muito na hora de apreciar o ambiente, e quando você está se locomovendo terá que ficar ajustando o ângulo constantemente. O Perola Negra e o Holandês Voador são extremamente detalhados e contribuem bastante para criar um clima bem próximo ao dos filmes.

“Yo Ho, Yo Ho!”

O som está consistente com o resto do jogo e utiliza a mesma trilha sonora dos filmes, composta por Hanz Zimmer. Infelizmente o game não traz as vozes dos atores originais, apesar de apresentar um elenco de dubladores a altura.

A trilha também marca a jogabilidade, sendo que conforme a situação ela intensifica-se ou diminui. Os efeitos sonoros são bons mas poucos em variedade e os vilões repetem suas frases a exaustão.

Quais são as ordens, capitão?

O grande problema de Pirates Of The Caribbean: At World's End é a falta de ação.Cenários exóticos marcam a aventura do nosso herói Você fica com a impressão de que poderia estar fazendo mais coisas. Com um cenário exótico cheio de possibilidades e personagens excêntricos como Jack Sparrow, imagina-se um jogo com muita aventura, cheio de peripécias e acrobacias, como nos filmes da série, mas na maior parte do jogo você encontra-se correndo de um lado para o outro, coletando itens, ou massacrando o botão de ataque. At World's End é mais uma adaptação dos cinemas que não consegue transpor seu sucesso para os videogames.

Se você é um jogador casual e fã da franquia de cinema, este título terá algum apelo, caso contrário existem muitos outros jogos de ação mais interessantes no mercado.

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