O reino dos shoguns mortos é muito divertido

Após uma longa guerra, o general Akamoto acabou com o seu último inimigo e esteve pronto para se tornar o shogun do Japão – o principal comandante militar do país. No entanto, antes de poder aproveitar toda a glória de sua vitória, o general acaba sendo assassinado por uma figura misteriosa.

Tendo a sua segunda espada (símbolo de sua posição) roubada, Akamoto enfrenta problemas no além e é confundido com um ronin – os samurais que não serviam a ninguém –, os quais precisam esperar centenas de anos para poder aproveitar os benefícios do “paraíso dos samurais”.

Revoltado, Akamoto parte em busca de vingança no além e recruta outros guerreiros revoltados com a situação para ajudá-lo. Será que ele vai conseguir dobrar essa situação e encontrar o responsável pela sua morte?

Anunciado em 2010, Skulls of the Shogun deveria ter sido lançado juntamente com o sistema operacional Windows 8 – uma vez que é também o primeiro game de PC compatível apenas com essa versão do sistema. Algumas mudanças no cronograma de desenvolvimento, no entanto, atrasaram o seu lançamento, mas, por sorte, o resultado final obtido é ótimo.

Tanto pela sua campanha variada e bastante divertida como pelo seu modo multiplayer (disponível tanto online quanto localmente), Skulls of the Shogun vale bastante o preço pedido pelo game. Ao mesmo tempo, quem tiver o game em todas as suas diferentes plataformas (o game saiu para Windows 8, Windows Phone e Xbox 360) pode aproveitar a intercompatibilidade para iniciar uma partida no video game, por exemplo, e terminá-la no celular.

Independentemente disso, Skulls of the Shogun é um grande game que merece ser aproveitado em qualquer plataforma que você tiver disponível. Mesmo se você não for um grande fã de estratégia, dê uma chance para esse jogo e não se arrependa.

Estratégia dinâmica

Quando alguém fala em jogos de estratégia, muitas pessoas já se lembram de partidas demoradas e sistemas complexos. No entanto, Skulls of the Shogun consegue fugir do estereótipo, sendo extremamente, intuitivo além de dinâmico e ágil.

Em apenas alguns estágios, o game apresenta as suas mecânicas básicas de maneira divertida e que não subestima o jogador. Assim, diga adeus aos quadrados de movimentação presentes em séries como Fire Emblem e Final Fantasy Tactics. Aqui, cada unidade tem o seu próprio raio de movimentação: um sistema que funciona muito bem e dá bastante liberdade ao jogador.

Ao mesmo tempo, ninguém precisa esperar eras até a chegada de sua vez. Isso porque cada general pode realizar apenas cinco ordens por turno – uma característica de jogo que o torna dinâmico, assim como aumenta a importância de suas decisões.

Assim, além de poder mandar as unidades atacar os oponentes, é possível também juntá-las lado a lado para criar paredes espirituais (bloqueios místicos que impedem a passagem de flechas e oferecem proteção extra a alguns tipos de ataques especiais).

Mantendo o seu exército

As batalhas são geralmente feitas entre dois exércitos, cada uma com seu general. Em Skulls of the Shogun, esse posto não só é o mais importante da batalha como é fundamental para a vitória de um exército. Isso porque, uma vez que um general é aniquilado, o seu exército inteiro perde, independentemente de quantas unidades ainda estiverem sob o seu comando.

Para evitar que isso aconteça, é sempre interessante protegê-lo prestando atenção no alcance dos ataques oponentes e evitando a aproximação do exército inimigo. Logo no início do jogo, os generais também ganham a habilidade de meditar no início da batalha. Quanto mais tempo conseguirem passar nesse estado antes de começar a lutar, mais fortes e resistentes se tornam dentro da partida.

Para auxiliar o general, o exército conta com diferentes tipos de unidades. Entre as básicas (que podem ser compradas com o arroz conquistado assombrando plantações no meio do campo de batalha), encontram-se unidades de infantaria, cavalaria e arqueiros. Cada uma apresenta seus próprios pontos positivos e negativos, por isso é importante saber administrar o seu posicionamento para obter o melhor desempenho dentro do campo de batalha.

Além dessas, há também algumas unidades especiais que não servem exatamente o seu exército, mas sim aqueles que dominam o seu templo. Por isso, saber controlar o campo de batalha é essencial. São elas: o monge da raposa (que cura aliados, mas ataca apenas em defesa própria), da salamandra (especialista em ataques a longa distância) e do corvo (capaz de investidas que lançam inimigos para longe, útil quando estiverem próximos de penhascos ou rios).

A magia do Japão

Mesmo se alguém não souber do que se trata Skulls of Shogun, é pouco provável que essa pessoa não se interesse pelo game. O estilo de arte de jogo, bastante colorido e cheio de referências ao Japão, tem parte da culpa por isso. Há vários elementos da cultura oriental presentes nas entrelinhas do jogo, que também pode ser considerado como uma singela homenagem da desenvolvedora 17-Bit ao país.

Os detalhes que fazem a diferença

Enquanto há poucos tipos de unidades no game, o equilíbrio entre elas e a possibilidade de utilização dos espaços dentro do campo de batalha tornam Skulls of the Shogun um grande jogo. Assim, saber que esconder unidades em plantações de bambu aumenta as chances dos inimigos errarem os seus ataques contra você pode ser um fator determinante para a vitória, por exemplo.

Ao mesmo tempo, Skulls of the Shogun apresenta um sistema bastante interessante de promoção de unidades. Uma vez que uma unidade é derrotada (tanto do seu quanto do outro exército), a única parte restante de seus corpos é sua caveira. Mande algum soldado seu comê-las para recuperar sua vida e resistência. Melhor ainda: três caveiras ingeridas tornam qualquer um (inclusive seu general) um demônio: criatura com maior resistência e capaz de realizar duas ações com uma única ordem.

Samurais zumbis são todos iguais, né?

Skulls of the Shogun obtém sucesso na difícil tarefa de tornar simples de perceber algumas ações geralmente bastante complicadas. Assim, em vez de diversas estatísticas e números presentes na tela durante o combate, o jogador encontra representações mais práticas daquilo que interessa. Assim, é possível saber, por exemplo, que uma unidade é capaz de contra-atacar apenas notando se ela está se defendendo ou com armas em punho.

No entanto, apesar de alguns sucessos nessas áreas mais complicadas de resolver, Skulls of the Shogun também peca em alguns detalhes. Algumas vezes durante a partida, por exemplo, acabei selecionando unidades que eu não queria por elas estarem próximas demais. Um problema que poderia ser mínimo, mas que acaba se tornando frequente pela necessidade de juntar seus soldados para criar as “paredes espirituais” e também, em parte, pela semelhança visual entre as diferentes unidades.

Movimentação não tão livre assim

É possível utilizar o ambiente a seu favor em Skulls of the Shogun. Como mencionado anteriormente, acabar com unidade poderosa apenas empurrando-a em direção a um penhasco, por exemplo, é algo bastante simples. O que incomoda, no entanto, é quando isso acaba acontecendo porque o jogo remaneja a posição de suas unidades devido a algum elemento especial do campo de batalha (como um campo de arroz, por exemplo). Se houvesse a opção de desligar esse alinhamento automático, muitas batalhas poderiam acabar tendo um destino diferente.

90 pc
Excelente

Outras Plataformas

90 xbox-360