Continuação do game conserta problemas na jogabilidade e surpreende pela qualidade

Desenvolvido pela DrinkBox Studios, Tales From Space: Mutant Blobs Attack é a continuação deTales From Space: About a Blob, jogo lançado para PS3, no ano passado. O preceito de ambos os games é praticamente o mesmo: você controla uma gosma mutante do espaço capaz de comer absolutamente tudo que vê pela frente.

A diferença entre eles fica para os problemas do primeiro título: não havia como usar o D-Pad para se mover, era preciso acionar um botão para absorver objetos e o jogo tinha apenas 17 fases. Sua sequência consertou tudo, pois agora você tem a alternativa de usar o D-Pad, objetos são absorvidos automaticamente (basta se aproximar) e o número de fases quase dobrou.

Em Tales From Space: Mutant Blobs Attack, outra qualidade bacana é que o game não se resume mais apenas a digerir o mundo inteiro: há grande enfoque na jogabilidade de plataforma, tornando o aumento de tamanho do blob algo praticamente secundário – embora ainda seja crucial no avanço do alienígena gosmento. Ou seja, o uso de poderes especiais é fundamental para sobreviver e progredir nas fases, o que também as torna interessantes.

Se você procura uma diversão casual que prenda sua atenção do início ao fim, capaz de lhe desafiar sem deixar (muitas) frustrações, então Tales From Space: Mutant Blobs Attack é uma boa escolha. Afinal, ele custa apenas 7,99 dólares e conta com um tempo de jogo razoável para um valor tão pequeno.

Todo poderoso

Tales From Space: Mutant Blobs Attack começa com fases extremamente simples e de baixa dificuldade. Conforme você avança, porém, novas possibilidades de ação são adicionadas, permitindo que você descubra os recursos do Vita e adicionando desafios mais complexos às fases.

O poder de magnetismo é o mais usado, proporcionando obstáculos elaborados aos cenários. Com ele, você se atrai ou repele de metais, o que muitas vezes é feito em alta velocidade e em canos repletos de armadilhas. Além disso, você também toca a tela frontal para mover plataformas, usa o peso do corpo para causa impacto e aciona uma espécie de foguete interno para se locomover em gravidade zero.

No total, é possível usar o acelerômetro do portátil, a sensibilidade multitoque na tela OLED frontal e o painel de toque traseiro. O uso do acelerômetro é singular: em fases bônus, você deve mover o Vita para controlar seu blob por meio da gravidade, fazendo-o passar por labirintos desafiadores e, por vezes, quase frustrantes. Os toques em tela e painel, no entanto, deixam um pouco a desejar (mais detalhes adiante).

O humor na paródia

Pela arte de Tales From Space: Mutant Blobs Attack você percebe facilmente a proposta humorística do game. Nele, a paródia de filmes antigos de ficção científica é evidente, pois parece comum o medo de alienígenas gosmentos invadirem a Terra nessas películas. Além disso, é comum encontrar placas com frases “sem noção” durante as fases, bem como um puzzle que faz referência a Angry Birds.

Arriba!

A trilha sonora presente em Tales From Space: Mutant Blobs Attack merece atenção especial: embora as músicas sejam um pouco parecidas entre si, todas têm influência latina, tornando-as agitadas e muito gostosas de escutar. Dependendo da fase e do momento, a trilha muda e passa uma sensação diferente ao jogador, como a tensão de ser perseguido por lasers.

Visual simples

Calma, colocar os gráficos como ponto negativo não quer dizer que eles sejam exatamente ruins ou feios, pelo contrário... Eles só poderiam ser melhores. Considerando o potencial do Vita, o visual de Tales From Space: Mutant Blobs Attack ficou básico demais, apresentando poucos efeitos realmente bonitos na tela e poucos cenários detalhados.

Compará-lo com Uncharted: Golden Abyss é impraticável, pois este foi o game com melhores gráficos que foi lançado para o Vita até o momento. Contudo, se você olhar um jogo de proposta similar, como Rayman Origins, é possível perceber grande a diferença de qualidade e no nível de detalhes.

Recursos pouco utilizados

O grande problema aqui é o pouco uso da tela multitoque e do painel traseiro, principalmente o último. No caso da tela, a única função disponível nela é arrastar objetos específicos para tirá-los do caminho ou usá-los como auxílio, mais nada. Ou seja, ela poderia ser usada de modo mais completo na solução de puzzles mais elaborados.

Além disso, a resposta da tela é pouco satisfatória: alguns movimentos requerem precisão, mas às vezes acontece de você perder o controle sobre a plataforma controlada, mesmo sem ter feito nenhum movimento brusco ou errado.

Em relação ao painel traseiro, o problema é ele ser praticamente inútil: sua única função é fazer a movimentação em gravidade zero se tornar mais rápida – o que também é possível usando os botões L e R, deixando o painel praticamente sem função no jogo.

Já acabou?

Diferente do primeiro título da série, Tales From Space: Mutant Blobs Attack não é extremamente curto. Porém, continua com poucas fases. Suas aproximadamente 30 fases podem ser concluídas em muito menos de dez horas, sendo possível continuar aproveitando o game exclusivamente ao tentar conseguir melhor sua pontuação nas fases que você já concluiu – afinal, nem modo multiplayer existe no jogo.

87 psvita
Ótimo