Um XCOM que não é um XCOM

XCOM é uma franquia bastante conhecida no mundo dos games, surgida na primeira metade da década de 1990. A última empreitada dos produtores da série foi XCOM: Enemy Unknown, que foi lançado no ano no último trimestre de 2012 e recebeu uma grande aprovação da crítica e dos jogadores de plantão.

Como de costume, a saga trata sobre invasões alienígenas ao planeta Terra e os contra-ataques humanos, que a duras penas buscam mesclar a nossa tecnologia com aparatos capturados dos visitantes indesejados para conseguir poder de fogo suficiente. No entanto, a nova produção da 2K Marin pretende dar um passo mais largo do que apenas dar continuidade a esses RTS.

Ao contrário do que muitos afirmavam até meados de 2013, The Bureau: XCOM Declassified Declassified é um jogo de tiro em terceira pessoa. Ele não se trata de um FPS (tiro em primeira pessoa), como se esperava anteriormente, e o desenvolvimento da obra já havia passado pelas mãos de outra empresa antes de finalmente chegar à 2K Marin.

Com isso, podemos confirmar que a temática deste novo título não foge totalmente aos eventos anteriores da série. Na realidade, a intenção é construir uma narrativa que se passe anterior aos demais jogos, levando os jogadores aos Estados Unidos da década de 1960. Nessa época, o país se armava como podia para enfrentar as investidas soviéticas durante a Guerra Fria e, como toda boa história americana paranóica, o governo secretamente administrava uma poderosa agência, pronta para reagir a uma invasão.

Jurisdição: planetária

No entanto, o que deveria ter sido uma reserva estratégica pronta para cuidar de problemas políticos, acabou se tornando uma organização muito maior, com a finalidade de proteger o planeta inteiro de ataques alienígenas. Mas não se esqueça de que a população mundial não pode ficar sabendo dessas invasões, nem tampouco dos visitantes indesejados. Pois, caso isso acontecesse, haveria pânico generalizado, e de problemas sérios ao redor do globo.

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Além disso, a 2K Games não se esqueceu das raízes estratégicas de XCOM e preparou alguns elementos em The Bureau para fazer com os gamers se sintam em casa com o jogo. Trata-se de uma função de comando que você exerce sobre sua equipe, distribuindo comandos, mandando e desmandando a tarefa que cada membro deve executar.

Então, a guerra secreta que você vai travar em The Bureau: XCOM Declassified será muito mais estratégica do que se pode imaginar. Enfim, tudo isso é permeado por um visual à Cowboys & Aliens, incluindo a interpretação de “machão” do protagonista da história — o agente William Carter. Será que essa espécie de “XCOM que não é um XCOM” vai vingar? Vamos conferir na sequência.

The Bureau: XCOM Declassified é um game que passou por muitos problemas durante sua fase de pré-produção, sendo que ele até foi cotado anteriormente como sendo um FPS. Questões de desenvolvimento à parte, a 2K Games investiu bastante na divulgação do título antes de seu lançamento, liberando semanalmente material em vídeo e imagens muito empolgantes do que estaria por vir.

Talvez principalmente por essa razão, o novo título da franquia XCOM acabou frustrando um pouco quem ainda não tinha jogado nenhum jogo da série e mais ainda a quem já era fã e estava esperando por algo mais próximo aos RTS anteriores. Mesmo assim, o sistema de combates estratégicos de The Bureau é sem dúvidas o grande trunfo da obra e pode ser o ponto mais importante para que valha a pena você se sentar e encarar essa história até o fim.

Fora esse ponto, o game conta com vários pequenos defeitos estruturais, de cunho mais pessoal, como o andamento (e o desfecho) do próprio enredo da aventura. Vale ressaltar que os controles foram claramente desenvolvidos para consoles, o que torna a jogatina no computador bastante cansativa, a não ser que você use um controlador de video game.

Enfim, The Bureau: XCOM Declassified é um jogo que falou demais e não fez tanto, mas mesmo assim pode fazer com que aquele seu feriado chato e chuvoso seja divertido e muito estratégico!

Este jogo foi adquirido pelo Baixaki Jogos para a realização desta análise.

O conjunto da obra

Visual é legal, os sons são ótimos, com exceção das dublagens. A trilha sonora que acompanha as missões proporciona um ar de “filme policial antigo” ao game, bem como a ambientação que abusa de tons de marrom — completando a fotografia sessentista da obra. A mecânica de menus é clássica de jogos de estratégia, sendo que você escolhe os membros de seu time e depois seleciona a missão que deseja cumprir.

Mesmo sendo bastante limitada, a mecânica é muito interessante

As influências de BioShock são realmente muito notáveis, principalmente no que diz respeito à essência dos itens e “poderes especiais” que são adquiridos no decorrer do game. A qualidade com a qual a estratégia durante os combates é aplicada torna a jogatina bastante agradável pelo excelente nível de desafio exigido em cada missão.

 Principalmente na dificuldade mais avançada, espere ser obrigado a repetir várias vezes alguns estágios até encontrar a melhor maneira de combinar seu próprio esforço com os comandos mais acertados a seus companheiros. Nesse quesito, XCOM Declassified consegue entregar um tiroteio tático com bastante propriedade.

Por mais simples que possam ser as ações delegadas, como movimentar-se até algum abrigo ou para acertar com mais intensidade um alvo específico, o sistema de combate tático faz a diferença. Outro ponto interessante é a comunicação entre os membros de sua equipe e os gritos por ajuda — o que deixam as partidas bem emocionantes.

Evoluir compensa!

Conforme seus personagens vão evoluindo durante as missões que você cumpre em The Bureau: XCOM Declassified, a quantidade e a qualidade de armamentos que você pode utilizar vão aumentando exponencialmente. Algumas habilidades especiais que podem ser invocadas pelos personagens são até muito engraçadas, o que confere muita diversão aos combates.

Está ou não está claro?

A ideia de construir um jogo com temática policial, ambientado nos Estados Unidos da década de 1960 e envolver uma agência projetada para atuar na Guerra Fria com alienígenas é, sem sombra de dúvidas, muito interessante. O problema é que todas as informações parecem ser secretas até para os gamers...

Em outras palavras, os acontecimentos que norteiam a jogatina se propõem a contar alguma coisa fantástica ou um desfecho surpreendente, com aquele quê de mistério de séries como Arquivo X. Mas essa atraente proposta não consegue ser cumprida no decorrer da história, que se mostra um tanto confusa e bastante morna.

Por isso, quem acompanhou de perto as toneladas de vídeos e de outros materiais lançados pela 2K Games, possivelmente acaba se sentindo um pouco frustrado ao finalizar o título. Seria tão legal se as cartas e o material de áudio que você vai encontrando durante o jogo realmente revelassem alguma coisa ou pelo menos fossem mais interessantes...

Fora de série

Realmente, The Bureau: XCOM Declassified não é um título muito preocupado em seguir as tendências ditadas pelos jogos anteriores da franquia. Talvez devido à mudança de desenvolvedora, talvez pela demora que o game sofreu durante seu período de produção e nas mudanças de rumo na construção do modo de jogo. O fato é que este XCOM não faz jus aos demais.

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 Parece que para a desenvolvedora foi mais “conveniente” afirmar que essa aventura não está ligada à série, do que realmente construir um produto diferente de qualidade.

Consoles x PC

A disposição dos comandos foi feita de forma a ficar encaixada com os consoles e a adaptação para os computadores ficou muito problemática. Se você está jogando no PC, é melhor arrumar um controle de video game, do contrário, sua experiência durante a jogatina será assaz irritante.

E não é preciso ser nenhum expert na franquia XCOM ou mesmo em jogos de tiro em terceira pessoa para notar essa relação. Assim que você começa a jogar usando mouse e teclado, é muito notável a dificuldade de acertar a as suas escolhas, principalmente nos momentos em que é preciso dar ordens a seus companheiros.

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O problema aqui é que uma versão acaba sendo prejudicada em relação às demais, em um quesito importante demais para ser diferente. Se apenas os gráficos variasse, tudo bem. Mas a jogabilidade teria que ser o principal ponto a ser mantido idêntico.

70 pc
Bom

Outras Plataformas

70 ps3
70 xbox-360