Abale todos como um furacão sem precisar de instrumentos de plástico

No princípio, existia Guitar Hero. Game lançado pela Activision e produzido pela Harmonix, o “simulador de guitarra” surpreendeu e cativou o público desde o seu lançamento. O tempo passou, empresas se separaram e a Harmonix resolveu evoluir a ideia mostrada em GH. Assim nasceu Rock Band.

Uma guitarra de plástico já não era mais o suficiente e, agora, microfones e baterias eram necessários para você formar uma banda de rock de mentira na sala da sua casa. Fãs do gênero foram à loucura.

Um pouco mais de tempo se passou e os jogos musicais saíram de moda, com direito ao fato de a franquia Guitar Hero ter sido colocada na geladeira por período indeterminado. Então, do mais absoluto nada, a Harmonix tenta revitalizar a marca Rock Band com o lançamento de Rock Band Blitz. Será que foi uma boa decisão ou um belo tiro no pé?

Rock Band Blitz é o título da série que mais se afasta do esquema “simulação” e parte para algo mais “arcade”, focando na diversão e simplicidade de comandos. Você não precisa ser um prodígio musical ou um monstro no video game para se divertir.

O jogo não é perfeito, tendo algumas coisas que podem irritar um pouco alguns jogadores, mas nada que acabe com a diversão geral que ele pode proporcionar.

Caso você ainda seja um purista e prefira mais a série original, fica o consolo de que Rock Band Blitz pode ser vir como um pack de 25 músicas por um preço camarada. Todo mundo sai ganhando no final.

O joystick é o seu mais novo instrumento musical

Apesar de os primeiros jogos da franquia Guitar Hero permitirem o uso de joysticks normais para jogar, a série Rock Band sempre exigiu o uso de instrumentos de plástico para inclusive iniciar sua execução.

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Isso muda com Rock Band Blitz, que utiliza apenas o seu controle de Xbox 360 ou Dual Shock 3 para passear pelas diversas notas que surgem pela tela. Isso reduz consideravelmente o investimento que você terá que fazer para aproveitar o jogo ao seu máximo.

Simples e ainda assim desafiador

À primeira vista, Rock Band Blitz parece ser um jogo muito simples. Simples até demais, se você nota como ele funciona e quantos botões você utiliza. Todas as músicas são dividas em quatro ou cinco faixas, cada uma para um instrumento musical (bateria, baixo, guitarra, vocais e teclados). Cada faixa tem apenas duas notas para serem tocadas.

Para tocar a música, você deve utilizar dois botões para cada instrumento e utilizar os gatilhos laterais do joystick para trocar de faixa. Sim, em Rock Band Blitz, você não toca apenas um instrumento. Você deve tocar tudo.

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Esse tipo de jogabilidade já havia sido usada em outro título da franquia, Rock Band Unplugged, para PSP, mas, aqui, as coisas parecem ter evoluído sensivelmente. Digo isso pelo simples fato de que, com apenas duas notas por faixa, as músicas se tornam um emaranhado de botões a serem apertados.

Se você pensa que só por ter menos notas por faixa tudo ficou muito fácil, pense novamente.

Pistas em chamas em um cenário psicodélico

Ao contrário dos jogos anteriores, você não toca as músicas dentro de um lugar fechado, mas sim no meio da rua. Na verdade, as faixas com as notas são o caminho da rua até o local onde o seu suposto show acontecerá.

Tudo (tudo MESMO) é muito colorido e, ao ativar poderes ou acertar uma sequência de notas de um instrumento, tudo fica psicodélico e cheio de estilo, transformando o jogo numa experiência visual única.

Milhares de músicas para tocar

Um dos grandes trunfos da franquia Rock Band é a quantia absurda de músicas que pode ser comprada na sua loja virtual. Desde o seu lançamento, a Harmonix conseguiu manter um fluxo semanal de novas músicas e, até o momento, conta com quase 3.900 melodias para serem adquiridas.

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Rock Band Blitz, inicialmente, vem acompanhado de 25 músicas dos mais variados estilos. Caso você seja o dono de algum título da série e tenha comprado um bom número de músicas para ele, saiba que poderá utilizar todas as melodias no novo jogo. Isso aumenta muito a variedade e diversão do game.

Como se isso não fosse suficiente, as músicas de Rock Band Blitz também são compatíveis com Rock Band 3, então, pelo preço de um jogo, você leva também um pack com 25 canções.

Competindo para ser o melhor

Um dos pontos mais interessantes de Rock Band Blitz é a maneira como a Harmonix encontrou para integrar todos os jogadores. Apesar dos títulos anteriores da série já serem muito bons nesse aspecto, o novo game apresentou a função Rock Band World, um app de Facebook em que você conecta a sua conta e pode desafiar os seus amigos.

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Conectando a sua conta da PSN ou XBLA com o aplicativo, é possível acompanhar o avanço dos seus amigos, desafiá-los e pedir sua ajuda para completar pequenas missões. Tudo funciona muito bem e, em alguns casos, integra até mesmo amigos do seu Facebook que não são ligados a você na PSN ou XBLA.

Apesar de não contar com um modo multiplayer offline, o estilo do jogo casa melhor com esse modo de competição online apresentado.

Quando ser o melhor não significa muita coisa

O primeiro grande problema de Rock Band Blitz e que você poderá constatar logo nas primeiras músicas que jogar é o sistema de pontuação do game. Em qualquer jogo da série, caso você consiga acertar uma boa porcentagem das notas, conseguirá uma pontuação decente e cinco (de cinco) estrelas. Isso não acontece em RB Blitz.

Isso se dá pelo fato do jogo se amparar num sistema de power-ups que você habilita conforme joga. Caso você não tenha nenhum poder especial para aplicar antes de cada música, não importa a sua porcentagem ou quão virtuoso você foi, pois ainda não será o suficiente.

Esse tipo de coisa pode incomodar os fãs mais antigos de Rock Band ou até mesmo jogadores casuais. Isso muda conforme você joga, mas não deixa de ser uma escolha estranha da Harmonix em aplicar isso logo no início do jogo.

Moedas, power-ups e reputação. Por quê?

Em Rock Band 2, você tinha uma banda que avançava por diferentes cidades, habilitando músicas e novos locais para tocar. Era um modo história simples, porém eficiente. Rock Band 3 continuou com a história de “uma banda lutando pelo sucesso”, mas, caso você não tivesse paciência, poderia aproveitar o jogo e todo o seu potencial sem entrar no modo “Carreira”.

Rock Band Blitz exclui completamente o modo-história e inclui um sistema de moedas e reputação que, sinceramente, não funciona tão bem como deveria. As moedas são adquiridas conforme sua pontuação, número de estrelas e músicas tocadas. Você utiliza essas moedas para ativar os power-ups.

O problema é a maneira como as moedas são acumuladas, assim como os pontos de reputação, que são utilizados para destravar novos poderes.

Esses fatores tiram da cabeça do jogador o fator “diversão”, que seria ouvir as músicas e acertar as notas. Em alguns momentos, você pode ficar mais preocupado em tentar conseguir mais moedas e reputação do que “tocar” a música direito.

83 ps3
Ótimo

Outras Plataformas

83 xbox-360