O melhor motivo para criar agora mesmo uma assinatura da PlayStation Plus

Conhecido por muitos somente como o jogo que, junto a Contrast, substituiu Drive Club como o primeiro de PlayStation 4 a ser distribuído gratuitamente para assinantes da Plus, Resogun não deve ser encarado como um mero “tapa-buraco”. Desenvolvido pela Housemarque, o game de tiro é um exemplo perfeito de como a nova geração de consoles pode ser usada para dar um fôlego novo a sistemas que muitos consideram ultrapassados.

No título, você escolhe uma entre três naves com características diferentes e parte em uma jornada na qual é preciso matar todos os alienígenas que surgem pelo seu caminho. Tudo isso ocorre em cinco cenários com características cilíndricas, nos quais é preciso tomar cuidado para desviar dos tiros que podem surgir a partir de qualquer ângulo enquanto você corre para resgatar os últimos seres humanos do planeta.

Embora no geral a primeira leva de lançamentos exclusivos para o PlayStation 4 não seja exatamente memorável, felizmente Resogun foge a essa regra. Tanto para os fãs dos clássicos “jogos de navinha” quanto para quem procura somente um bom passatempo, o game possui qualidade o suficiente para manter uma pessoa ocupada em frente à televisão durante algumas dezenas de horas.

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Apostando na fórmula “simples de aprender, mas difícil de dominar”, o título possui a dose de dificuldade suficiente para você nunca se sentir realmente bom, sem que isso implique em uma desistência — pelo contrário, o fato de o jogador ser o único responsável pelo seu fracasso faz com que ele queira “jogar só mais uma partida” para sempre tentar melhorar sua pontuação.

Em resumo, Resogun é uma ótima desculpa para aqueles que ainda estavam em dúvida sobre a validade do plano PlayStation Plus investirem em uma assinatura. Mesmo que o PlayStation 4 não estivesse carente de lançamentos de qualidade, o game possui qualidades o bastante para, desde já, merecer um lugar na galeria de jogos obrigatórios para o novo console da Sony.

Ação desenfreada

Mesmo em seu nível de dificuldade mais baixo, Resogun é caracterizado por não dar sequer um momento de folga ao jogador. Graças às características cilíndricas dos cenários (nos quais você se move livremente para o lado direito ou esquerdo), inimigos podem cercá-lo a qualquer momento, o que obriga o jogador a sempre ficar atento ao que está acontecendo.

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Para tornar tudo mais frenético, não basta simplesmente desviar dos adversários e matá-los para conseguir uma boa pontuação. Em momentos determinados das partidas, aparecem adversários denominados “Keepers”, que brilham na cor verde e devem ser derrotados durante um limite de tempo reduzido para que humanos presos em celas sejam libertados — caso você não cumpra essa tarefa a tempo, aqueles que é preciso resgatar simplesmente morrem.

Cumprida essa etapa, você ainda deve ser rápido o bastante para chegar até o local no qual o humano libertado está para, só então, levá-lo aonde sua segurança estará garantida. Tudo isso enquanto desvia de uma quantidade cada vez maior de tiros e mantém seu multiplicador de pontos em um nível aceitável.

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Embora tudo isso pareça muito confuso em um momento inicial, basta jogar Resogun aproximadamente 10 minutos para entender o que é preciso fazer. Após você se acostumar com os controles do jogo (que respondem de maneira precisa), se torna uma tarefa fácil entender as diferentes etapas pelas quais uma partida passa — o que não implica necessariamente em um bom desempenho ou pontuação logo de cara.

Dificuldade prazerosa

Contrariando a tendência de jogos atuais de “pegar o jogador pela mão”, restringindo os momentos nos quais ele pode falhar, Resogun é um game que não perdoa ninguém — especialmente em seus níveis de dificuldade mais avançados. Algo que está longe de ser um defeito, já que o desafio encontrado nos cinco estágios é justamente o motivo pelo qual você vai querer voltar repetidas vezes ao jogo.

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É difícil não citar Dark Souls para explicar a maneira como o título consegue ser difícil ao mesmo tempo em que não se torna frustrante por conta disso. Assim como acontece no game da From Software, Resogun dá ao jogador desde o momento inicial todas as ferramentas de que ele precisa para sobreviver — cabe a ele simplesmente descobrir como usá-las da maneira mais eficiente o possível.

Graças a isso, a cada partida nova é difícil não se sentir tentado a testar seus limites e conhecimentos para conseguir obter uma pontuação maior ou simplesmente como forma de descobrir novos jeitos de acabar com os inimigos. Nesse caso, os quadros de pontuação online se mostram um grande estímulo, já que um bom desempenho no jogo pode tornar sua identidade online famosa em todo o mundo.

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Acima do nível de dificuldade mais baixo, terminar Resogun é uma tarefa bastante difícil, mesmo quando você conta com a ajuda de outra pessoa no modo cooperativo online. Caso você seja daquele tipo hardcore que pretende fazer tudo o que um jogo tem a oferecer, prepare-se para gastar algumas dezenas de horas com o título — para obter a maior pontuação possível, é preciso não somente não morrer como também terminar todas as fases resgatando todos os reféns e manter o multiplicador de pontos sempre no máximo, tudo isso sem usar nenhuma bomba para derrotar seus inimigos.

Voxels, voxels e mais voxels

Ao contrário do que acontece normalmente, os gráficos de Resogun não são construídos usando como base polígonos, mas sim os chamados “voxels”. Na prática, isso significa que todos os elementos do jogo são construídos com peças cúbicas, lembrando muito as peças utilizadas no brinquedo LEGO.

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Graças a essa tecnologia e ao poder do hardware do PlayStation 4, a equipe de desenvolvimento conseguiu criar um game marcado por uma quantidade imensa de partículas que voam constantemente por todos os cantos da tela. Cada inimigo derrotado se transforma em pequenos cubos que quicam de um lado para outro no cenário, acompanhados por efeitos dinâmicos de iluminação, transparências e outros elementos visuais — tudo isso rodando na resolução 1080p a 60 quadros por segundo constantes.

Tudo isso combinado resulta em um dos jogos mais visualmente impressionantes entre a primeira leva de lançamentos para o console da Sony. Mesmo não dispondo do que normalmente são considerados “gráficos realistas”, o jogo surpreende nesse quesito, servindo como um belo exemplo dos motivos pelos quais um salto de geração realmente foi necessário para que ele pudesse ter sido criado.

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Mesmo nos momentos em que a tela está repleta de efeitos e tiros, não notamos qualquer queda de qualidade ou lentidão no título, o que por si só é algo bastante impressionante. Na verdade, o único problema que sentimos nesse sentido ocorreu no modo multiplayer online devido exclusivamente à conexão utilizada durante nossos testes, que não estava atuando de maneira muito veloz.

Seleção de fases reduzida

O único problema real de Resogun, que se faz sentir justamente porque o game é muito bom, é o fato de ele contar com uma seleção de fases bastante reduzida. Ao todo, são somente cinco cenários (divididos em três estágios) que estão disponíveis para o jogador, o que significa um investimento de pouco menos uma hora de jogo para você terminar a aventura.

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O que torna isso incômodo é o fato de um dos grandes atrativos do título ser justamente seus chefes de estágio, que só aparecem após todos os demais adversários terem sido derrotados. Contando com diversos estágios de evolução (cuja quantidade depende do nível de dificuldade em que você está jogando), esses inimigos são bastante memoráveis, forçando você a pensar de maneira fora do usual para derrotá-los.

O número reduzido de fases frustra não por interferir com as mecânicas do jogo, mas sim por deixar o jogador com vontade de ver mais da criatividade do estúdio Housemarque. Afinal, por mais que se trate de uma experiência digna de um arcade, Resogun continua sendo um game destinado a um console de mesa, no qual as experiências costumam ser um pouco mais prolongadas.

95 ps4
Excelente