Simplicidade demais na briga entre Autobots e Decepticons.

Para quem ainda não sabe, Tranformers são robôs que se transformam em veículos. Muitas pessoas conhecem os famosos personagens através dos desenhos e dos longas-metragens. O primeiro filme de Tranformers despontou com estrépito no cinema devido aos efeitos especiais extremamente impactantes. O segundo filme seguiu a mesma linha e chamou a atenção de muitos.

Portanto, já era sabido que Revenge of the Fallen receberia uma adaptação para os video games. Muitas plataformas receberam os tão conhecidos robôs, sendo que muitos aguardavam uma boa interação entre a sensibilidade de movimento dos controles do Nintendo Wii e a ação interminável na guerra entre Autobots e Decepticons, as duas facções de Transformers.


Infelizmente, Optimus Prime e sua turma não convenceram na versão para o console da "Big N". Muitos jogadores, ao saberem que o segundo longa-metragem viria para os games, rechearam as mentes com muitas possibilidades interessantes referentes à jogabilidade. A maior parte dessas ideias não foi aplicada na versão final do game. A recepção? Não foi das melhores.

A briga continua

Megatron caiu, mas os terríveis Deceptcions continuam à solta pelo planeta. Com isso, cabe aos Autobots impedir que os planos maléficos dos inimigos se concretizem, gerando consequências terríveis. É nisso que se baseia o modo principal de Revenge of The Fallen, que conta apenas com duas dificuldades: Normal e Hard.

O interessante é que o jogador tem a possibilidade de controlar robôs importantes na história... Dos dois lados da guerra. É isso mesmo: Bumblebee e outros Autobots podem ser controlados, mas há a chance de causar o caos com Starscream e vários Decepticons. Por mais que a campanha seja um tanto insossa, esta flexibilidade é intrigante, não é mesmo?

O gráfico não é bem assim... Se a opção de dicas estiver habilitada, fica muito fácil de conhecer os comandos básicos do jogo. Logo na cena inicial, o gamer começa a perceber que mirar na tela e atirar pode se tornar uma ação mais comum do que o esperado. E, inesperadamente, o Autobot controlado é obrigado a enfrentar um chefe em pleno ar. Na dificuldade Normal, poucos tiros bastam para que a aeronave seja destruída.

A experiência central da campanha consiste em agrupar uma série de abordagens diferenciadas para que o jogador não fique completamente entediado (o que pode acontecer, mesmo com as várias perspectivas empregadas). É claro que a ação/plataforma ocupa a maior parte do tempo: correr, bater, atirar, percorrer o cenário, coletar itens desbloqueáveis e destruir tudo.

Tudo mesmo?

Bem, essa parte de "destruir tudo" é um tanto discutível. É triste constatar que o Wii apresenta limitações quanto às possibilidades de destruição. Por exemplo: passar por cima de carros e veículos leves é algo trivial, mas há certos caminhões que — mesmo pequenos em relação aos monstruosos robôs — são simplesmente indestrutíveis.

Dito isso, fica fácil perceber que a ambientação visual não é o aspecto mais "quente" de Revenge of the Fallen, por mais que os gráficos sejam satisfatórios (considerando o potencial de processamento visual do Wii). Os desenvolvedores exploraram a capacidade de destruição dos robôs espetaculares de Transformers de maneira limitada.

O jogador também não pode transformar o robô controlado em um veículo a qualquer momento. No modo tradicional de ação/plataforma, essa ação só é possível com a aplicação do golpe especial do Transformer controlado. Esse ataque consome uma quantidade considerável de energia, mas, como é fácil repor a energia do robô, é muito fácil eliminar hordas e hordas de inimigos.

A destruição não salva a jogabilidade limitada

O game conta com os típicos elementos de combinação de movimentos durante combates com chefes. Movimentar os controles do Wii de acordo com as direções indicadas na tela é essencial para a vitória. Além disso, há mini games estrategicamente colocados em meio à ação. Exemplos? Que tal modificar jogo de espelhos para que um raio de luz atinja o alvo apontado na tela e certas portas sejam abertas? Nada muito complexo, mas...

Enfim, não há muito o que fazer neste game. À parte da ação tradicional, o game leva o jogador a experimentar algumas perseguições de carros (nas quais controlar os veículos é mais importante que causar o caos na forma de robô) e outros modos, como pilotar aviões. Não há nada que realmente renove a experiência e desperte a atenção dos gamers mais críticos.

A campanha é curta e não conta com nenhum diferencial de peso em relação ao que o ocorre em outros títulos do gênero. O máximo que o jogador pode fazer é finalizar a história nos dois modos de dificuldade e tentar coletar todos os itens secretos das fases. Esses itens desbloqueiam imagens, cenários dentro do Arena Mode e outros objetos pouco atraentes.

"Limitado" é a palavra

O que fazer além de experimentar a campanha principal? Embarcar no Arena Mode, o modo multiplayer no qual até dois jogadores pode, participar da pancadaria incessante contra hordas de inimigos. Cada um dos participantes escolhe um robô — Autobot ou Decepticon — e parte para o combate dentro do cenário selecionado.

Os maléficos Decepticons Nada mais simples: atirar, explodir e cuidar para que o Transformer controlado não receba sofra um dano avassalador. Cada mapa é dividido em etapas, que ficam cada vez mais difíceis. Mais nada. O modo multiplayer é, talvez, a melhor forma de representação da estonteante repetitividade que a jogabilidade apresenta.

Quanto aos aspectos técnicos, não há grandes problemas. Com exceção de poucos bugs visuais, de certos problemas na movimentação dos Transformers e do horrível sistema de câmera que pode irritar os jogadores em algumas ocasiões, o game felizmente é acessível, ainda mais para menores de idade.

A ambientação sonora merece um destaque, até porque destoa completamente dos visuais fracos que o pobre Wii apresenta. Os modelos detalhados dos robôs provavelmente formam a melhor característica gráfica e combinam perfeitamente com a boa qualidade apresentada pelos sons e pela trilha sonora que preenche a ação. No mais, nada de impressionante.


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