SEGA tenta recapturar a magia do passado em um novo Sonic

Depois de anos de batalha contra o Mario, Sonic, o ouriço-garoto-propaganda da SEGA, teve uma sequência de jogos ruins que mostraram a todos o como ele não conseguiu se adaptar tão bem ao mundo gamer atual, com seus jogos tridimensionais, cheios de gráficos de última geração.

A empresa japonesa então começou a ensaiar um retorno à velha forma com Sonic the Hedgehog 4: Episode 1, que tentou colocar o personagem novamente em um game plataforma, como os clássicos do Mega Drive. O título foi amplamente criticado por ter uma qualidade abaixo dos títulos da era 16-bits. 
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Agora, a SEGA tenta novamente ao lançar Sonic the Hedgehog 4: Episode 2, um jogo que já chega com a dura tarefa de não só ser superior ao seu antecessor como também de mostrar a tal volta às raízes que os fãs tanto querem. Será que ele conseguiu ter sucesso?
 

Sonic the Hedgehog 4: Episode 2 ainda não é o jogo milagroso que vai fazer dos fãs do ouriço o grupo mais feliz do universo e que trará paz à Terra. Ele ainda tem problemas que poderiam ter sido resolvidos, como talvez equilibrar melhor a participação do Tails, deixar os controles ainda mais fluídos e adicionar uma trilha sonora melhor, já que a presente no game é totalmente esquecível.

Mesmo assim, o novo jogo do Sonic consegue divertir o bastante para poder ser indicado até ao fã mais exigente da franquia. O jogador vai encontrar motivos para reclamar, mas conseguirá esboçar alguns sorrisos enquanto estiver com o controle em mãos.
 
Lançado para PC, Xbox 360 e PlayStation 3 pelo valor de 15 dólares, o game chegou também à Appstore, para iPhone, iPad e iPods por um valor reduzido de US$ 6,99, mesmo tendo praticamente o mesmo conteúdo.
 

Uma amizade que nunca morrerá

Para muitos, Sonic tem apenas dois companheiros dignos nos games: Tails e Knuckles. Eles estavam lá na era 16-bits e apareceram depois, mas sempre ao lado de uma trupe de personagens que fãs da série nunca entenderam bem a utilidade. Em Sonic the Hedgehog 4: Episode 2, a SEGA resolveu trazer a dupla Sonic e Tails, andando lado a lado, contra o Dr. Robotnik (Eggman).
O que poderia ser apenas uma jogada da empresa para tentar agradar aos fãs saudosistas acabou sendo uma mudança interessante no jeito comojogamos Sonic. Enquanto nos jogos antigos (principalmente em Sonic 2) a raposinha beirava à estupidez ao acompanhar o ouriço, seja morrendo por bobagem ou atrapalhando durante fases especiais, em Episode 2 ele é importantíssimo para que você sobreviva aos diferentes obstáculos que surgem pela frente. 
 
Um ponto interessante é que agora existe um comando para chamar o amigo e outro que aciona uma “ação de time”. Está caindo em precipício ou precisa atravessar uma parede que sozinho não conseguiria destruir? Tails surgirá para dar uma mão-amiga. O personagem não é mais uma raposinha besta que fica voando e morrendo perto de você. Agora ele será o motivo pelo qual Sonic muitas vezes terminará as fases vivo. Isso sim é amizade!
 
Gráficos realmente evoluíram
 
Sonic the Hedgehog 4: Episode 1 é um jogo bonito. Não se pode negar este fato, por mais que ele esteja longe de ser um game perfeito. Por se tratar de uma sequência verdadeira dos clássicos de Mega Drive, a SEGA optou por tentar reutilizar o estilo de cenários e inimigos, dando uma “embelezada” para os tempos atuais. A proposta é interessante, mas se fosse repetida, pareceria mais do mesmo.
 
Felizmente, Sonic the Hedgehog 4: Episode 2 apresenta a verdadeira evolução dos gráficos da série. Caso você compare o visual dos três primeiros games da franquia, apesar de serem parecidos, nota-se uma melhora e mudanças sutis que fazem toda a diferença. 
 
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Episode 1 pareceu muito mais uma homenagem do que uma progressão, enquanto Episode 2 é o equivalente do “próximo passo”. Fases no gelo, óleo espalhado pelo chão —que faz você sair “patinando” — e momentos em que Sonic pula para plataformas no fundo do cenário e, em seguida, para frente mostram que o Sonic Team resolveu olhar um pouco mais para o futuro, mas sem se esquecer do passado.
 
O design dos cenários é bonito e interessante, apesar de não conseguir se igualar a outros títulos maiores da série, como o recente Sonic Generations.
 
Olha só! O Sonic não parece mais pesar uma tonelada
 
Talvez o ponto mais criticado do Episode 1, a jogabilidade de Episode 2 foi “consertada”, e você não tem mais a impressão de que existe chumbo no tênis vermelho do Sonic. Com uma física mais parecida com a dos games clássicos, o título consegue mostrar um pouco mais a velocidade frenética de outrora e não vemos mais o Sonic parar no meio de um pulo para mudar de direção ou ele demorar para finalmente começar a correr.
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Com a entrada de vez de Tails, o jogo perde um pouco do fator “correr loucamente até o final da fase” e ganha um dinamismo diferente, já que você precisará de algo além da velocidade frenética do ouriço.  Basicamente, Sonic the Hedgehog 4: Episode 2 deixa de ser um título de “corrida de plataforma” para ser um jogo 2D estrelado por um personagem muito rápido. Pensando nisso, a movimentação e a física estão superiores ao do Episode 1, apesar de ainda estarem diferentes dos games antigos.
 

Sonic agora é um dependente de Tails

De um lado, Tails traz novidades muito interessantes para Sonic 4 que dão mais corpo ao jogo. Ao mesmo tempo, ele é um problema do game. Sem o personagem, o Sonic mal consegue completar uma fase. O ouriço corredor ainda é a estrela do show, mas as fases parecem ter sido feitas para serem completadas em dupla. Acabou o tempo em que chefes de fase eram derrotados apenas pela habilidade do Sonic. Agora, você vai precisar do Tails em algum momento para sair vitorioso. 
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Em alguns casos, o trabalho em equipe é interessante. Em outros, ele irrita. E, conforme as fases vão passando, os momentos em que a raposa é necessária para continuar se tornam cada vez mais frequentes.
 
80 pc
Ótimo

Outras Plataformas

80 ps3
80 xbox-360