O clássico de estratégia transformado em um FPS mediano

Quase 15 anos depois do título original, Syndicate veio com a missão de resgatar os fãs do clássico e ainda trazer muitas novidades para os gamers da atual geração. O remake foi lançado no dia 21 de fevereiro deste ano para PS3, Xbox 360 e PC e atraiu muita atenção da mídia, prometendo uma jogabilidade recheada de recursos interessantes, sustentada por uma história rica e convincente.

A nova versão da franquia futurística segue uma linha bem diferente do clássico de 1993, deixando de usar a visão aérea e a jogabilidade estratégica para se tonar um FPS tradicional. Habilidades especiais, como “hackear” a mente dos seus inimigos para que eles cometam suicídio estão presentes, juntamente com muitas armas e ação tática.

Ainda assim, muitos tiveram dúvidas sobre como todos os elementos antigos se encaixam com as novas propostas. Você pode conferir a respostas para estas, e outras perguntas, nesta análise exclusiva de Syndicate. Confira!

Syndicate com certeza tenta ser algo mais do que um simples FPS futurístico, trazendo elementos interessantes e que combinam muito bem com a sua contextualização. Ainda assim, a sua arma continua sendo a ferramenta predominante e o desfecho de uma batalha é quase sempre decidido pelas suas habilidades de atirador.

O game até tem uma atmosfera decente e um bom trabalho de atuação para os personagens, mas a jogabilidade mediana e, principalmente, os cenários que deixam muito a desejar acabam obscurecendo as características memoráveis da obra.

Syndicate gentilmente cedido pela Get Game.

Um bom enredo que combina com o gameplay

O jogo retrata a história do futuro caótico no ano de 2069, tempo em que a população mundial chegou a uma marca sem precedentes e os dispositivos digitas tornaram-se obsoletos diante da tecnologia dos chips DART. Estes dispositivos são implantados nos cérebros das pessoas, deixando cada indivíduo permanentemente conectado a uma rede neural de informações.

Estes implantes atuam como uma plataforma para um sistema operacional no seu cérebro e criam uma espécie de realidade aumentada diante de seus olhos. Desta forma, é possível interagir com objetos do mundo físico usando as imagens geradas no cérebro como interface e a rede neural como link de comunicação.

O chip justifica a criação do HUD na tela do jogo, fazendo brotar o contador de munição para sua arma e várias outras informações críticas, como a energia restante que pode ser usada no modo “visão de raios-X”. Com um enredo assim servindo de base, até mesmo a cruz da mira criada no centro da sua visão passa a ter sentido.

Habilidades especiais

Além da realidade aumentada, o implante também permite que você execute uma série de ações que uma pessoa sem o chip não poderia fazer. Kilo é um agente que tem privilégios na rede neural (garantidos pelo seu empregador), por isso, o protagonista pode hackear os chips implantados nos inimigos e fazer com que eles percam o controle sobre a sua arma e até cometerem suicídio.

Todas estas ações especiais precisam ser recarregadas antes que possam ser ativas, sendo que a adrenalina do seu corpo atua como o combustível. Matar um inimigo ou cometer ações que aumentam a liberação do hormônio no organismo, como acertar um head-shot, aceleram o processo de carregamento do perk.

A presença destas características distintas é justamente o que diferencia Syndicate de um Shooter “comum”. A capacidade de interação com o ambiente e os oponentes traz mais possibilidades táticas paras as batalhas; atributos que se distinguem de outros jogos por sua originalidade.

Características de RPG

À medida que você progride na campanha single-player, vários pequenos upgrades passam a ser acessíveis e aumentam o poder das habilidades de Kilo. Um inimigo mais forte que o normal quase sempre está aguardando você no final de cada fase e, depois de derrotá-lo, é possível extrair o implante de seu cadáver para absorver parte de seus poderes.

Luz volumétrica que não ajuda

É possível perceber que a equipe que produziu Syndicate teve uma preocupação especial com a iluminação do game. Luzes volumétricas estão por toda a parte, sempre tentando dar um aspecto mais sombrio à atmosfera. Ainda assim, o resultado final não ficou tão bom quanto deveria, deixando a visão embaçada e confusa na maior parte do tempo.

Péssimo design de fase

Se existe um ponto em que Syndicate mostra suas falhas por não ter uma “mente de gênio” dirigindo o projeto, com certeza é o design precário das fases. Os cenários são quase sempre confusos e não há nenhum mapa ou bússola ajudando você a se orientar.

Mas o que realmente incomoda são as situações de combate: inimigos aparecem do nada, existe muita carência de pontos para você pegar cobertura e o montion blur excessivo complica ainda mais.  Em muitas situações, não há outra opção a não ser confiar na sua habilidade de manter-se vivo de baixo da chuva de balas para poder avançar, como é o caso da fase em que você está em cima do trem equipado com uma minigun.

Chefões entediantes

Syndicate também resgata uma característica importante que tem sido esquecida pelos games ultimamente: chefões. Agentes rivais tão poderosos quanto você aparecem quando há conflito de interesses entre as corporações, exigindo que Kilo use o máximo de suas habilidades para conseguir sair vivo.

Porém, as batalhas contra estes inimigos poderosos são extensas demais e não demandam nenhuma ação criativa da sua parte. Tudo o que você precisa fazer é acertar muitos tiros nele ao mesmo tempo em que se tenta evitar ser atingido. Os cenários em que as lutas acontecem também não trazem nada de novo e, exceto por uns robôs voadores que soltam armas o chão, não oferecem maiores opções de interações ou táticas mais criativas que as usuais.

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