Um mundo aberto de possibilidades

Lançado em meados de 2006, o primeiro título da franquia Saints Row agradou em cheio ao público e crítica que buscava por um passatempo enquanto o novo GTA não chegava. Dois anos mais tarde, a continuação seguiu um caminho parecido, movimentando várias unidades apesar de entregar um jogo contestadamente inferior ao original.

Agora, a terceira edição da linha promete ir além. Saints Row: The Third revisa os conceitos da série — notadamente o esquema de ação em terceira pessoa com mundo aberto e forte ênfase na personalização — e eleva a franquia a um novo patamar, entregando a melhor edição de toda a franquia.

Saints Row: The Third entrega exatamente o que promete: sexo, violência e humor. O jogo não é uma obra-prima, mas não decepciona no que se propõem a fazer, ou seja, entreter. Cenários exagerados, personagens bizarros e muita ação garantem exatamente o que os jogadores esperam de um vídeo game, diversão.

A jogabilidade bem trabalhada e as inúmeras opções de personalização são suficientes para prender qualquer jogador por horas a fio. Mesmo apresentando alguns problemas técnicos, não há como negar que Saints Row: The Third é a melhor edição da franquia e estabelece o modelo sobre o qual as futuras iterações deverão ser desenvolvidas.

Saints Row: The Third é uma parada obrigatória para todos os fãs de jogos de ação em terceira pessoa com mundo aberto.

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Do jeito que você quiser

The Third leva os conceitos de mundo aberto e personalização a patamares muito mais elevados. O título deixa o jogador à vontade para editar extensamente os personagens, veículos e até mesmo alguns elementos do cenário — com a ajuda de jatos, mísseis e lança-foguetes. 

Essa liberdade criativa sempre foi um dos destaques da franquia Saints Row. O sistema de personalização é sem sombra de dúvida o maior destaque do jogo. Além de bem detalhada, com inúmeras opções para a edição, o esquema é simples e rende bons momentos, seja criando um modelo bem trabalhado ou uma aberração azul de cabelo púrpura e fantasia de animal felpudo.

O melhor de tudo é que essa personalização não se limita ao seu avatar. Suas armas e veículos também podem ser editados, criando arsenais letais e altamente estilizados.

Extravagante

Se as personalizações de Saints Row: The Third já eram exageradas é porque você não chegou a ver a história por trás de toda a ação. O tom exagerado permeia toda a narrativa; sexo, violência e muito humor ditam o ritmo das peripécias digitais.

Na verdade a trama não é nenhuma obra-prima, mas esse é o charme de Saints Row: The Third. O título não se leva a sério e você deve jogar exatamente sob essa perspectiva. A história é exagerada e a ação é frenética: as primeiras missões colocam você no meio de um assalto a banco, uma perseguição de helicópteros e um tiroteio em queda-livre.

“Respeita ai, mano!”

Nos jogos anteriores da franquia o andamento da campanha poderia ficar um pouco “engessado”, graças ao modo como o sistema de Respect (respeito) operava. Basicamente, você deveria realizar diferentes tarefas para ganhar respeito e poder desbloquear novas etapas da campanha. Isso significava que o jogador era obrigado a cumprir trabalhos pré-determinados, agradando ou não ao seu gosto.

Agora, tudo o que você fizer somará pontos de respeito e a progressão é muito mais flexível, permitindo que você realmente comande o compasso no qual tudo se desenrola. Entre os “afazeres” secundários que aumentam a sua reputação nas ruas estão algumas empreitadas verdadeiramente cômicas e totalmente inusitadas.

Um bom exemplo são as Mayhem Zones (zona de desordem) — que premiam o jogador pelo nível de caos criado no menor tempo possível — ou as Insurance Fraud (fraude de seguro), no qual o jogador deve cobrar indenizações por acidentes forjados por ele mesmo. O mix de criatividade e descontração rende uma jogabilidade ágil, variada e divertida.

O melhor de tudo é que você é muito bem recompensado pelos seus esforços. Quanto mais “respeito” adquirido, maior a gama de opções desbloqueadas no seu já robusto repertório de personalizações e edições de armas, equipamentos e personagem. Mesmo depois de terminada a campanha, você continuará jogando pelo simples prazer de habilitar todos os itens.

A gangue está em campo

The Third é divertido, mas fica ainda melhor quando você se junta a outro marginal para destruir a cidade em equipe. O modo multiplayer do jogo não é desprovido de problemas, mas amplia consideravelmente a jogabilidade.

Jogando ao lado de um colega, vocês podem espalhar terror pelas ruas de Steelport de diferentes maneiras: seja de forma independente ou em dupla. O multiplayer é independente e os dois personagens podem explorar o mapa livremente, ou se juntar e embarcar em missões ou atividades ilegais aleatórias.

Desordem e destruição são as palavras de ordem, correr pelas ruas espancando pessoas com falos gigantes de borracha é tão normal quanto passear com um tanque de neon disparando mísseis. Além dessas opções extremamente atraentes, você também poderá embarcar em modalidades competitivas, como o Cat and Mouse, no qual um jogador foge abordo de um carro, enquanto o outro o caça com um helicóptero militar.

Apesar dos pesares

Saints Row: The Third não é um jogo perfeito, porém suas imperfeições são facilmente camufladas pela estética exagerada, jogabilidade afiada e ação empolgante. Não há como negar que os visuais, apesar de estilizados, não são nada deslumbrantes. Além disso, a inteligência artificial dos habitantes de Steelport também não é das melhores.

Outro destaque negativo fica por conta dos glitches recorrentes e algumas questões de conexão no modo multiplayer. No entanto, os erros de programação e limitações visuais não prejudicam a jogabilidade.

São tantas possibilidades e a ação é tão intensa que você não ficará distraído com os problemas que normalmente dispersariam a atenção do jogador.

80 pc
Ótimo

Outras Plataformas

80 ps3
80 xbox-360