A humanidade não poderia estar mais bem preparada para a invasão alienígena [vídeo]

Gameplay BJ

XCOM: Enemy Unknown é um game de estratégia tática que revive a famosa franquia X-COM, “desaparecida” há quase dez anos. A premissa do título segue a mesma ideia (hoje vista como clichê) da original: quando uma invasão alienígena coloca toda a raça humana em risco, um grupo de soldados altamente treinados (os chamados “XCOM”) é nossa única esperança.

O jogador, no controle do líder de toda a operação, precisa cuidar não só para que nenhum inimigo saia vivo de suas missões, como também precisa manter países apoiando seu projeto para ter recursos e conseguir investir na evolução de seus soldados. Será que este remake, baseado em uma proposta tão simples, pode dar certo? Confira o que achamos dele.

XCOM: Enemy Unknown é uma das mais gratas surpresas de 2012, superando em muito a expectativa do público e mostrando uma volta digna da franquia que deve agradar a qualquer fã da série original.

Mesmo que a dificuldade alta e alguns defeitos mínimos possam atrapalhar a experiência, a proposta única que ele traz, junto de sua execução impressionante tanto em gráficos quanto na jogabilidade, e a enorme quantidade de minúcias para controle fazem de Enemy Unknown um dos melhores títulos do gênero.

Seja na versão de PC (com seu exclusivo “Grid Mode”, que mostra uma malha quadriculada no cenário para facilitar o posicionamento) ou de consoles (com controles que não deixam nada a dever para o mouse e teclado), vale a pena dar uma chance para este incrível game, que promete muitas horas de uma jogatina tão emocionante que você nem mesmo vai lembrar que este é um game de estratégia.

Faça seu próprio caminho

Desde o começo do game, a liberdade oferecida por XCOM: Enemy Unknown é seu ponto de maior brilho. Você quer invadir a "base inimiga" em um ataque frontal – e possivelmente suicida? Fique à vontade. Prefere flanquear os adversários posicionando seus personagens para um ataque surpresa? Sem problemas. Quer invadir uma área atacando por pontos incomuns, como telhados e janelas? Isso é igualmente fácil de ser feito.

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Acredite, essas são apenas algumas das opções que você tem para um ataque. Em certas batalhas, é possível mandar um de seus soldados suprimir o fogo adversário para que outro personagem o ataque desprevenido; em outras, um dos seus humanos pode usar um ataque corpo a corpo de curta distância. Em resumo, opções não faltam.

Mas o mais interessante é que, em meio a tudo isso, há a possibilidade de simplesmente “criar” seu próprio caminho: uma vez que as estruturas do cenário são quase completamente destrutíveis, basta uma simples granada bem colocada para que aquela loja de conveniência lotada de aliens ganhe uma nova entrada.

Veteranos de guerra

XCOM: Enemy Unknown pode até não possuir personagens especiais, mas seus soldados estão longe de serem genéricos. Cada um deles possui vocações únicas, criando algo como um sistema de classes especialistas em armas pesadas, rifles sniper ou suporte.

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Com o avançar das missões, seus soldados comuns vão se tornando verdadeiros veteranos, ganhando novas habilidades que os deixam ainda mais perigosos ao enfrentar inimigos. E, ao mesmo tempo, é provável que você aprenda a ver cada um deles como um personagem único e com sua própria história – uma que foi criada por suas próprias mãos.

Seus personagens mais experientes ficam ainda mais significativos quando, depois de algumas horas, é liberada a possibilidade de dar poderes alienígenas para seus soldados, tornando-os sua arma mais preciosa.

Mais simples nos lugares certos

Quem jogou o primeiro X-COM já deve saber como a jogabilidade do game era complexa. Além de controlar um exército maior de personagens, havia diversas opções de ação para cada soldado. Por sorte, os comandos de Enemy Unknown são muito mais simples, permitindo que você se concentre na estratégia.

Mas se engana quem acha que isso quer dizer que o novo título é fácil. Muito pelo contrário: cada uma de suas decisões pode custar caro.

Há sempre a possibilidade da derrota por mandar um soldado avançar demais, deixando-o acidentalmente longe do resto da equipe enquanto alienígenas o atacam, ou mesmo por causar uma reação em cadeia de explosões que levam seu time junto com os adversários.

Dessa forma, é provável que você acabe se tornando um verdadeiro estrategista, avançando seus personagens com cuidado pelas missões, criando formações de ataque para proteger os integrantes do esquadrão e tirando máximo proveito das habilidades únicas de cada soldado.

Já passei por aqui...

Diferente do X-COM original, que possuía cenários randômicos, Enemy Unknown sofre com muitos mapas idênticos uns aos outros. Por isso, prepare-se para uma constante sensação de déjà vu ao passar por duas missões diferentes.

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Nem mesmo as texturas ou objetos do cenário são adaptados para a aparência do local em que sua tropa está. Seja uma missão de resgate nos subúrbios da China, uma invasão à base inimiga na Rússia ou uma tentativa de capturar um alienígena no Egito, todas as fases parecem se passar em uma cidade americana lotada de carros, postos de gasolina, lojas de conveniência e armazéns.

Câmera ruim

Assim como temíamos em nosso hands-on da demo do game, a câmera é um de seus maiores inimigos durante as missões. Certos ângulos expõem partes não projetadas dos cenários, e mover a tela de uma área aberta a uma fechada nem sempre deixa a cobertura de um mapa invisível, dificultando uma visualização precisa da posição dos personagens, por exemplo.

Por sorte, isso não é um problema tão grande, já que, por ser um game de turnos, é possível preparar cada ação com calma. Entretanto, o mesmo não pode ser dito das animações: não é raro que uma das estilosas cenas de tiroteio seja estragada por um ângulo de câmera bizarro que aponta para uma parede ou mesmo um soldado atirando para o lado errado.

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Difícil demais

Dentro das batalhas, XCOM: Enemy Unknown pode até ter se tornado mais fácil e livre que seu antecessor. Mas, infelizmente, o efeito é contrário quando, entre cada missão, é necessário evoluir as instalações da empresa.

O grande problema aqui é que escolhas ruins podem custar caro demais para o jogador. Assim, aqueles que não sabem, por exemplo, que a construção de satélites é uma das principais prioridades do game, provavelmente já está fadado ao fracasso, descobrindo o preço de sua decisão apenas horas de jogatina depois. E, nesse caso, ou você tem muita sorte para seguir em frente ou simplesmente começa tudo do zero.

Multiplayer sem polimento

Para aqueles que estavam se perguntando, é bom deixar claro que XCOM: Enemy Unknown possui um modo multiplayer. Nele, dois jogadores têm a possibilidade de travar uma disputa online em uma batalha entre humanos e aliens, usando pontuações fixas para comprar seus personagens.

Não há como negar que o conceito é bom; então por que ele faz parte da nossa lista de defeitos? O fato é que a ideia não é executada como devia, resultando em problemas de equilíbrio entre as duas facções – os alienígenas tendem a ser muito mais fortes – e fases ainda menores e mais repetitivas que na versão offline do game.

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