O clássico ambiente caótico de Twisted Metal agora em disputas online.

Depois de um jogo original que convenceu muita gente a comprar um PS1 e algumas seqüências talvez um pouco menos inspiradas, a consagrada série Twisted Metal faz agora sua primeira aparição oficial no console portátil da Sony (tendo em vista que o segundo jogo da série disponibilizado na Playstation Network também pode ser jogado no PSP).E, não obstante as possibilidades um pouco mais enxutas do PSP, pode-se considerar que tanto a integridfade quanto a jogabilidade e a dinâmica dos jogos anteriores foram mantidos.

Twisted Metal: carros envenenados, caos e destruição

O mesmo pandemônio clássico. Embora não represente exatamente uma revolução na série, Twisted Metal: Head On dá uma cara nova a muitos elementos clássicos — e necessários — que garantiram o sucesso dos seus antecessores. O clima básico do jogo, é claro, permaneceu imutável: o jogador é colocado em uma arena absolutamente caótica e dinâmica a bordo de algumas das mais insanas máquinas sobre rodas jamais vistas. E, é claro, tem-se à disposição um arsenal nada menos do que apocalíptico e um radar extremamente vital. A impressão causada também ainda é a mesma: Twisted Metal tende mais para um jogo estilo FPS (first person shooter, ou, em português, tiro em primeira pessoa) do que para um jogo de corrida.

Além da jogabilidade, os fãs da série terão a oportunidade de rever algumas caras (e carros) conhecidas, já que alguns dos caricatos e exagerados personagens dos jogos anteriores marcam presença também no PSP. Entre eles, é claro que não podia faltar o emblemático Sweet Tooth, o diabólico palhaço do carrinho de sorvetes que acabou se tornando uma espécie de mascote de Twisted Metal. Também estão presentes Mr. Slam e sua buldozer (uma espécie de escavadeira modificada). Assim como acontecia nos jogos anteriores, cada corredor (15 no total) possui uma história própria que somente é conhecida terminando-se o jogo no modo história.

Bombas, metralhadoras e afins

É claro que o tipo de arsenal nada sutil que marcou as primeiras versões de Twisted Metal também está presente em Head On. Desde uma simples metraladora até uma devastadora (e não muito verossímil) espécie de bomba de energia. A idéia básica é sempre a mesma: algo que destrua o máximo possível no menor tempo possível. Há ainda a tradicional barra de boost que dá um impulso extra ao veículo (e que é compensada por um freio de emergência sem dúvida bastante efetivo).

As armas insanas, é claro, ainda estão presentes. Além das bombas, mísseis, minas e o napalm (um pouco diferente do que aquele que a maioria das pessoas conhece), cada corredor tem ainda à disposição um especial que lhe é característico. Enquanto o funesto Mortimer Scharf dispara uma espécie de míssil de energia a bordo de seu Shadow, Sweet Tooth dispara bolas de fogo e a loira Miranda Watts, conforme sugere o nome do seu carro, é capaz de provocar um tufão. É claro que as diferenças não ficam apenas nos especiais, já que cada carro possui também características próprias como resistência, velocidade máxima, etc.

Além das armas “convencionais”, ainda há a possibilidade de se utilizar alguns movimentos especiais limitados por uma barra de energia; cada um é conseguido mediante a execução de uma seqüência específica de botões. Pode-se, entre outras possibilidades, disparar raios congelantes ou envolver o veículo em um escudo protetor. Embora sejam artifícios bastante úteis, o problema é que o jogo algumas vezes acaba ficando um tanto centrado nesses movimentos que, além de tudo, são os mesmos para cada veículo; de fato, jogadores que dominam esses movimentos acabam mesmo tendo uma vantagem um tanto desigual.

Das pirâmides do Egito ao Coliseu em Roma

Em Head-on, as características arenas insanas de Twisted Metal usurpam vários lugares conhecidos pelo mundo. Pode-se estar correndo nas ruínas do Coliseu para, em seguida, passar para um verdadeiro caos herege entre as pirâmides e esfinges no Egito. Outras localidades incluem: Los Angeles, Russia, Grécia, etc. São ao todo 12 arenas (algumas inegavelmente inspiradas em jogos anteriores) além de algumas fases bônus escondidas.

Em relação aos gráficos, pode-se dizer que, embora o estilo clássico tenha sido conservado, há algumas sensíveis diferenças. No geral, pode-se dizer que os donos de PSPs não têm do que se queixar, já que os efeitos visuais aproveitam bem as potencialidades do console. Além do mais, a mesma velocidade insana de movimentos alternando entre “corre-vira-atira-corre-pega-item” ainda é capaz de provocar um ou outro deslocamento de retina! Além disso, a tela wide screen do PSP proporciona uma visão periférica bastante útil.

A ambientação sonora também cai como uma luva. Para embalar alguns dos momentos mais encarniçados dos jogo, há uma boa variedade que mistura rock com alguns riffs de guitarra que acabam intensificando a coisa toda. Também há algumas notas um tanto estereotipadas para fazer alusão a um ou outro lugar específico do globo.

Selvageria online


Há três modos de jogo em head-on; nenhum deles particularmente distintos em relação à jogabilidade. Para o modo história (history mode), deve-se passar por várias pistas e chefes destruindo, basicamente, tudo o que aparecer pela frente. No modo desafio (challenge mode), basta que o jogador escolha o seu piloto, a arena e os adversários: a IA do jogo cuida do resto. Já o modo enduro (endurance mode) é uma espécie de teste de resistência: deve-se avançar o máximo possível através de uma infindável quantidade de inimigos mantendo-se vivo durante o maior tempo possível.

...atira, vira, corre, vira, atira, atira, corre... A boa novidade fica mesmo nas possibilidades multiplayer. Head-on é um dos primeiros jogos para PSP a trazer uma gama completa de possibilidades para a conexão Wi-Fi, permitindo desde um verdadeiro pandemônio para até seis jogadores simultâneos até uma busca por desafiantes ao redor do globo.

As possibilidade para o modo multiplayer são aquelas que qualquer um já esperava. Pode-se participar de uma batalha entre times (team deathmatch) ou ainda partir para o clássico “cada um por si e Deus por todos”. Para dar a cada batalha um clima mais particular, é possível também fazer algumas alterações, tais como dar munição infinita, forçar todos os participantes a utilizarem um determinado veículo ou, ainda, tornar indisponíveis todos os itens de recarga de energia.

Twisted Metal: Head-on é um daqueles jogos produzidos sobre um verdadeiro fio de navalha. Sendo uma seqüência de um jogo reconhecidamente clássico, é de se esperar, é claro, que alguns elementos clássicos estejam presentes. Contudo, no atual, competitivo e instável mercado de jogos, inovação não é um fator a ser desprezado. Ao que parece, a mescla apresentada pela Incognito pode mesmo funcionar. Além do que, as boas possibilidades online provavelmente vão garantir uma longevidade respeitável.

79 psp
Bom