As coisas selvagens não estão aqui

Inspirado no filme homônimo — que por sua vez é a adaptação de uma das mais importantes obras da literatura infantil — Where the Wild Thing Are (ou Onde Vivem os Monstros, como foi traduzido para o português) tenta trazer para os video games o clima fantástico e profundo da obra criada por Maurice Sendak.

O livro, lançado originalmente em 1963, já vendeu mais de 19 milhões de cópias e recebeu uma sorte de adaptações para as mais variadas mídias, incluindo animações e até mesmo uma ópera.

Agora, em 2009, Where the Wild Things Are recebe uma nova versão, dessa vez para os cinemas. Sob os cuidados do aclamado diretor estadunidense Spike Jonze — o mesmo responsável pelos filmes Quero ser John Malkovich e Adaptação e por vários videoclipes de bandas como Weezer, The Breeders, Sonic Youth, Beastie Boys, R.E.M e Yeah Yeah Yeahs entre outros notáveis —, a história de Max e suas aventuras no mundo fantástico onde moram os monstros apresenta-se a uma nova geração ganhando também uma adaptação para os video games.

No entanto vale ressaltar que tanto o filme como o jogo pouco tem a ver com a história original, sendo que a trama do jogo também difere significativamente do que é contado na película. Basicamente você assume o controle do garoto Max, conforme ele chega a começa a explorar a ilha onde vivem os monstros (Wild Things).

Na verdade o jogo não é exatamente “horrível”, todos seus aspectos, por pior que sejam, estão equilibrados e no final das contas “funcionam”, no entanto tudo opera em um nível tão baixo que o jogo não consegue agradar em nenhum momento. Além disso, tudo é incrivelmente chato e nada inventivo.

Os jogadores casuais até podem tirar algum proveito desse título, já que trata-se de algo pouco desafiador (a campanha foi terminada em menos de seis horas aqui na redação do Baixaki Jogos), mas se você é um jogador mais exigente certamente passará longe desse jogo — mesmo um fã de jogos de plataforma (que exigirá algo mais desafiador).

No final das contas se você está procurando por algo divertido quem sabe não seja melhor ir atrás do livro, ou esperar até janeiro de 2010, para ver a adaptação cinematográfica nos cinemas brasileiros.

En passant

Jogadores casuais encontram um jogo moderadamente interessante. Em doses homeopáticas o jogador tem momentos de ação plataforma, combate e exploração de cenário. A campanha é curta, porém o jogo oferece uma sorte de missões secundárias (coletar vários objetos espalhados pela ilha) que por sua vez liberam códigos especiais “cheats”.

No ritmo da aventura

A trilha sonora e os efeitos de som são sem sombra de dúvida o ponto alto do jogo. As dublagens são outro destaque — mas infelizmente não se utilizam dos talentos presentes no filme (atores de renome como James Gandolfini, Forest Whitaker e Catherine O'Hara entre outros).

Artisticamente falando

Os gráficos são deprimentes (mas falaremos disso mais tarde), mas a produção artística é de boa qualidade. Se os problemas técnicos atrapalham muito o visual do jogo não pode-se dizer que o design seja exatamente ruim. Alguns cenários são realmente belos e os monstros (bom como Max) estão modelados de forma semelhante as suas contrapartes do filme.

Onde vivem as monstruosidades

Se o design é interessante todos os outros aspectos gráficos são lamentáveis. Independente da plataforma escolhida o jogo é feio. São texturas pobres, o tão odiado serrilhado e uma irritante instabilidade no framerate (fps) são apenas alguns dos aspectos negativos dos visuais presentes no jogo.

De novo!

A jogabilidade é extremamente repetitiva. Os segmentos que movem a história seguem uma estrutura similar que repete-se ao longo de todo o jogo. Saltar entre plataformas pode ser extremamente divertido (vídeo os jogos da série Mario), no entanto se os mapas não são criativos tudo torna-se enfadonho.

Além disso, o sistema de combate é pouco inspirado e basicamente fará com que você pressione incessantemente o botão de ataque. Não há sequer uma combinação de golpes, ou encadeamento de combos.

Para onde foi aquela plataforma?

O controle da câmera é essencial quando o assunto são jogos de plataforma 3D. posicionar o ângulo de visão contemplando todos os possíveis obstáculos e bases de apoio é de primordial importância. No entanto os desenvolvedores do jogo parecem não ter percebido isso, deixando o jogador a mercê dos péssimos ângulos que nem sempre revelam o cenário de forma apropriada.

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