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XCOM: Enemy Within
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Arsenal renovado para lidar com a invasão de seres alienígenas

Felipe Gugelmin

Quando XCOM: Enemy Unknown foi lançado em outubro de 2012, confesso que não dei muita bola para o game inicialmente. No entanto, em questão de pouco tempo aproveitei uma promoção para conferir o jogo e digo que não me arrependi: após diversas mortes, reinícios e missões difíceis, completei o título sem perder o controle de nenhum país, o que somou um total de pouco mais de 50 horas de jogatina.

Conto essa história para deixar claro que fiquei bastante animado quando a Firaxis anunciou que estava trabalhando em Enemy Within, uma expansão que traria diversos conteúdos inéditos, incluindo a possibilidade de controlar unidades que são meio humanos e metade máquinas — segundo a empresa, as novidades eram tantas que o título teria que ser lançado de maneira independente nos consoles.

Após passar aproximadamente 30 horas matando alienígenas, humanos traidores e administrando minha base subterrânea ultrassecreta, devo dizer que grande parte do que o estúdio prometeu foi cumprido. No entanto, alguns probleminhas ainda impedem que a experiência se mostre perfeita.

XCOM: Enemy Within cumpre a tarefa difícil de pegar um jogo com uma base sólida e incrementá-lo tanto que é impensável retornar à experiência oferecida originalmente. Tal qual Age of Kings fez para Age of Empires 2 e Lord of Destruction fez para Diablo 2, a expansão é aquele tipo de conteúdo que se mostra essencial, contando com tantos elementos divertidos que é difícil pensar em jogar sem que eles estejam presentes.

Apresentando desafios inéditos e uma grande variedade de itens, o título é um daqueles que conseguem fazer até mesmo quem já dedicou dezenas de horas a Enemy Unknown gastar mais alguns meses de sua vida bolando novas estratégias e métodos de ataque. Pena que tudo isso vem acompanhado por diversos problemas que já incomodavam bastante no passado.

Em resumo, Enemy Within é um belo exemplo do que uma expansão deve apresentar, trazendo uma quantidade substancial de mudanças que ajudam a construir um título ainda mais divertido e desafiador do que o original. Caso você seja fã do trabalho feito anteriormente pela Firaxis, não é preciso pensar duas vezes antes de adquirir o jogo.

Ainda mais desafiador

Assim como acontece em games como Dark Souls, XCOM: Enemy Within pode ser brutal caso você não preste atenção ao que está fazendo. O jogo é daqueles que você vai recomeçar duas, três, quatro vezes ou mais até conseguir dominar cada uma das etapas necessárias para construir uma base eficiente e montar um grupo de soldados mortal.

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Se essa tarefa já era difícil na versão normal do jogo, a expansão torna esse processo mais complicado ao introduzir novos elementos nos quais você pode gastar seu escasso dinheiro. Especialmente durante o início da aventura, é difícil não ceder à tentação de investir em unidades novas somente para descobrir que, embora elas sejam poderosas, isso faz com que não sobre dinheiro para investir em satélites.

E não é somente a administração de sua base subterrânea que se torna mais complicada, já que as batalhas são povoadas por inimigos novos que exigem o uso de táticas diferenciadas para serem derrotados. A introdução do elemento conhecido como “Meld” também muda a maneira como desafios são encarados, já que, para obtê-lo, muitas vezes é preciso deixar de lado táticas cuidadosas, o que pode expor seus soldados a emboscadas.

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Para completar, a introdução de uma força humana oposta conhecida como EXALT adiciona uma nova camada estratégica ao título. Embora os confrontos diretos com o grupo não sejam tão difíceis (mesmo que envolvam o uso de um soldado sem armas nem proteções especiais), a capacidade que esse adversário tem de roubar recursos financeiros provoca bastante dor de cabeça.

O resultado é um game que parece novo e desafiador mesmo para quem já gastou dezenas (ou centenas) de horas explorando tudo o que Enemy Unknown tinha a oferecer. Assim como faz com a série Civilization, a Firaxis conseguiu desenvolver uma expansão repleta de elementos novos que, em vez de mudar a base na qual o jogo se sustenta, a complementa de forma a fazer com que as mudanças realizadas pareçam bastante naturais e lógicas.

Mais opções durante os combates

Para compensar essa dificuldade adicional que Enemy Within apresenta, são introduzidas novidades que ajudam a combater as hordas alienígenas que surgem com força reforçada. Usando o novo elemento conhecido como “Meld”, é possível investir na construção de unidades cibernéticas que misturam características da classe “Heavy” com o poder de fogo e a resistência das unidades “S.H.I.V.”.

Relativamente baratas de construir, essas unidades contam com habilidades especiais que as ajudam a abater facilmente inimigos que dependem da força física para atacar, além de contarem com explosivos que destroem barreiras usadas como proteção pelos adversários. Apesar de terem como contraponto o fato de eles mesmos não poderem se esconder atrás de coberturas, os soldados pertencentes a essa classe não precisam ficar internados no hospital caso sejam feridos durante batalhas.

O “Meld” também pode ser usado para desenvolver mutações baseadas nas características dos alienígenas que sua equipe de cientistas dissecou. Entre as opções disponíveis está a habilidade de pular grandes alturas e modificações que garantem a recuperação de energia ao final de cada turno, entre outras alternativas.

Além disso, agora há um sistema de medalhas que podem ser atribuídas a soldados específicos, melhorando habilidades como mira, defesa ou resistência — algo que torna ainda mais chocante quando um soldado veterano é morto durante um confronto. Para completar, o jogo introduz uma grande variedade de opções de personalização, permitindo que seu grupo de guerreiros tenha uma cara totalmente única.

Uma viagem ao redor do mundo

Um dos principais problemas de Enemy Unknown era o fato de que, embora sua equipe cumprisse missões que se desenrolavam em várias partes do mundo, as montanhas e cidades da França eram estranhamente idênticas àquelas encontradas no Japão — resultado do número limitado de mapas criados pela equipe de desenvolvimento.

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Felizmente, Enemy Within corrige essa limitação ao apresentar uma variedade de cenários muito grande, o que se reflete no fato de que raramente você sente que está simplesmente repetindo os mesmos desafios. Apesar de algumas das opções possuírem temas em comum, muitas delas foram construídas de maneira única de forma a permitir o desenvolvimento de missões com características diferenciadas.

Exemplo disso é uma missão na qual é preciso investigar os motivos pelos quais a população de uma cidade costeira desapareceu totalmente. Cumprido esse objetivo, é preciso movimentar rapidamente suas unidades de forma a escapar do local antes que ele seja bombardeado — tudo isso enquanto novos inimigos são gerados a cada turno.

Conteúdos anteriores já vêm inclusos

Caso você tenha jogado Enemy Unknown, mas não tenha investido nos DLCs disponíveis para o jogo, não se preocupe em adquiri-los. Ao investir na compra de Enemy Within, você leva os pacotes adicionais “Elite Soldier Pack” e “Slingshot Pack” sem ter que pagar nenhum valor adicional por isso.

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Com isso, a expansão se torna ainda mais interessante para os fãs da Firaxis que julgaram muito caros os preços dos conteúdos adicionais criados pelo estúdio ou simplesmente não se interessaram por eles. Em uma época na qual empresas criam cada vez mais maneiras de adquirir mais dinheiro, é admirável a decisão de oferecer esse DLCs sem nenhum custo adicional.

Os mesmos erros do passado

Embora XCOM: Enemy Unknown possa ser considerado um game bastante competente, ele possui vários problemas técnicos que irritam até mesmo ao jogador mais dedicado. Infelizmente, embora Enemy Within apresente uma grande quantidade de novidades, a Firaxis parece ter ignorado muitos defeitos, que voltam a dar a cara na expansão.

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O exemplo mais evidente disso é a câmera, que continua a adotar ângulos estranhos sem motivo aparente, o que atrapalha em muito a visualização da ação em diversos momentos. Além disso, não é incomum o jogo decidir focar em um novo inimigo enquanto seu personagem está se movimentando, o que gera um efeito desconfortável que pode fazer o jogador se esquecer da tática que ele havia planejado.

O sistema de controles também peca por ainda apresentar algumas imprecisões vistas na versão-base do jogo, especialmente quando se trata da versão de PC. Não raras vezes, você vai acabar movimentando seu personagem para um local totalmente diferente do planejado porque o ângulo de câmera adotado não permitiu selecionar uma área em específico.

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Embora não sejam fatores que vão fazer você desistir do game, esses defeitos incomodam muito, especialmente quando você já acumulou algumas dezenas de horas de jogo. O fato de eles serem velhos conhecidos dos fãs da série se torna especialmente decepcionante, já que isso prova que, ou a Firaxis não se preocupou em consertá-los, ou eles são parte tão integrante do código do jogo que não é possível corrigi-los sem prejudicar outras partes.

Multiplayer? Melhor passar longe

Embora o modo multiplayer de Enemy Within se beneficie com as mudanças feitas pela Firaxis, ele continua parecendo uma opção que foi adicionada “somente para constar”. Assim, se você não conseguiu se divertir com o que ele tinha a oferecer no jogo-base, dificilmente encontrará motivos para explorá-lo na expansão — felizmente, a campanha principal se mostra tão competente que não faz tanta falta poder jogar o título na companhia de amigos.

95 pc
Excelente

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