A aventura de Drake não para, mas quem perde o fôlego é você

Vídeoanálise

“Nossa, parece um filme!”. Com certeza, essa será a expressão que você, jogador, mais ouvirá quando estiver desfrutando de um dos melhores jogos do PlayStation 3: Uncharted 3: Drake’s Deception. A sequência de uma das séries mais importantes do console de sétima geração da Sony simplesmente eleva o patamar do gênero aventura, criando uma experiência que, além de ser totalmente cinematográfica, também consegue ser um verdadeiro exemplo de interação com o jogador.

Nathan Drake voltou e, ao lado de companheiros como Sully, Elena e Chloe, guia o jogador em uma aventura ainda mais intensa. O grande tesouro da vez está diretamente relacionado ao herói, que carrega consigo um anel originalmente de Francis Drake, um importante ancestral do protagonista. Após uma frustrada tentativa de golpe, Drake acaba lidando com Katherine Marlowe, a principal vilã do terceiro título, que também busca possuir o misterioso anel.

Com isso, a aventura vai tomando proporções cada vez maiores, obrigando o jogador a explorar diversas áreas diferentes. Independentemente de qual região do globo você estiver, uma coisa é certa: Uncharted 3 vai te surpreender. Mas será que o fôlego de Drake é suficiente para aguentar todo o jogo? Ou Uncharted 3 acaba cedendo em alguns pontos? É isso que você confere, sem mistério, nesta análise.

Uncharted 3: Drake’s Deception é uma obra que merece respeito. Além de elevar a cinematografia dos games a outro patamar, o título também se consolida como uma excelente aventura, regada por muita ação e momentos que deixarão seu queixo no chão. A Naughty Dog se superou, fez a melhorias necessárias e colocou Drake como um dos personagens principais de toda a história do entretenimento eletrônico. Se você tem um PlayStation 3, compre Uncharted 3.

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Uncharted 3: Drake's Deception gentilmente cedido por Compare Games.

Digno de cinema

Sem dúvidas, o que mais surpreende o jogador em Uncharted 3 é a sua atmosfera. Não é um exagero classificar o game como a obra mais cinematográfica do universo dos games, pelo menos no que cabe no gênero ação. Você deve se lembrar da famosa cena do trem em Uncharted 2, na qual todos se surpreenderam pela espetacular sucessão de eventos. Agora pasme: no terceiro game, temos não somente uma cena como esta, mas várias e de proporções muito maiores. Segure seu queixo.

Em jogo, Uncharted 3 traz uma dinamicidade sem precedentes. Você passará por telhados em chamas e escadarias que desmoronam completamente, que exigem habilidade do jogador e obrigam-no a tomar decisões rápidas para manter-se vivo. É esse ritmo que faz de Uncharted 3 um jogo tão cativante.

Você simplesmente não consegue parar de jogar o game pelo simples fato de você ter a certeza de que os próximos eventos serão ainda mais surpreendentes. Até mesmo os momentos em que você não joga conseguem empolgar, já que as cenas de corte contam com personagens convincentes e eventos que não deixam nada a desejar em relação ao que acontece na verdadeira ação.

A prova de que o título realmente merece seu mérito como exemplo de cinematografia aparece logo no começo da aventura, quando Drake e Sully participam de uma briga de bar que traz momentos de jogabilidade, cenas de corte e até mesmo os dois ao mesmo tempo.

Um aventureiro tupiniquim

Outro fato que não pode ser deixado de lado é o fato de que Uncharted 3 foi totalmente traduzido para o português brasileiro — mesmo que sua versão seja a estadunidense. O jogador pode escolher subtítulos, textos e áudio em inglês ou em português, o que agrada tanto a gregos quanto troianos.

Certamente, ainda há uma resistência dos conservadores em relação a jogos em português, mas o bom trabalho da Sony é incontestável. Além de oferecer uma dublagem de qualidade, mérito dos excelentes atores, muitos deles já conhecidos, a companhia também mostrou preocupação com o público de nosso país e deixou Uncharted 3 o mais acessível o possível. Só prepare-se para ouvir alguns palavrões!

A fórmula ideal

A jogabilidade de Uncharted 3 mantém a essência dos jogos anteriores da série. Temos uma bela mistura de plataforma com ação, resultando em momentos híbridos e característicos. A exploração continua em foco, com vários momentos em que o jogador deve se pendurar, saltar e esgueirar-se em locais perigosos.

Além disso, temos uma ação que dá inveja a qualquer jogo de tiro em terceira pessoa. Fora uma vasta gama de armas, o jogador ainda conta com a ajuda do próprio cenário para eliminar os oponentes, lançando bujões de gás que podem ser explodidos para eliminar vários inimigos de uma só vez.

Uncharted 3 ainda oferece uma série de quebra-cabeças distintos que surgem na medida certa para entreter o jogador e tranqüilizar um pouco seus ouvidos de tantos tiroteios. Se a situação parecer sem saída, os colegas de Drake surgem com dicas, que podem ser muito úteis caso nem mesmo seu diário de anotações funcione.

Chamem seus amigos!

O multiplayer de Uncharted 3 traz modos que, à primeira vista, não oferecem muitas novidades. Temos mata-mata em equipes, captura de objetivos e jogos em duplas, além de algumas variações. Entretanto, a novidade é o sistema de progressão, que segue as linhas da série Modern Warfare, permitindo que o jogador desbloqueie habilidades, armas e roupas para seus personagens. Um grande incentivo para a jogatina.

O ritmo do multiplayer é muito mais intenso do que a campanha, já que os jogadores são obrigados a explorar agilmente o local enquanto escapam do perigo. Escaladas, ataques corporais, tiroteios e muitas granadas: essa é a fórmula agitada que contempla o modo. O jeito é aproveitar tudo o que foi aprendido na campanha e utilizar ao máximo suas habilidades.

Destaque também para os mapas, que, assim como as habilidades especiais, tornam o modo mais dinâmico, já que oferecem eventos de contexto que alteram totalmente a estratégia.

Há também um modo cooperativo, com suporte para tela dividida, permitindo que até dois jogadores desfrutem de partidas com objetivos diferentes enquanto enfrentam oponentes controlados pelo computador. Certamente, um modo muito bem-vindo para seus colegas, que tinham de se contentar apenas como espectadores nas demais versões.

Um verdadeiro show

Os visuais de Uncharted 3 são sensacionais, tanto em termos técnicos quanto artisticamente. A variedade de efeitos de iluminação, que dá muito realismo ao game, impressiona, assim como as texturas de altíssima qualidade e a vasta gama de filtros. Tudo isso acompanhado por animações de qualidade, que se destacam tanto na jogabilidade quanto nas cenas de corte.

No áudio, destaque para a dublagem (independentemente do idioma) e também pela trilha orquestrada. Os ruídos que acompanham as surpresas do game, dando ainda mais ênfase a toda dramaticidade, também são elementos essenciais para a experiência.

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Poucos deslizes

Uncharted 3 é um jogo de poucas falhas. Talvez um dos problemas mais notáveis seja a linearidade excessiva do modo campanha, que leva o jogador a alcançar seu objetivo sempre de uma única maneira, eliminando possíveis caminhos alternativos para se escalar um edifício, por exemplo. Fora isso, a inteligência artificial também peca em alguns momentos e os inimigos comportam-se como se você não existisse.

A mesma limitação de explorar novos caminhos também aparece no modo multiplayer, no qual, muitas vezes, o jogador acha que pode escalar certo obstáculo, mas seu personagem simplesmente não interage com o objeto, resultando em uma morte frustrada.

Por fim, temos um pequeno atraso no tempo de resposta dos comandos — algo que deve ser corrigido em breve. Um modo online que exigisse menos disparos para finalizar o oponente também seria bacana, principalmente para os jogadores mais hardcore.

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