Análise de Tales of Symphonia: Dawn of the New World

Presencie a alvorada de um novo mundo no Nintendo Wii

A série “Tales of...” da Namco é uma das mais populares do gênero JRPG (RPG japoneses). Em 2008 a linha completou dez anos de existência e para celebrar a data a empresa lançou vários títulos diferentes para várias plataformas. Entre os jogos comemorativos estava Tales of Symphonia: Dawn of the New World, uma continuação direta de uma dos maiores sucessos da saga, Tales of Symphonia (do GameCube e PlayStation 2).

O jogo que é considerado o "Final Fantasy VII" da série “Tales of...” retorna apenas em espírito. Dawn of the New World se passa alguns anos após o seu predecessor e acompanha a saga de um jovem chamado Emil, cujos pais foram assassinados por Lloyd — o herói do jogo original. Por algum motivo, Lloyd se transformou em um vilão e destruiu a vila de Emil em nome da deusa Martel.

Ao presenciar o massacre, o jovem Emil entra em choque e começa a vagar pela cidade em chamas até encontrar uma garota chamada Marta. Apesar da sua timidez crônica, Emil salva a vida de Marta — ameaçada pela destruição causada por Lloyd —, porém o casal acaba se separando e a lembrança do encontro é guardada no canto mais profundo da mente de Emil.

Os anos se passam e por um acidente do destino, os caminhos de Marta e Emil voltam a se cruzar. A garota, já adulta, está em uma jornada para restaurar o poder de Ratatosk — o lorde de todos os monstros —, haja vista que a sua ausência deixou todas as criaturas do mundo agressivas. Restaurando o poder de Ratatosk, Marta espera restabelecer o equilíbrio natural do mundo, ajudando humanos e monstros a vivem em paz, lado a lado.

Os jogadores do Nintendo Wii que procuram desesperadamente por um bom jogo de RPG certamente não pode deixar de conferir Dawn of the New World, especialmente se estes já forem fãs da franquia e de seu predecessor direto, Tales of Symphonia.

Todavia, os jogadores não familiarizados com a série podem se deixar abater demais com as várias falhas do jogo — aspectos que provavelmente passarão despercebidos aos jogadores que apreciam a linha “Tales of...”.

Além disso, trama confusa, as inúmeras referências ao jogo original e as longas cenas de corte deixam Dawn of the New World ainda menos interessante aos jogadores não familiarizados com a linha.

Tales of Symphonia: Dawn of the New World é uma boa adição a biblioteca de JRPGs do Nintendo Wii, porém não supera seu antecessor e seu poder de atração é limitado aos fãs do gênero e da franquia.

Aqui e agora!

Uma das maiores reclamações dos jogadores quando o assunto é JRPG se refere aos tediosos encontros aleatórios e combates em turno. Para fugir desta armadilha, Dawn of the New World permite que o jogador navegue livremente pelo cenário, desviando ou indo ao encontro dos monstros presente na tela.Você não é 
caveira!

Além disso, os embates em si são ágeis, permitindo combinações de golpes, conjurações de magias e ataques em conjunto — juntando os poderes de seus aliados.

Velhos amigos

Os fãs do jogo original vão se deleitar com os rostos familiares e cenários que foram palco de uma dos melhores jogos da franquia “Tales of...”.

Trupe

O multiplayer com suporte para até quatro jogadores simultâneos é extremamente divertido e certamente é um dos melhores aspectos do jogo. O título executa com qualidade algo que muitos títulos do gênero sequer ousam: um multiplayer cooperativo local.

Limitado, mas adequado!

Apesar de alguns menus confusos e da ênfase exagerada nas cenas de corte — que torna a progressão do jogo lenta e um tanto tediosa —, os gráficos de Dawn of the New World são de alta qualidade. O filtro cell-shade esconde várias das imperfeições e confere um estilo especial ao jogo.

Fora de foco

A câmera não acompanha a qualidade visual do jogo. Os ângulos escolhidos para acompanhar a movimentação do personagem são “desajeitados” e por vezes acabam escondendo elementos importantes da cena.

Na trave

O sistema de criação de itens — através de fusão de outros objetos — não adiciona muita profundidade ao título. O mesmo se aplica a “captura” de monstros, que podem ser utilizados como aliados nos combates. Apesar do conceito interessante por traz de ambos os elementos, as duas funções entediam mais do que entretém.

Faltou alguma coisa

A inteligência artificial dos seus companheiros de jornada  é falha e o esquema de controle estratégico da equipe é pouco explorada. Enquanto seus aliados tendem a momentos de estupidez digital o sistema de controle tático não oferece muita variedade de ação.

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