Todas as estrelas da Sony resolveram sair na mão [vídeo]

Gameplay BJ

Quando a Sony anunciou PlayStation All-Stars Battle Royale muita gente torceu o nariz. Um jogo de luta com os grandes personagens da Sony não parecia uma ideia muito atraente ou original.

O tempo foi passando e o game foi ganhando corpo (e personagens de franquias presentes em outras plataformas), o que fez ainda mais gente ficar com o pé atrás. Com o lançamento do jogo, já é possível verificar se PlayStation All-Stars Battle Royale consegue se manter com suas próprias pernas ou é apenas uma versão de um título inferior àquele de outra plataforma.

Se você gosta de Super Smash Bros. e não tem nenhum problema de “fanboyzisse”, conseguirá se divertir com PlayStation All-Stars Battle Royale. Apesar de não serem idênticos, os jogos são bem parecidos, servindo muito mais como uma alternativa da Sony do que um concorrente para o game de luta do Mario e Cia.

Com uma boa jogabilidade e um modo multiplayer bem divertido, o título é exatamente aquilo que todo mundo esperava quando ele foi anunciado, e não existe nada de errado com isso.

Que multiplayer divertido!

Jogos de luta, por padrão, são mais divertidos de jogar quando estamos competindo com alguém. Títulos como PlayStation All-Stars Battle Royale tornam quase necessários ter mais de uma pessoa jogando para mostrar todo o seu potencial.

Não importa o seu nível de experiência com jogos de luta, já que o game consegue ser dominado com algumas partidas contra amigos. Por se tratar de um título com estilo mais frenético do que o comum, PlayStation All-Stars Battle Royale preza muito mais pela criatividade durante as batalhas do que pela destreza com os controles.

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Não será incomum você estar prestes a perder e conseguir reverter tudo nos últimos segundos, graças a um golpe de sorte e um especial bem guardado. Tudo isso só fica mais divertido quando você está jogando com outras pessoas. Pense nos momentos em que você consegue tirar a vitória das mãos de um amigo apenas para poder zoar com a cara dele depois. Essa é a grande magia do jogo.

No modo online, o game chegou a surpreender pela falta de lentidão durante as lutas, que passavam a impressão de ser uma partida local, de tão fluida que as lutas pareciam. O único porém desse modo é a leve demora para encontrar partidas com regras personalizadas, mas nada que vá acabar com a sua vontade de jogar.

O cross-play entre PS3 e PS Vita também foi testado e surpreendeu pela fluidez entre as plataformas. Por não ser um jogo particularmente pesado, a versão do portátil da Sony consegue ser praticamente idêntica a do PlayStation 3, com leves mudanças nos seus controles. Até mesmo os gráficos das versões conseguem se igualar. Isso tudo ajuda em juntar ainda mais pessoas para batalhar no game.

Bem parecido, mas não idêntico

Vamos tirar isso de uma vez do peito: PlayStation All-Stars Battle Royale é o Super Smash Bros. da Sony. O estilo das lutas, o surgimento dos itens, a disposição das arenas e a jogabilidade são muito parecidos com os do título da Nintendo.

Talvez por estar tão parecido com o jogo de luta do Mario, Link e companhia que a Sony tenha feito algumas mudanças que, sinceramente, alteram um pouco a dinâmica do game. Por exemplo, você tem mais botões de ataque, podendo criar combos devastadores contra seus oponentes.

Outro ponto importante que ajuda a diferenciar os games é a maneira como as lutas podem ser vencidas.

Enquanto no jogo da Nintendo você precisava apenas bater nos seus inimigos até os limites do aceitável, para, então, jogá-los para fora do estágio, em All-Stars Battle Royale você precisa bater neles para acumular energia.

Essa energia é convertida em três níveis de especial, que são liberados com apenas um botão. O primeiro (mais fraco) atingirá quem estiver próximo a você. O segundo irá contra quem estiver na sua frente. O terceiro (e mais “apelão”) causa mudanças na tela, favorecendo um personagem que pode sair destruindo todo mundo com facilidade.

Esses especiais são indefensáveis. Se você tomar um desses, não tem o que ser feito. Apesar de algo um pouco parecido estar presente na última versão do jogo de luta da Nintendo, no game da Sony isso se tornou ponto principal das lutas. Acertar esses especiais é o objetivo das partidas. Como você vai sobreviver até consegui-los, aí é com você.

Cenários e personagens dos seus jogos favoritos finalmente juntos

Apesar de, inicialmente, a ideia de ver Kratos saindo na porrada contra o Sackboy possa parecer, no mínimo, bizarra, em PlayStation All-Stars Battle Royale ela se torna divertida. Todos os lutadores presentes no game, à primeira vista, não combinam entre si. Imagine uma luta entre Nathan Drake, de UnchartedFat PrincessPaRappa The Rapper e Raiden, de Metal Gear Rising. Ela é absurda, mas dentro do game consegue funcionar, apesar da estranheza.

O título traz 20 lutadores (novos personagens serão incluídos via DLC) e consegue cobrir bem os games mais famosos da Sony. Mesmo assim, ainda foi necessária a inclusão de lutadores de franquias multiplataforma, como Dante de DmC: Devil May Cry e Big Daddy, de Bioshock,  para o elenco ficar mais robusto. Todos os lutadores da Sony foram dublados em português, enquanto os convidados especiais têm suas vozes em inglês e japonês.

Apesar de não terem tantos detalhes quanto em seus jogos, os personagens estão bem feitos, não se tornando caricaturas das suas versões originais.

Os cenários do jogo são um show à parte, já que mostram lugares presentes em diversos títulos da empresa japonesa. Tente não se divertir ao lutar em um cenário de Loco Roco, arrebentar as paredes e revelar um Metal Gear no fundo, atirando mísseis e lasers nos lutadores.

Para que ter uma história, não é, gente?

Logo que você inicia o game, All-Stars Battle Royale mostra um modo Arcade com histórias para os personagens. Como é um jogo que junta personagens de diversas e variadas franquias, esperava-se pelo menos uma história simples que juntaria todos e daria razão para tantas lutas.

Isso não acontece, já que cada personagem tem uma história própria, que, por sua vez, não tem nada a ver com a trama dos outros lutadores. Por exemplo, Dante começa seu modo história falando que quer caçar demônios e usará sua espada e pistolas para conseguir isso.

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As lutas começam sem uma linha lógica, culminando em uma luta contra um chefe final extremamente genérico (uma cabeça flutuante que manda réplicas dos outros lutadores para você lutar). Derrotando o chefe, Dante fecha a sua história da maneira mais aleatória e desnecessária possível.

Uma simples lista de lutas e um chefe aleatório faria mais sentido, já que o foco do game é mesmo no seu modo multiplayer. A promessa de uma história para tudo acaba decepcionando um pouco àqueles que gostariam que o game fizesse um pouco mais de sentido, por mais absurdo que fosse.

Aquela incrível sensação de déjà vu

Conforme falamos, PlayStation All-Stars Battle Royale não é idêntico a Super Smash Bros., mas é impossível deixar de lado as semelhanças do game com o título da Nintendo. Elas não chegam a incomodar ao ponto de você achar o game ruim, mas, em vários momentos, a impressão é que alguém fez uma versão modificada de Smash Bros. com os personagens da Sony.

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Dá para entender o porquê de a empresa ter seguido esse rumo quando resolveu fazer seu jogo de luta, mas as poucas mudanças, apesar de efetivas, ainda não conseguem tornar o título algo completamente novo. Ele traz combos com vários botões, especiais e itens que mudam um pouco a dinâmica das lutas, mas a maneira como tudo funciona ainda é muito similar ao Super Smash Bros.

Ao tentar encontrar um estilo para o game se encaixar, a SuperBot Entertainment, desenvolvedora do jogo, acabou se prendendo demais a uma fórmula, deixando-o ainda muito parecido com o título da Nintendo, em vez de tentar inovar e se manter com as próprias pernas.

Se você nunca jogou Super Smash Bros., você nem vai perceber isso, mas, se você já tem alguma experiência com o jogo de luta da Nintendo, não vai chegar a achar o game ruim. Só ficará com aquele pensamento de “Já vi isso aí em outro lugar, Sony”.

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