“Clique” seu caminho para a vitória contra as forças do mal [vídeo]

Gameplay BJ

Após vários atrasos, Torchlight 2 finalmente chegou ao PC no dia 20 de setembro deste ano. Apresentando classes totalmente inéditas, o game dá prosseguimento à história do primeiro título da série, marcando a estreia de um novo sistema multiplayer e apresentando uma grande variedade de itens, cenários e inimigos totalmente inéditos.

Após chegar ao final da mina amaldiçoada de Torchlight, o alquimista (um dos três protagonistas do título original) se vê corrompido pelo coração de Ordrak, o principal inimigo da aventura. Depois de destruir completamente a cidade, ele parte em busca dos guardiões elementares do mundo na tentativa de acabar com a maldição que está corrompendo sua mente.

Cabe a você seguir o caminho de destruição deixado pelo antigo aventureiro para impedir que o mundo seja completamente destruído. O BJ passou várias horas no mundo do game e traz para você uma análise completa da nova aventura. Confira abaixo nossas impressões e deixe sua opinião sobre o título em nossa seção de comentários.

Apesar de não ser exatamente um jogo perfeito, Torchlight 2 possui qualidades capazes de prender qualquer pessoa em frente ao computador durante várias horas. O sistema de matar inimigos, coletar itens e aprimorar habilidades é viciante em sua simplicidade e, por mais que outros títulos possuam jogabilidade semelhante, a fórmula apresentada pelo game consegue permanecer fresca independente da quantidade de tempo que você já investiu na aventura.

Caso você esteja em busca de um jogo capaz de entreter durante dezenas de horas, que seja barato (somente US$ 20) e não exija um PC de última geração para rodar, o novo lançamento da Runic é a opção ideal. Quando se leva em conta o fato de que o jogo possui suporte total a modificações feitas pelos fãs, tudo indica que ele deve continuar sendo atualizado durante vários anos com conteúdos cada vez mais surpreendentes e variados.

Ação incessante

Torchlight 2 é um daqueles jogos que sabem muito bem seus pontos fortes e faz de tudo para que eles fiquem evidentes a todo o momento. Poucos segundos após você iniciar a aventura, seu personagem já estará enfrentando hordas de inimigos com comportamentos e habilidades variadas, dando pouco espaço para você parar e respirar.

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Optando por um sistema que combina cliques do mouse com teclas de atalho, o título é bem-sucedido em dar ao jogador controle completo sobre tudo o que acontece na tela. Matar criaturas, coletas itens, comparar equipamentos e completar missões são processos extremamente intuitivos e, fora os momentos em que você está gerenciando seu inventário, é difícil encontrar ocasiões em que não há nada para fazer.

Um destaque nesse sentido é o animal que serve de companheiro para o personagem escolhido. Além de ajudar a atacar inimigos, ele pode fazer visitas à cidade para vender os itens que você acumulou, servindo também como uma espécie de sistema de delivery: através de uma lista de compras fácil de configurar, ele pode adquirir novas poções e pergaminhos sem que uma visita a um lojista seja necessária.

O controle em suas mãos

Apesar de quatro classes parecer um número muito limitado, a quantidade de habilidades e meios de desenvolver cada uma das opções disponíveis faz com que seja praticamente impossível encontrar dois personagens iguais em Torchlight 2. A cada nível que você ganha, são adquiridos cinco pontos de status e um ponto de habilidade que podem ser usados de maneira totalmente livre.

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Cada uma das profissões conta com três árvores de poderes com características únicas que podem atuar tanto de forma ativa quanto passiva. Durante o desenvolvimento de seu herói, é preciso fazer diversas concessões, já que investir mais em determinado poder garante que ele receba alguma espécie de bônus capaz de mudar totalmente suas características.

Esse sistema faz com que seja necessário pensar muito bem como você pretende desenvolver seu personagem desde o momento inicial da aventura. Felizmente, ao contrário do que acontece em jogos semelhantes, dificilmente acontece de você “quebrar” um personagem — independente do nível de dificuldade escolhido, sempre será possível prosseguir na aventura por mais que escolhas mal pensadas tenham sido feitas.

Apresentação impressionante

Apesar de não apresentar gráficos muito complexos (o que possibilita rodar o game em uma grande variedade de configurações), Torchlight 2 possui um estilo de arte que faz com que o jogo chame bastante atenção. Optando por uma apresentação que lembra bastante um desenho animado, o título faz um bom trabalho em transportar o jogador para um mundo repleto de magia e monstros sem que isso seja feito de uma forma infantil.

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Mesmo nos momentos em que a tela está repleta de elementos como indicadores de dano, efeitos especiais e nomes de itens, é difícil se ver perdido em meio aos acontecimentos. Um ponto que chama a atenção é o fato de que o game adapta sua interface dependendo da resolução usada por cada jogador, o que faz com que ela em nenhum momento se torne intrusiva.

Menus simplistas

Apesar de, no geral, a interface de Torchlight 2 ser eficiente em sua proposta, não dá para deixar de notar certa falta de capricho em alguns momentos. Especialmente no que diz respeito ao modo multiplayer, a impressão que fica muitas vezes é a de que os desenvolvedores preferiram usar modelos genéricos a criar um modo de navegação com características únicas.

História? Que história?

Caso você goste de títulos em que a história tenha papel principal, infelizmente o novo game da Runic Games não é uma boa opção. A trama do jogo se desenvolve em um ritmo bastante lento, estando confinada quase que exclusivamente às pequenas animações que são reproduzidas nos intervalos entre os quatro atos.

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Fora um ou outro momento, é difícil se ver preocupado em acabar com a jornada de destruição do alquimista, especialmente quando você está entretido explorando um novo labirinto para ganhar um item mágico poderoso. Apesar de não fazer muita falta no contexto geral do título, a ausência de uma trama bem desenvolvida mostra que a desenvolvedora precisa desenvolver melhor as capacidades narrativas de sua equipe.

90 pc
Excelente