Adrenalina e destruição no portátil da Sony

Games de velocidade podem não chamar a atenção de vários usuários de consoles portáteis devido à restrição relativa aos recursos técnicos (gráficos e sons), mas certas fórmulas são capazes de conquistar essas pessoas. Split/Second é um dos jogos que possuem ideias e perspectivas interessantes... Mesmo em gêneros tradicionais, como corrida.

Seguem algumas informações para quem nunca ouviu falar no produto distribuído pela Disney Interactive Studios. A estrutura é dividida em quatro menus: Single Player, Multiplayer, Options e Extras.

No Single Player, você encontra três divisões: Season (12 episódios com vários eventos em cada um), Quick Race (corridas rápidas de vários tipos em pistas desbloqueadas) e Challenge (desafios variados). O Multiplayer oferece uma experiência competitiva para até quatro jogadores em rede sem fio. Infelizmente, não existe um componente online.

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Já no item Options é possível manipular os controles (dois esquemas), o som e as configurações gerais (incluindo dicas e nível de dificuldade da Quick Race — Easy, Medium ou Hard) e os dados do perfil do usuário. Nada de muito avançado nessa área.

Por fim, a seção Extras conta com os menus Stats & Awards (as estatísticas e os prêmios do jogador), Highlight Reel (os melhores momentos da temporada, incluindo os vídeos de introdução, os clipes finais — Outro — e os melhores Powerplays) e Credits (os créditos do game; não confundir com Credits, a “moeda” do game).

Detonando tudo

Caso você desconheça o motivo pelo qual Split/Second anda chamando a atenção de muitos gamers nos últimos meses, eis a fórmula do jogo: correr em pistas atraentes e literalmente quebrar os adversários, ativando eventos de destruição — Powerplays — no caminho. A barra de “energia” para o uso desse artifício é preenchida gradativamente através do vácuo, da derrapagem, de saltos com o carro e até mesmo escapando de Powerplays inimigos.

Se a barra de energia estiver preenchida até o fim, Powerplays mais poderosos podem ser executados. Em certas ocasiões, a bagunça é tanta que mais de um oponente é destruído durante as explosões. Double Wrecks e Triple Wrecks tornam-se comuns com o passar do tempo. Existe a possibilidade de quebrar inimigos apenas batendo neles, mas isso não tem graça em comparação com o diferencial intrigante das cenas caóticas.

É interessante constatar que os destroços das construções variadas permanecem na pista até o final da corrida. Portanto, os reflexos do piloto são constantemente testados durante toda a etapa. A jogabilidade foge um pouco de aspectos ligados à simulação para assumir uma tendência mais arcade. Dessa forma, tanto iniciantes quanto experientes têm a chance de se entreter com a proposta do game.

Como você verá abaixo, faltou um pouco de capricho por parte da equipe de desenvolvedores da Black Rock Studio (tanto nos recursos técnicos quanto na jogabilidade), mas ainda bem que esse infortúnio não apagou as chamas da destruição gerada pela fluidez da experiência.

A versão Split/Second para PlayStation Portable é uma boa alternativa para quem possui o portátil da Sony, mas os recursos técnicos do game não se comparam ao esplendor visual e sonoro das versões para as demais plataformas. A robustez do título para PSP, portanto, pode ser um tanto decepcionante para quem experimentou o jogo em outro console ou em um computador.

De qualquer maneira, é quase impossível dizer que a experiência é inteiramente fraca. A diversificação nos modos de jogo entra em sintonia com os itens desbloqueáveis, tentando ocultar o seguinte fato: a mecânica nunca muda. Ainda assim, fãs de destruição podem passar bons momentos detonando explosivos próximos a pontes, prédios, aviões (sim, aviões) e outros objetos de grande porte.

Prático e eficiente em vários pontos

O próprio tutorial já oferece sinais disso. Corridas breves marcam o aprendizado sucinto — mas importante — do jogador durante os primeiros momentos com Split/Second. Mais além, você tem a oportunidade de navegar rapidamente pelos menus e escolher o modo de jogo que mais gosta para passar horas arrebentando carros e se esquivando de explosões.

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Não só isso: por mais que apresentem problemas, os comandos são bem simples e intuitivos, o que combina perfeitamente com a jogabilidade arcade. Em poucos minutos com os botões direcionais ou com o pino analógico, o gamer consegue dominar as pistas e fazer curvas de uma forma satisfatória. Lembrando que o uso de Draft (vácuo) e Drift (derrapagem) é essencial para o sucesso.

Caótico... E bem divertido

Ultrapassagens frenéticas, prédios desmoronando, emoções fortes enquanto você tenta fazer o veículo desviar dos objetos na pista... É uma experiência bastante intensa, mesmo simples. A clareza com que tudo é exibido também colabora para que o corredor fique constantemente ligado à pequena tela do portátil.

E o jogo recompensa quem se esforça para vencer as diferentes etapas. Desbloqueando carros, pistas, Awards, vídeos e até mesmo eventos pelo caminho, fica fácil perceber que a quantidade de atividades oferecidas não é tão pequena quanto parece ser inicialmente.

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Tecnicamente aceitável para os padrões do PSP

É realmente difícil avaliar gráficos e sons em um console portátil, mas os recursos técnicos desta versão de Split/Second são razoáveis, levando em consideração o potencial de processamento da pequena plataforma da Sony. É um alívio relatar que a taxa de quadros por segundo (fps) não sofre variações drásticas durante as corridas.

Gráficos vibrantes e fluidez nas animações são bem ilustrados. Ao mesmo tempo, a trilha sonora estimulante conta com músicas agitadas, enaltecendo o dinamismo da combinação entre ação e velocidade. Tudo é apresentado com bastante clareza... Inclusive os defeitos de forma geral.

Um tanto superficial; mecânica imutável

Pessoas mais críticas podem ter problemas com a proposta do game. Há uma boa variedade nos modos de jogo (como as opções Survival e Airstrike)? Com certeza, mas isso não modifica drasticamente a forma com que os veículos são controlados. A falta de um modo multiplayer online apenas prejudica a experiência.

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Certos Powerplays são repetitivos. O mesmo vale para muitas animações de batidas. Além disso, há quem diga que os desenvolvedores “forçaram a barra” nos aspectos físicos (mais arcade, impossível), principalmente no que diz respeito aos choques dos carros com muros, objetos e também com os oponentes.

E onde fica o capricho?

Não é difícil encontrar bugs e dificuldades ocasionais com os controles. Nesse caso, você deve ter paciência para tolerar os problemas e permanecer focado na diversão que o game oferece. Certos indivíduos afirmam que o título simplesmente é compatível com o PSP.

O nível de detalhamento gráfico — principalmente nas pistas — poderia ter recebido mais cuidado. De forma geral, a música e efeitos sonoros também são pouco expressivos. O som gerado pelos objetos na tela não é muito impactante, especialmente os barulhos dos Powerplays (que deveriam causar bastante estrondo).

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Excelente

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