Um mundo totalmente aberto a explosões espetaculares.

Red Faction é uma franquia conhecida por muitas pessoas que gostam de ação dentro do mundo dos video games. Guerrilla retoma a trama da série nas plataformas PC, PlayStation 3 e Xbox 360 com algumas adições bastante interessantes. Uma simples palavra é capaz de definir um dos pilares da jogabilidade: explosões.

Pouco a pouco, o jogador percebe que Marte pode ser um ambiente ideal para a destruição. Pois a Red Faction continua tentando se libertar das garras da Earth Defense Force (EDF) através da aniquilação completa de bases e combatentes. Os embates são desafiadores e muito atraentes, ainda mais quando há a chance de explodir praticamente todas as construções à volta.


Ação brutal

Por onde começar? Bem, o modo principal de jogo (campanha) é uma boa maneira de ilustrar o que Guerrilla tem a oferecer aos aficionados por destruição. Alec Mason, chega a Marte e logo encontra seu irmão. Infelizmente, um destino cruel aguarda Daniel Mason. O ente querido de Alec é avistado por uma nave da EDF e tenta escapar com seu irmão, mas é eliminado rapidamente com uma rajada de tiros.

Alec fica inconsciente e acorda momentos depois para fechar os olhos de seu irmão. Algumas cenas mais tarde, o próprio Alec é barrado pela EDF pois é reconhecido como um membro da Red Faction, devendo ir para a cadeia. Só que a "Facção Vermelha" acaba salvando o combatente de uma sina terrível. E é aí que o jogo realmente começa.

Morra, desgraçado! Enfim, o que importa é que, logo de início (ao encontrar Dan), o gamer pode brincar com o Sledgehammer, um martelo de duas mãos nada discreto. O poderoso instrumento é capaz de derrubar paredes e outras estruturas de forma avassaladora. Tanto na campanha quanto nos demais modos de jogo, o martelo é simplesmente destruidor.

As ruínas das construções podem fornecer Salvage (pedaços de materiais), essencial para a criação de armas mais potentes. Mas é claro que a destruição de construções estrategicamente posicionadas não é realizada apenas com o martelo. Armas e explosivos de diversos tipos podem ser empregados para transformar bases em escombros.

As animações de destruição são cativantes. Talvez a Havok não seja a melhor tecnologia (motor gráfico) para representar interações entre objetos com realismo, mas a emoção causada ao dar boas marteladas em pilares e paredes é indescritível. Logo, o jogador é compelido a simplesmente destruir tudo, seja com explosivos, martelos ou bazucas.

Mais uma vez, o importante não é criticar os bugs gráficos (como paredes atravessando o corpo do personagem), mas sim ressaltar o impacto que tais ações destrutivas geram nos jogadores. No modo single player, até mesmo os veículos pilotados podem ser empregados para o desmoronamento de certas estruturas.

Caoticamente bom

A liberdade de ações é espetacular, mas pode se voltar contra o jogador caso ocorra um abuso dessa liberdade. Pois até mesmo os aliados podem ser martelados, metralhados ou explodidos, e isso diminui a moral da Red Faction. Dessa forma, as seis grandes áreas do game são ainda mais submetidas ao poder da EDF, e não é isso que o jogo propõe, não é mesmo?

De maneira semelhante ao que ocorre com diversos jogos de ação em perspectiva de terceira pessoa, Guerrilla leva o jogador a completar missões espalhadas por diversos pontos do mapa. Os objetivos, é claro, são variados, mas todos levam Alec Mason a eliminar as ameaças mais próximas no combate à EDF, seja defendendo bases ou explodindo centros estratégicos dos oponentes.


O frenesi da jogabilidade é realçado ainda mais nos combates multiplayer. Na campanha, a inteligência artificial é bastante agressiva e oferece desafios espetaculares aos jogadores, mas não há nada melhor do que entrar em partidas online e partir para a pancadaria. Os testes realizados anteriormente pelo Baixaki Jogos com a versão demonstrativa do game forneceram apenas uma parcela da monstruosa diversão encontrada no jogo completo.

Mas por que destruir tudo é tão divertido assim? Simples: jogabilidade prática. Os controles deste Red Faction são simplesmente excepcionais, pois o game facilita a experiência em diversos sentidos. Use a intuição e você chegará longe na aniquilação dos inimigos.

Muita flexibilidade

E o mais impressionante é que o pessoal da Volition conseguiu oferecer um esquema de controles simples e, ao mesmo tempo, bem completo. Pois o personagem controlado não conta apenas com quatro armas alternadas rapidamente pelo jogador, mas também com vários tipos de mochilas com funcionalidades diferentes.

Só não fique perto do fogo... Os utensílios empregados na destruição dos cenários são bem divertidos. Escolha: plantar bombas e explodi-las remotamente, lançar foguetes, martelar paredes, metralhar tudo... E, dentre as funcionalidades das mochilas, há a possibilidade de voar temporariamente (com o famoso Jetpack), correr rapidamente, utilizar uma camuflagem "invisível", explodir paredes num boost de velocidade...

Você deve estar pensando que tudo isso simplesmente não é possível em apenas um game. Mas, além dessas características peculiares dentro da jogabilidade, há muito mais. Por exemplo: nos modos multiplayer, o gamer tem a chance de adquirir pontos de experiência após os combates, bem como de personalizar o seu perfil com algumas escolhas de figuras e personagens controlados durante as partidas.

Guerrilla ainda conta com um modo multiplayer "local" denominado Wrecking Crew. Não, neste modo não é possível jogar com dois controles. Ao invés disso, o gamer deve revezar um controle com outro jogador durante as partidas diversas que esse modo oferece. Que tal destruir tudo o que puder dentro de um minuto... Com munição infinita?

Digno das plataformas-alvo

Tecnicamente, o jogo não possui problemas prejudiciais à diversão. Alguns dos maiores bugs encontrados consistem em pequenas falhas visuais. Certas texturas deixam a desejar e há pequenas quedas na taxa de quadros por segundo quando há muitas animações explosivas na tela.

É claro que não há como fazer com que todas as interações entre os escombros, o fogo e os personagens ocorram de forma extremamente realista. A Volition fez bem em tentar equilibrar a jogabilidade com animações convincentes e envolventes, por mais que o game conte com muitas superfícies pobres e bugs dentro da interação de objetos.


Cortes na tela — "screen tearing" — também denigrem ligeiramente a qualidade gráfica de Guerrilla, principalmente quando o jogador movimenta rapidamente a câmera. É claro que isso não influencia diretamente na experiência, pois a atenção do gamer geralmente está voltada à destruição dos cenários.

Sonoramente, o título distribuído pela THQ é muito bom. Os recursos sonoros consistem em um dos principais pilares de ambientação e, mesmo não apresentando nada de excepcional, são muito impactantes. É praticamente impossível deixar de se envolver com toda a ação do game, por mais crítico que o jogador seja.

Red Faction: Guerrilla, portanto, é uma parada obrigatória para quem simplesmente quer destruir tudo sem se preocupar com realismo ou obstáculos na jogabilidade. Muita diversão aguarda quem conseguir colocar as mãos neste jogo.


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83 ps3
Ótimo

Outras Plataformas

83 xbox-360