PlayStation Vita começa com o pé direito com a ajuda de Nathan Drake

O lançamento de Uncharted: Golden Abyss pode ser considerado como duplamente esperado pelos fãs. Primeiramente porque é mais uma aventura estrelada por Nathan Drake, um dos personagens mais carismáticos dos video games. Em segundo lugar, porque o título é o principal carro-chefe do PlayStation Vita, o alardeado novo portátil da Sony, e desde o princípio sempre prometeu fazer uso de todos os recursos do console.

Tudo começa quando Nathan Drake é chamado por um antigo colega, Jason Dante, para auxiliar a compreender o significado de símbolos encontrados em sítios arqueológicos localizados em meio às florestas do Panamá.

No lugar, Drake também conhece Marisa Chase, a neta de um arqueólogo que desapareceu enquanto explorava o local. Contudo, logo que o grupo começa a realizar progresso, um ataque sofrido mostra que há mais gente interessada nos segredos escondidos na região.

Em Golden Abyss, os fãs de Uncharted encontrarão uma experiência levemente diferente da presente nos consoles. A variedade dos comandos e o grande foco na exploração dos ambientes podem estranhar a princípio os velhos conhecidos da franquia.

No entanto, Golden Abyss é tão Uncharted quanto Drake’s Fortune ou seus companheiros com um numeral no título. Há bastante ação e reviravoltas no enredo para satisfazer a todo mundo que está sedento por mais aventuras com o descendente de Sir Francis.

Além disso, se Sully e Elena estão ausentes, Dante e Chase se provam como personagens muito interessantes e que ajudam a desenvolver a trama um pouco lenta do título. Dito isso, Uncharted: Golden Abyss pode ser declarado facilmente como o primeiro jogo a integrar a lista de títulos obrigatórios para qualquer um disposto a adquirir um PlayStation Vita.

Uma verdadeira massagem sensorial

Para muita gente, a chegada do PlayStation Vita significava a chegada de um PlayStation 3 de bolso. Enquanto cenários tão refinados como os de Uncharted 3 ainda não são realidade no Vita, Golden Abyss certamente se equipara visualmente com o primeiro game da série.

A tela de OLED também garante cores vivas e marcantes que enriquecem as paisagens. Outros destaques também ficam para a modelagem dos personagens, cheia de detalhes, e para os efeitos de e iluminação e sombra.

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No aspecto sonoro, a trilha de fundo mantém o padrão da série ao mesmo tempo em que os efeitos de som fortalecem a experiência de jogo. A dublagem também se mantém excepcional, com o tradicional destaque para Nolan North como Nathan Drake.

Muitas formas de jogar

Como parte da primeira leva de jogos do PlayStation Vita, uma das missões de Golden Abyss é também demonstrar todos os recursos apresentados pelo portátil. Um dos grandes trunfos da Sony Bend foi justamente realizar isso de uma maneira intuitiva e natural na maior parte dos casos.

Muitos comandos – como o caminho a ser realizado nas escaladas – pode ser feito automaticamente utilizando a tela de toque da mesma maneira que em jogos de celular. O grande trunfo da desenvolvedora, contudo, foi não tornar tudo muito fácil.

Enquanto também é possível utilizar os comandos tradicionais para atravessar os obstáculos, mesmo os comandos automáticos exigem do jogador. No caso das escaladas, é necessário traçar o caminho correto para que Drake consiga chegar ao topo de um paredão de pedra, ao mesmo tempo em que nas lutas mano a mano é preciso acertar o tempo e a direção dos toques.
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Já o acelerômetro do console é utilizado para garantir o equilíbrio de Drake em caminhos estreitos, enquanto o touchpad traseiro é usado para comandar a direção do aventureiro ao balançar em cordas.

Se havia o risco de tornar a jogabilidade cansativa, como acontece com muitos jogos que oferecem inúmeros comandos, em Golden Abyss ocorre justamente o contrário. Além de ser possível mudar os comandos a qualquer momento sem precisar mexer nas configurações do game, a Sony Bend também conseguiu tornar o jogo acessível a diferentes estilos de jogadores.

O diário de Drake

Um dos grandes pontos altos do game é o fato de que, desta vez, o jogador vivencia muito mais a experiência de exploração dos ambientes. Não que nos outros games da série isso não existisse, mas agora há muita a se fazer e encontrar.

Além dos tradicionais tesouros escondidos em meio aos cenários, há muito mais a se fazer em Golden Abyss, como o desafio de recriar as fotografias tiradas por Nathan Drake em sua exploração. Nele, quando o jogador encontra um local passível de ser fotografado, um ícone com uma câmera aparece no canto superior direito.

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A partir daí, o jogador precisa encontrar o local certo para realizar a fotografia e realizar o enquadramento como se estivesse empunhando uma câmera de verdade. Tudo isso seguindo as indicações do modelo original.

No diário, as fotos e os itens encontrados por Drake no decorrer da campanha são catalogados em seções específicas de um caderno virtual. Além de ajudar a verificar o que está faltando, folhear as suas páginas é interessante para compreender melhor os acontecimentos do jogo.

Quando a jogabilidade falha

Enquanto um dos maiores destaques do game é a sua diversidade de comandos – algo que ajuda todos os tipos de jogador a se adaptar à aventura –, nem tudo é perfeito quando se trata da jogabilidade de Golden Abyss.

Durante a ação, a maior parte das ações pode ser executada de diversas maneiras, mas justamente aqueles em que só há uma escolha são as mais maçantes. Assim, qualquer jogador que esteja acostumado a usar um joystick para navegar em menus irá ficar incomodado ao descobrir que aqui apenas a tela sensível ao toque pode ser utilizada nesta função.

Img_normalOutras ações dentro do game, como cortar mato com a ajuda de um facão, se tornam incômodas por não haver alternativas. É preciso sempre realizar “cortes” na tela utilizando os dedos. Por sorte, as ações são pouco frequentes para estragar a experiência principal do título.

90 psvita
Excelente