Pokémon Diamond e Pearl estream bem no DS e se consagram como os melhores títulos da série.


Pokémon Diamond e Pearl trazem ao portátil Nintendo DS a quarta geração dos bichinhos que conquistaram o mundo com um dos jogos de RPG mais divertidos de todos os tempos. Agora, os Pokémons invadem as telas do DS pela primeira vez, apresentando inovações com a tela sensível ao toque e 107 criaturas novas, totalizando 493 monstrinhos.

O sucesso da franquia Pokémon é notável desde a sua primeira aparição, em 1996, no Game Boy. No jogo, você controlava Ash, um jovem corajoso e carismático que sonhava em se transformar no maior treinador de Pokémons. Posteriormente, a série invadiu a televisão com o anime homônimo e emplacou. Hoje, o desenho alcançou a décima temporada e já possui 9 longas-metragens na bagagem.

O resultado dos jogos sempre abriu grandes sorrisos nos rostos dos fãs e projetistas da Nintendo. Logo, era de se esperar que, com apenas uma década de existência, o game se transformasse num dos maiores clássicos dos videogames.

Não é para menos, o jogo de RPG possui uma fórmula encantadora e até hoje o tempo e a chegada de outros jogos não a corroeram. O enredo é simples e objetivo: você inicia com um personagem que mora numa vila humilde e tem o sonho de se tornar no maior mestre Pokémon.

Aprendendo um pouco mais sobre a dinâmica de jogo, conhece um Professor (cientista que estuda Pokémons) capaz de lhe fornecer a seu primeiro “monstro de bolso”. Até aqui pode parecer simples e tedioso, mas acredite, não é!

Sinnoh, o novo continente, pode ter os seus dias contados

Em Pokémon Diamond e Pearl você pode escolher entre um protagonista do sexo masculino ou feminino. Feito a escolha, basta dar um nome ao seu gosto. Independente de qual sexo escolher, o oposto se tornará um dos seus rivais. O outro rival vai ser um dos moradores da vizinhança, que tem uma ambição grande por se tornar o melhor treinador, portanto é preciso de determinação para alcançá-lo durante a aventura. Enfim, todos os 3 seguirão seus caminhos a fim de se tornar mestres ou mestras Pokémons.

Desta vez a aventura se passa no continente Sinnoh, que foi inspirado na ilha japonesa Hokkaido. Tudo começa quando o personagem central da história (ou seja, você) está no conforto de casa — a vila Twinleaf Town —, assistindo a uma reportagem na televisão, quando é anunciada repentinamente uma notícia sobre um Gyarados vermelho que está causando muita confusão num lago próximo.

Então, o herói protagonista resolve verificar a situação, viajando até o local. Antes de chegar lá, conhece o Professor Rowan, um cientista aficionado em Pokémons, que está junto de um dos seus rivais. Depois de algumas falas, o professor deixa o lago, mas esquece sua mala. Neste instante, surge um Starly (Pokémon voador) ameaçando os dois jovens treinadores.

Sem ter o que fazer, ambos recorrem à maleta, encontrando três pokébolas nela. É o momento de escolher o seu primeiro e mais importante Pokémon: Turtwig, Chimchar ou Piplup. Como de praxe, eles são do tipo grama, fogo e água, respectivamente. Após a batalha, Rowan dirá que você está apto para começar sua jornada, retribuindo a devolução das criaturas dando-lhe um dos pequenos monstrinhos.

A partir daí, sob os incentivos do professor e da sua mãe, inicia a viagem pelo continente Sinnoh. Almejando se tornar um mestre Pokémon, você deve caminhar por todo o continente, enfrentar os líderes de ginásios, capturar os monstrinhos e completar sua Pokédex — uma espécie de agenda Pokémon criada por Rowan para catalogar todas as espécies —, para no fim participar da liga máxima: a Elite 4.

Realizar todas estas tarefas não é fácil. Logo, quando se avança no game maiores serão os desafios. Um exemplo de como tudo pode ficar complicado é a existência de uma organização intitulada Team Galactic. De forma análoga a antiga equipe Rocket, os Galactic são gananciosos, tendo como objetivo maior “apenas” dominar o mundo.

Para tanto, buscam capturar (desonestamente) os guardiões das versões Diamond e Pearl: Dialga e Palkia. Estes Pokémons são lendários e controlam o tempo e o espaço, podendo causar um verdadeiro caos em Sinnoh. Para consegui-los, os vilões aprisionaram outras três criaturas raras: Uxie, Azelf e Mesprit. Agora cabe a você, o herói do game, resgatá-los e restaurar a paz no mundo.

Até aqui nenhuma surpresa, as histórias da franquia nunca tiveram um enredo fantástico a ponto de ganhar simpatia dos mais velhos, mas se você pensa que Pokémon é um jogo somente para crianças, mal sabe como está enganado.

Vai Pokébola!

Em poucos minutos você está batalhando contra outros treinadores e buscando capturar o máximo de criaturas que puder, subindo elas de nível e procurando evoluí-las para ser mais competitivo. Além disso, possuir a maior quantidade de espécimes é um dos principais objetivos do jogo. Assim, a vantagem nas batalhas é sempre de quem tem uma variedade de tipos de Pokémon, podendo usar estratégias para enfrentar cada Pokémon do adversário.

É neste quesito que a fórmula do jogo se destaca, pois sempre há duas versões — neste caso Diamond (Diamante) e Pearl (Pérola). Para obter todas as criaturas, você deve trocá-las entre as versões do jogo, incluindo os títulos anteriores do Game Boy Advance. Em suma, a interatividade entre todos os jogadores é estimulada ao máximo.

Embora esteja na quarta geração, é impressionante como os desenvolvedores conseguem ampliar a gama de opções do RPG sem deixar a fórmula enfadonha. O resultado já é conhecido por muitos: há várias criaturinhas para capturar e evoluir, batalhas emocionantes contra personagens cativantes, várias horas de jogo e novidades, muitas novidades.

A tela sensível ao toque e os gráficos 3D renovam a série

Era de se esperar que, no novo portátil da Nintendo, os gráficos apresentassem melhorias. Desejo atendido. Uma das maiores mudanças foi a visão de jogo, passada de isométrica (vista de cima) para uma mais oblíqua, com um ângulo de 45º em relação ao chão. Desta forma, foi incorporado gráficos 3D (para as casas, prédios, ginásios etc.) misturando com o clássico ambiente 2D da franquia.

O acréscimo surtiu efeito e deixou o game mais bonito, mas os jogos de Pokémon para portáteis sempre priorizaram o conteúdo interno ao invés de texturas mais robustas. Portanto, não espere a melhor qualidade gráfica que o DS possa oferecer.

As animações dos golpes, ações e dos Pokémons estão, sem sombra de dúvidas, mais belos e condizentes com a série. Por outro lado, durante as batalhas o predomínio é de imagens estáticas, com efeitos apenas nos golpes. A ausência de vivacidade já está começando a cansar, todavia quem sabe na próxima geração isso não se desenvolva? Sem contar que não há falas dubladas, apenas textos no jogo — uma grande barreira para quem não conhece nada de inglês.

Voltando às novidades, a mais interessante é a divisão do jogo entre as duas telas do portátil. Agora, as batalhas acontecem na tela superior, enquanto na tela sensível ao toque o jogador pode efetuar as ações, tais como: lutar, utilizar itens, trocar de Pokémon ou fugir. A despeito do touchscreen aparentar ser apenas um apetrecho adicional, é certo que agiliza muito os combates.

Com os dedos polegares é possível realizar os comandos para cada turno com mais rapidez, usufruindo da interatividade proporcionada pelo videogame. A tela sensível também pode ser utilizada para visualizar os itens da sua mochila e das suas insígnias. Além disso, existem os famosos “Contests” (incorporados nas versões Ruby e Sapphire) em algumas cidades, com concursos para os Pokémons. Neles, há diversos minigames onde se pode utilizar a caneta Stylus na tela sensível.

Nestas competições, o protagonista pode mostrar os ataques das suas criaturas, enfeitá-las como num concurso de moda e dançar em frente aos jurados. A novidade à primeira vista é divertida, mas com o tempo se torna entediante, visto que é muito fácil vencer. Ainda mais se você utilizar os Poffin, biscoitos que aumentam os atributos dos monstrinhos.

Uma equipe equilibrada faz toda a diferença

O mecanismo de jogo não é muito complexo, entretanto exige que o jogador utilize o cérebro para criar estratégias. Isso porque existem vários tipos de Pokémon, tais como: pedra, fogo, água, grama, psíquico, lutador, dragão, fantasma, gelo, inseto etc. Cada um dos tipos pode obter vantagens sobre outros, independente do nível em que se encontram os bichinhos. Por exemplo, um Pokémon de fogo pode detonar um de grama com poucos golpes mesmo que o adversário tenha um nível mais avançado, mas encarar um monstro do tipo aquático sozinho pode ser suicídio.

As batalhas acontecem por turnos. Em outras palavras, para cada ação o jogador deve escolher o que fazer pelos menus encontrados na tela sensível ao toque. Desta forma, pode atacar, utilizar itens, fugir ou trocar de combatente pensando friamente no passo que dará em seguida. A ação perde um pouco de ritmo e em muitos momentos você pode cansar de ver os mesmos golpes, contudo esta fórmula de jogabilidade é viciante, principalmente para aqueles que desejam subir de nível e aprender novos golpes.

Assim, o importante é manter uma equipe variada, escolher golpes sensatos para as situações e ter uma mochila lotada de itens. Explorando o continente, o jogador passará por diversas cidades, mas para chegar a elas deverá viajar por rotas repletas de perigos, com muitos Pokémons selvagens e treinadores que vão desafiá-lo. O jogo premia a interação com os personagens controlados pelo computador, então é prudente que você converse com todos a fim de ganhar itens novos e avançar na história. Estes itens podem ser poções, objetos e até ensinamentos, os quais você pode aplicar aos seus monstros de bolso.

Espalhados pelo jogo estão os mercados e os centros Pokémon. No primeiro podem-se comprar vários itens, como pokébolas (esferas que armazenam os monstrinhos), poções, pedras de evolução e muito mais. Já no segundo é possível curar os seus Pokémons gratuitamente. Os centros Pokémon também servem como ponte para se conectar com os outros jogadores através da conexão Wi-Fi. Lá, existem salas específicas para realizar trocas e batalhar contra oponentes do mundo todo.

Para percorrer Sinnoh, em vários momentos do jogo o personagem principal poderá usufruir de uma bicicleta, andando com mais rapidez pelos locais. Há também como correr, utilizando a tecla B do DS. Ponto positivo para Diamond e Pearl, uma vez que o continente não é nada pequeno.

Outra forma de se movimentar pelo mapa é utilizando as habilidades (HMs), obtidas ao longo do jogo. Ensinando elas a um Pokémon, é possível transpassar obstáculos que antes bloqueavam o caminho. Os empecilhos podem ser pedras, cachoeiras, árvores, névoas, lagos etc. Ao adquirir as habilidades fundamentais do jogo, novos caminhos podem ser descobertos, expandindo o universo do game.

Em algumas das cidades, há ginásios (são 8 no total). Eles possuem líderes que defendem suas respectivas insígnias, cabendo a você derrotá-los para poder participar da liga “Elite 4”, um campeonato que só aceita treinadores bem preparados e prontos para disputar o título de Mestre Pokémon. Os líderes de ginásio têm Pokémons fortes e em alguns casos há quebra-cabeças a serem resolvidos antes de enfrentá-los. Nada muito diferente das versões anteriores, os combates contra os 8 líderes são a melhor forma de testar o seu desempenho. São os momentos de auge do jogo, com brigas alucinantes.

Mais da primeira geração de novo?

Pokémon Diamond e Pearl é um jogo fantástico, porém isso não o livra de falhas ou defeitos. Os Pokémons da primeira geração aparecem em todos os lugares, é incrível como os desenvolvedores batem nesta tecla. Zoobat, Onix, Machop e Geodude, não há como terminar a aventura sem ter encontrado milhares deles.

Os tipos pedra e lutador são explorados ao máximo, aborrecendo os jogadores mais antigos. Em contrapartida, para incentivar os gamers foi incorporado um cartão de treinador com o propósito de tornar a jogatina mais longa.

“Trainer Card” são cartões que exibem o estado de treinador em que você está. Lá existem dados como quantidade de Pokémon capturados, insígnias conquistadas, batalhas vencidas online, horas de jogo e também estrelas obtidas em eventos. São no total 5 estrelas, as quais são conquistadas quando se vence a Elite 4, ganha os concursos, vence 100 batalhas online etc. Enfim, uma recompensa aos jogadores mais dedicados, permitindo que se diferenciem dos outros.

Presente desde a terceira geração, os combates em dupla ou com 2 Pokémons ao mesmo tempo estão mais uma vez disponíveis. Os pontos de experiência são repartidos entre os monstros participantes no final do combate. Um diário, visualizado ao iniciar o jogo, é uma das muitas novidades de Diamond e Pearl. Todas as ações efetuadas no game são salvas e exibidas nele, desta forma você pode se localizar toda vez que reiniciar a jornada.

O dia e a noite na tela do DS

Contendo um relógio interno, Pokémon Diamond e Pearl permitem diferenciar o dia da noite em tempo real. O cenário também é alterado de acordo com os períodos. Tal façanha se deve ao relógio digital do DS, que é utilizado para destinar o horário do jogo. Conseqüentemente, os Pokémons que podem ser encontrados de dia têm probabilidade menor de surgir à noite e vice-versa.

A proposta — assim como nos títulos Gold, Silver e Crystal — é atraente e motiva o jogador a explorar Sinnoh em horários diferentes. Contudo, os mais espertinhos podem trocar o horário dentro do sistema operacional do aparelho para conseguirem modificar as horas ao seu gosto. Outra novidade é que os bebês Pokémon (pré-evoluções) desta vez podem ser encontrados nas selvas. Também vale ressaltar a distinção de sexo. As espécies possuem diferenças notórias entre os machos e as fêmeas. Por exemplo, o rabo do Pikachu macho é em forma de raio ao passo que o da fêmea tem um coração no fim da cauda. Mais um motivo para você capturar centenas e centenas de criaturas.

Há ainda novos métodos de evoluir os Pokémons, incluindo a evolução por sexo, onde o novo Pokémon depende se é macho ou fêmea para evoluir. Veja outras formas adicionadas: ensinar novo ataque, subir de nível num determinado local, trocar itens, utilizar pedras de evolução em determinado sexo, deixar o monstrinho feliz num período do dia etc. Como se pode ver, são várias possibilidades, tudo depende do que você deseja obter.

Relógio à moda James Bond

A adição mais digna de atenção em Diamond e Pearl é o relógio Pokétch. Para o espanto dos jogadores, ele não é um relógio comum. No maior estilo dos filmes de 007, Pokétch tem diversas funcionalidades, as quais vão sendo adquiridas na medida em que o protagonista progride na história. Ele pode indicar o horário, a quantidade de dinheiro do personagem, o estado dos Pokémons, rastrear plantas com efeitos diversos, buscar itens secretos, fazer cálculos, ver a barra de felicidade dos monstrinhos, exibir calendário e mapa, ser usado como despertador etc. Ufa! É utilitário que não acaba mais. No entanto, a maioria deles é descartável e limitado, com exceção dos radares e mapas.

Os fenômenos temporais como chuva e neve também têm presença garantida na quarta geração, exigindo preparo físico dos Pokémons, que devem agüentar as rajadas de vento ou neve para não padecer no meio dos conflitos.

Uma singularidade de Diamond e Pearl é a área subterrânea na qual você pode cavar itens, pegar fósseis, jogar em minigames, conversar e até montar a sua base secreta (com direito a decoração!). Grande parte destas opções é usada pela conexão Wi-Fi do Nintendo DS, sendo a mais significativa o minigame de caça à bandeira, onde você deve colocar diversas armadilhas na sua base e um amigo deve tentar invadir para capturar sua bandeira.

Outra particularidade é o item “Sweet Honey”, um pote ideal para coletar mel das árvores. Depois de comprá-lo, basta usá-lo em árvores específicas para extrair o mel. Após 12 horas, se você voltar à árvore encontrará Pokémons raros, os quais só podem ser capturados por este método.

Como em alguns títulos anteriores, é possível acasalar dois Pokémons para obter um filhote. O bebê terá as características hereditárias, ou seja, de ambos os pais. Ele sempre vai ser da espécie da mãe na primeira evolução, porém possuirá os golpes do pai (todavia nem todos os golpes são hereditários). Existem Pokémons que só podem ser conseguidos através de acasalamento, o que torna esta opção muito proveitosa para quem tem vontade de completar a Pokedéx.

Trilha sonora envolvente, porém tradicional e repetitiva

A trilha sonora dos novos títulos continua empolgante como sempre. É verdade que as músicas repetem bastante, principalmente nos confrontos, mas de certo modo incentivam o jogador com um ritmo acelerado, injetando adrenalina. Existem efeitos sonoros mais novos, porém grande parte é adaptação do que já era sucesso nas versões anteriores.

Desta vez, cada Pokémon tem um som inconfundível, pronunciado no início ou no término das batalhas. A iniciativa é boa, mas o áudio não é um dos mais agradáveis. Muitos grunhidos e choros são agudos e de baixa qualidade, irritando o ouvido dos mais perspicazes.

Por fim, no quesito sonoro Pokémon e Pearl não desliza, mas também não arrebata muitos créditos. A música, embora repetida exaustivamente, é emocionante e cumpre o seu papel, mas a qualidade dos efeitos sonoros podia ser bem melhor.

As trocas e batalhas via Internet são apaixonantes

O desejo mais cobiçado pelos fãs da série finalmente foi atendido, graças ao sistema de conexão Wi-Fi do Nintendo DS. Conectando na internet, você pode batalhar contra outros jogadores, trocar Pokémons, conversar por voz e participar de minigames no mundo subterrâneo de Sinnoh.

Encontrar um Pokémon que não consegue capturar ficou muito fácil, visto que há um sistema de pesquisa onde se pode adicionar pedidos de troca, escolhendo as criaturas que busca ou oferece. Qualquer jogador interessado, mesmo que você esteja desconectado, pode enviar uma mensagem para confirmar as trocas.

Realmente é uma inovação de peso para a série, lembrando os velhos tempos de troca de figurinhas da escola. Com um total de quase 500 monstrinhos a solta, completar a Pokedéx sozinho é uma tarefa complicadíssima (para não dizer insana), pois seria necessário 2 consoles, além de todas as versões compatíveis com o DS.

Mas, conectado na web, você tem negócios a fazer com outros treinadores. Uma alternativa plausível e interativa para conquistar toda a lista dos bichinhos virtuais. Afinal, temos que pegar (e compartilhar!).


Absolutamente os melhores da série!

A estréia da nova geração dos monstros de bolso não poderia ser melhor. Recheado de muitas horas de jogo e inovações originais, Diamond e Pearl são as melhores versões já lançadas.

As novidades rejuvenesceram a série, a fórmula de jogo continua intacta e o número dos monstrinhos está cada vez maior. O sistema de partidas online está esplendoroso, assim como a possibilidade de trocas mesmo que se esteja desconectado. O áudio fica devendo um pouco, no entanto a mescla dos gráficos 3D com 2D são bem-vindos e embelezam a série. A aventura está mais emocionante do que nunca e muitas batalhas divertidas estão à sua espera.

Pokémon Diamond e Pearl são daqueles jogos que você começa devagar, com um certo preconceito devido ao desenho ser mais infantil ou por causa do mundo meigo que cerca as criaturas. Entretanto, quando se descobre todo o potencial do jogo — com possibilidades infinitas e batalhas incessantes — é impossível parar.

Resumindo, o RPG de Pokémon vicia, e vicia muito! Quando você menos esperar vai estar louco atrás de novas espécies e querendo evoluir os seus combatentes a qualquer custo para se tornar um verdadeiro Mestre Pokémon. Se você tem um Nintendo DS, gosta de RPG e ainda não experimentou, não sabe o que está perdendo!
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