Ainda um bom motivo para colecionar miniaturas

Quando joguei o primeiro Skylanders, acabei com uma impressão bastante clara do que a Activision tinha nas mãos ali. Basicamente, tratava-se de um excelente produto, cujo resultado certamente era muito maior do que a soma de suas partes — que incluíam alguns bonecos e um jogo de ação em terceira pessoa simplesmente mediano.

Bem, a impressão persiste com o novo Skylanders: Giants. Como seria bastante natural de se imaginar, a Activision percebeu que poderia angariar ainda mais alguns tostões com a sua fórmula mercadológica inegavelmente pioneira.

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Novamente, há aqui todos os elementos que transformaram Spyro’s Adventure em um campeão de vendas. Há dezenas de novos bonecos para se colecionar, e há também a velha “magia” garantida pela realidade aumentada — na verdade, é impossível não soltar um “legal” quando se vê aquele bonequinho estático ser transportado imediatamente para dentro do seu jogo.

Por outro lado, a fim de não produzir simplesmente uma extensão do primeiro título, a produtora também foi suficientemente esperta para acrescentar algumas novidades. Entre elas, uma nova classe de personagens, várias melhorias adicionais, uma nova história épica (embora um tanto quanto inocente) e novos desafios durante as fases.

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Além disso, há também dúzias de desafios contra o tempo. Assim como no jogo anterior, trata-se de um dos principais motivos para colecionar novos skylanders — já que há desafios exclusivos, além de outros em que obviamente há benefício para certo tipo de personagem. Enfim, vamos aos detalhes da nova versão da mercadologia genial da Activision.

Assim como o seu antecessor, Giants traz também a impressão de um “produto genial”. Afinal, a ideia de colecionar brinquedos com o intuito de utilizá-los — ainda por cima de forma exclusiva — dentro dos jogos é algo realmente original e divertido. Basicamente, pode-se dizer que se trata de um motivo realmente atraente para colecionar brinquedos.

Entretanto, caso o que você busque seja um bom jogo de aventura, vale o mesmo aviso que foi dado no primeiro game: é melhor escolher outra coisa. Tal e qual o seu antecessor, Giants é simplesmente um game em terceira pessoa comum — há uma história razoável, há alguns puzzles simples e dezenas de inimigos. E é só.

Portanto, sem meias palavras aqui: compre pelos bonequinhos mesmo. Compre para colecionar — e também para deixar amigos desavisados de boca aberta quando você fizer aquela criatura plástica “saltar” para dentro do jogo.

Ainda uma fórmula genial

Não há como negar: a fórmula pioneira encontrada pela Activision em Skylanders é mercadologicamente brilhante. Afinal, trata-se aqui de um dos melhores motivos que qualquer um poderia ter para colecionar brinquedos: você precisa dos bonequinhos para desbloquear novos personagens dentro do jogo — o que é realmente muito divertido.

Além disso, há uma interação sem precedentes com um game. Afinal, ao colocar um boneco sobre a “Superfície de Poder”, você fará com que um personagem idêntico adentre o universo mágico de Skyland.

Gigantes

Os gigantes são a prova mais incontestável de que, embora queira tirar alguns tostões extras, a Activision tem consciência de que não pode simplesmente repetir o mesmo truque — pelo menos não sem perfumarias novas.

Primeiro, às questões físicas. Tratam-se aqui de belas miniaturas, um tanto maiores que aquelas encontradas na primeira versão do jogo. É claro que há apenas um gigante disponível no pacote básico de Skylander, Tree Rex (percebeu o trocadilho “genial”?). Mas os novos bonecos (classificados como “série 2") ainda trazem partes iluminadas — mais do que o suficiente para acabar novamente com o recheio de muitas carteiras.

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Mas as vantagens também existem quando se trata da fatia jogo da coisa. Os gigantes são lentos, mas trazem ataques devastadores e também são capazes de mover estruturas específicas do cenário. Na verdade, toda a história — ligeiramente descartável — é centrada nessas figuras lendárias. Basicamente, na forma como desapareceram de Skyland há milhares de anos.

Novos níveis e adereços

Embora Giants mantenha uma estrutura muito semelhante à do seu antecessor, há aqui vários upgrades capazes de atualizar o desafio, tais como: novo limite superior para níveis (agora os personagens vão até 15), novos chapéus, mais uma série de desafios exclusivos por personagem.

Ainda um jogo mediano

Assim como Spyro’s Adventure, Giants não é um jogo ruim. Só que também não é um jogo realmente imperdível. Trata-se simplesmente de game de aventura em terceira pessoa razoável — embalado por uma história igualmente razoável. Impossível não considerar: não fossem as belas miniaturas disponíveis, dificilmente haveria bons motivos para empenhar alguns tostões com Giants.

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Muito fácil

Mesmo no nível mais difícil, Giants ainda é incrivelmente fácil. Ok, é possível argumentar que se trata aqui de uma proposta predominantemente infantil. Ainda assim, simplesmente socar dezenas de inimigos medianos e descerebrados pode tornar a coisa realmente cansativa após pouco tempo — mesmo para uma criança, vale dizer.

80 ps3
Ótimo

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