Análise de Transformers: War for Cybertron - Autobots

A guerra por Cybertron já começou. De que lado você ficará?

A desenvolvedora Vicarious Visions — a mesma de Marvel: Ultimate Alliance e Band Hero — já tem alguma experiência em adaptar títulos dos Transformers para a plataforma portátil da Nintendo.

A estratégia continua a mesma: duas edições, estreladas pelas duas facções — Autobots e Decepticons —, porém desta vez a produção não se inspira em nenhuma produção hollywoodiana e aproveita a já rica mitologia que engloba animações para televisão e quadrinhos.

O jogo é um prato cheio para os fãs das máquinas senticiêntes, mostrando o início da guerra entre Megatron (líder Deception) e Optimus Prime (líder Autobot). O jogo conta com gráficos de qualidade, jogabilidade adequada e algumas novidades em relação aos títulos anteriores.

A Vicarius Visions se sente muito à vontade com o gênero e, apesar de não criar obras primas, oferece jogos consistentes e divertidos. War for Cybertron não é diferente e, mesmo sem causar muito impacto, consegue agradar em vários aspectos, deixando uma ótima impressão para os jogadores.

Em resumo o jogo não é ruim e os problemas não chegam a distrair muito. Trata-se de uma bela adição à biblioteca do Nintendo DS, mesmo sem causar muito “impacto”. O título é desafiador, traz novidades em relação aos seus predecessores e conta com uma jogabilidade bem adaptada.

Deuses e robôs

Como na edição para os consoles caseiros, a trama é totalmente ambientada em Cybertron, planeta natal dos Transformers e corpo do deus robô, Primus. A história se desenvolve muito antes do primeiro contato com a Terra e mostra os primórdios da guerra entre Autobots e Decepticons.

Com a morte de Zeta Prime, Megatron enxerga o momento perfeito para iniciar uma revolta para restaurar a velha glória de Cybertron, mesmo que à força. Para impedir os planos de domínio planetário de Megatron, Optimus Prime — o inexperiente sucessor de Zeta Prime — reúne um grupo de robôs fiéis à causa, os Autobots.

A trama elaborada, que se divide em dois títulos — um dedicado aos Decepticons e outro aos Autobots —, é um dos pontos altos do jogo, mesmo porque a história é apresentada na forma de capítulos com textos e narrações de alta qualidade.

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Metaleiros

Somando os personagens das duas versões War for Cybertron conta com 30 robôs diferentes, cada um com transformações e combinações de armas particulares. Cada edição traz 15 Transformers que incluem grandes nomes da série como os já citados Optimus Prime e Megatron, além dos populares Bumblebee e Starscream entre outros.

O sistema de progressão do jogo é inteligente e faz com que o jogador desbloqueie e evolua os personagens gradualmente. Além disso, o título também permite que você controle dois robôs, um principal e outro secundário, que podem ser alternados a qualquer momento.

Essa dinâmica torna o jogo muito mais ágil e oferece um determinado grau e estratégia, haja vista as singularidades de cada máquina e suas respectivas combinações de armamento e transformações.

Outro aspecto interessante é que todos os robôs possuem um nível de regeneração, assim, você pode virtualmente morrer em combate que o seu personagem secundário assume o controle da ação enquanto o companheiro danificado se recupera em um modo de “espera”.

Pancadaria

Uma das novidades mais interessantes é a inclusão de um modo de combate corpo a corpo. Além dos tradicionais rifles de plasma e canhões a laser, os robôs também contam com maças, machados, espadas, escudos e outras “ferramentas” de combate.

O melhor de tudo é que os inimigos oferecem diferentes fraquezas, portanto, você deverá identificar qual é a maior vulnerabilidade do alvo — rajadas de laser, tiros de plasma ou um bom soco. Ao todo são mais de dez combinações diferentes de ataques a distância e diretos.

Img_originalTodos os robôs cabem em uma das três categorias: leves, pesados ou aéreos. Os Transformers leves são os mais equilibrados, misturando ataque e defesa, os pesados possuem forte armadura e são exímios no combate corpo a corpo, enquanto que os aéreos são os mais poderosos, porém mais vulneráveis.

As categorias adicionam ainda mais estratégia à jogabilidade, pois você deverá equilibrar a sua equipe levando em consideração as habilidades e poderes de cada robô escolhido para o combate.

Enigma eletrônico

Além de muita ação, o jogo também conta com desafios e quebra-cabeças interessantes, bem como boas seções de plataforma devidamente integrada aos cenários e à jogabilidade. Entre os desafios do jogo está a busca desenfreada pelos inúmeros dispositivos de aprimoramento escondidos pelo cenário.

A exemplo do que acontece em Marvel: Ultimate Alliance — outra produção da Vicarius Visions — você pode incrementar seus personagens com diferentes power-ups, que devem encontrados ao longo de cada estágio e depois passam a ficar a sua disposição no menu que antecede cada missão.

Robô planetário

Os chefes são verdadeiramente grandiosos — equiparando-se (proporcionalmente) à escala vista nos consoles caseiros —, especialmente se levarmos em consideração que a mitologia dos Transformers dita que todo o planeta de Cybertron é na verdade o corpo do deus robô Primus.

Um bom exemplo é a luta contra o guardião Autobot, Omega Supreme. De fato não é tão imponente quanto a sua versão do PS3 e Xbox 360, mas mesmo assim ocupa praticamente toda a tela superior do Nintendo DS, conforme arremessa mísseis em todas as direções.

Team death metal

A Vicarious Vision também adicionou um elemento multiplayer ao jogo. Robusto e com suporte para até quatro jogadores simultâneos, o multiplayer conta com modos competitivos e cooperativos como os tradicionais Versus e Team deathmatch.

Inutylus

O jogo até possui algumas utilizações para a tela inferior do Nintendo DS. Porém o uso é muito limitado e de fato não adiciona muito à jogabilidade. É verdade que pouco uso é melhor do que uso errado, mas o estilo e conteúdo do jogo previam várias utilidades interessantes para a tela sensível ao toque que acabaram passando despercebidas pelos desenvolvedores.

Dividir para conquistar

É verdade que o Nintendo DS possui várias limitações, todavia não há uma real justificativa para a divisão do jogo em duas edições — uma para os Autobots e outra para os Decepticons. Assim, fica evidente que se trata de uma estratégia de marketing para faturar em cima dos jogadores.

Olho eletrônico

Os gráficos são limitados, mas em nenhum momento prejudicam a jogabilidade. O grande defeito está na câmera — algo que já deu trabalho para a Vicarius Visions nas outras edições da franquia Transformers. O posicionamento e a movimentação são falhos e nada amigáveis, prejudicando muito a progressão nas seções de plataforma.

75 ds
Bom