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10 jogos contemplativos que encantam sem trazer um pingo de violência

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Não é uma regra, mas certamente ao ouvir a descrição sobre um determinado jogo, esperamos entender um pouco sobre os gráficos, a jogabilidade e o combate. Afinal, como funcionam as lutas do game Y? “É ação? Quais são os inimigos?” Apesar de esperarmos isso como um padrão, uma obra de video game não precisa necessariamente que você enfrente adversários ou mate tudo que apareça na tela.

Por conta disso, decidimos fazer um alista com 10 games contemplativos e que trazem uma experiência sem matança, combate ou qualquer tipo de confronto. O foco aqui é trazer jogos gostosos de apreciar, de experimentar e passar um tempo absorvendo a narrativa ou olhando cenários bem construídos, ideal para quem só quer sentar na cadeira e aproveitar a viagem. Então vamos para a lista!

1 – The Witness

Sem dúvidas, The Witness não é um jogo que será apelativo para qualquer audiência. Tudo o que você tem ao alcance é uma ilha enorme, cenários lindos, um mistério no ar e centenas e centenas de puzzle para resolver. Certamente, o game pode parecer pouco atraente pela definição, mas é uma das maiores surpresas da última década.

Resolver quebra-cabeças por quase 100 horas pode parecer uma estranha recomendação, mas não se engane: The Witness oferece uma experiência embasbacante que, quando você menos perceber, vai transformar minutos do seu dia em horas de jogatina – e você vai aproveitar cada minuto da jornada.

2 – Flower

Não é fácil convencer alguém que um jogo sobre um sonho psicodélico de uma flor da cidade (e que deve coletar pétalas ao vento em cenários contemplativos) é uma ótima experiência. Sim, é algo bem fora da curva e com ideias bem estranhas, mas pode acreditar: quando o assunto é aproveitar a aventura relaxado, Flower tira de letra e sem um pingo de violência.

3 – Firewatch

Jogos narrativos tendem a ser 8 ou 80 para muita gente. Certamente, o fator replay bem reduzido e a experiência curta podem afastar quem pretende gastar o dinheiro sofrido do mês em um game como esse, mas, ao mesmo tempo, esses mesmos elementos são decisivos para criar a experiência marcante e incrível de Firewatch.

Na trama, controlamos Henry, um vigia voluntário que deve ajudar a evitar incêndios em uma floresta. Porém, o enredo é focado em um grande mistério que está ocorrendo no local e no desenvolvimento da relação do protagonista com Delilah, sua supervisora que só se comunica com ele através de um rádio. Além de ser lindo, a história é extremamente envolvente e entrega uma experiência única, mérito da ambientação construída com maestria.

Firewatch

4 – Abzu

Produzido por diversos ex-desenvolvedores da thatgamecompany, a mesma produtora por trás de Flower, Abzu é um jogo focado na exploração submarina e na movimentação por cenários soberbos, tudo com uma movimentação muito fluida. A ideia aqui é realmente sentar, relaxar e viajar a um som de Pink Floyd, sem se preocupar em matar, derrotar ou combater qualquer tipo de inimigo.

Abzu

5 – Gone Home

Para dar uma quebrada na lista, Gone Home não é o típico jogo contemplativo que encontramos por aí. Em vez de sair mundo afora em verdadeiras viagens de boa energia, o propósito aqui é outro. Ao voltar para casa depois de um bom tempo fora, Katie, protagonista da trama, encontra a casa de sua família vazia e deve tentar descobrir o que aconteceu por lá.

Pode parecer algo bobo e nada legal, mas acredite: vasculhar cada canto da residência e entender o que aconteceu vai agraciá-lo com uma experiência tocante e bem inesquecível, aproveitando a jogabilidade de exploração e apreciação do ambiente de uma maneira única. Sem dúvidas, um dos melhores jogos do gênero.

Gone Home

6 – Katamari

Que tal um pouco de humor para temperar a lista? Katamari definitivamente não é o jogo típico que encontramos por aí. Humor pastelão e excentricidade extrema fazem parte da temática completamente fora da caixinha deste game, que tem como objetivo ajudar um príncipe a absorver o maior número de objetos do cenário possível com a sua Katamari (uma espécie de bola) para criar novos corpos celestes na galáxia.

A parte contemplativa desse jogo é que cada nível traz uma ambientação distinta: uma feira ao ar livre, um zoológico, uma sala de aula e até o mundo todo. Em todos os casos, a arte de Katamari é realmente um ponto fora da curva e constrói cenários realmente únicos. Observar cada um deles nessa receita de bolo que envolve orignalidade e bom humor é divertido de uma maneira diferente da que você está acostumado.

7 –Journey

Outro jogo da thatgamecompany a aparecer na lista. Journey é um jogo um título minimalista que é altamente interpretativo e deixa os jogadores no cargo de entender a sua própria jornada e migração. Aqui, menos é mais. Quando você menos perceber, vai entender sobre o que a aventura é (mas não vamos dar o spoiler). De uma forma ou de outra, partir pela peregrinação pelos vastos e belíssimos cenários desse jogo é algo que poucos conseguiram replicar.

Journey

8 – Monument Valley

É estranho que com tantos games de console do gênero, um jogo exclusivo para smartphones esteja elencado por aqui. Mas pode acreditar: Monument Valley é tudo isso e mais um pouco. Trata-se de um jogo minimalista que usa a perspectiva dos cenários para criar ilusões de ótica e fazer a protagonista avançar.

A estética é encantadora e é ainda mais incrível analisar como cada canto do cenário é utilizado para criar ambientes que funcionam perfeitamente para as mecânicas do game. É até difícil explicar, mas basta dar uma olhada no vídeo abaixo para entender bem.

Monument Valley

9 – Dear Esther

Sem sombra de dúvidas, Dear Esther não é para qualquer um (basta dar uma olhada nos reviews da Steam para ver a recepção mista). O conceito de filme interativo é elevado ao máximo aqui, mas o ambiente e a trama são tão bem construídos que são charmosos e encantadores para quem deseja relaxar e aproveitar a viagem.

Dear Esther

10 – Sound Shapes

Quem disse que jogos contemplativos devem ter apenas gráficos bonitos? Sound Shapes tem sim o seu brilhantismo visual, mas a sua genialidade está em outro elemento: o áudio. Basicamente, o game é de plataforma, mas mistura notas musicais durante as fases que servem tanto para moldar o som delas quanto para testar os seus reflexos.

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