8 títulos de jogos incrivelmente... “Criativos”

8 títulos de jogos incrivelmente... “Criativos”

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Entre sequências, novos jogos e expansões, a maior parte dos games tem nomes pelo menos coerentes. Quer dizer, mesmo que a ligação com o conteúdo do jogo seja perigosamente abstrata — Dead Space, por exemplo, se refere ao ar inalado pelos pulmões que não chega a participar das trocas gasosas do organismo —, não é preciso muito tempo para que tudo se torne familiar.

Mas há também um povo particularmente excêntrico quando se trata de batizar uma nova criação. De fato, nomes como “Frogger: Helmet Chaos” ou “Beyond the Beyond” conseguem ainda deixar a dúvida: são frutos da mais pura criatividade ou de uma inocência rematada? Isso para não falar naqueles jogos que querem apresentar tema, desenvolvimento e conclusão em um único nome quilométrico.

Sim, os primórdios da indústria foram conhecidos por jogadas assim. Jumpman, por exemplo, pode ser um clássico hoje, mas é de se imaginar que o nome tenha soado incrivelmente simplório (besta) aos ouvidos da audiência da época.

Entretanto, jogos como “AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! — A Reckless Disregard for Gravity” ou o recente “Fairy Fencer F” fazem crer que, assim como em diversas famílias brasileiras, a falta de noção ao batizar rebentos continua em alta na indústria de jogos. Tanto que nós resolvemos aparecer com mais uma maravilhosa lista para o seu deleite. Confira.

Frogger: Helmet Chaos (DS, PSP)

É impossível ler “Frogger: Helmet Chaos” e não imaginar um daqueles geradores bizarros de nomes — este aqui, por exemplo. Quer dizer, embora o nome aí possa até fazer algum sentido, nos parece que o título lançado pela Konami em 2005 poderia perfeitamente ter ganhado um dos seguintes títulos:

  • Sexy Manlove in the Bayou
  • Hindu College City
  • Awesome Leisure Suit 1942
  • Insane Donkey Mission
  • Rushing Ninja Havoc
  • Medieval Fishing Returns
  • Almighty Desert Training
  • The Infernal Insect Fiasco
  • Alien Mall Saga
  • Crossdressing Prison Academy

Pois é, por que não?

Zeitgeist (PlayStation 1, PC)

É provável que filósofos como Hegel e Hume fizessem algumas indagações sobre a escolha da Taito para o seu título lançado em 1998 para PC e PlayStation 1. Basicamente, zeitgeist é um termo em alemão que se refere ao “espírito” de determinada época, de determinado tempo, referindo-se às suas características distintivas em relação a outros momentos históricos.

É claro que isso pode ter a ver com uma era dominada por traquitanas espaciais... Mas, de alguma forma, parece difícil acreditar em algum aprofundamento filosófico ali.

Jumpman (Apple II, Commodore 64, PC)

Ok, talvez “Jumpman” seja uma nome bastante honesto para o encanador da Nintendo — que viria a se chamar “Mario” apenas em títulos posteriores. Afinal, trata-se de um homem que pula. De qualquer forma, é impossível ignorar a possibilidade de certa preguiça mental por parte dos “batizadores” da Epyx à época.

Princess Tomato in Salad Kingdom (NES)

Confesse: este aqui tem seu charme. E também não se pode acusar “Princess Tomato in Salad Kingdom” (Princesa Tomate no Reino da Salada) de aleatoriedade, já que o game da Hudson Soft para o NES realmente trazia uma aventura com temáticas “vegetais”. Há quem garanta ainda que existiam belos melões no tomate (vá lá, essa foi inevitável).

Beyond the Beyond (PlayStation 1)

Como ir ainda mais “além”? Só resta uma opção, naturalmente. Você precisa ir “Além do Além”... E daí diretamente para a lista dos títulos mais sem noção da história do entretenimento eletrônico. Por algum motivo, alguém na Sony, em 1999, considerou que seria uma boa escolha.

Sticky Balls (Gizmondo)

Este é complicado, hein? Afinal, em tradução livre, Sticky Balls seriam “Bolas Grudentas”. Por algum motivo, fica a ideia de alguma patologia das partes baixas... Isso sendo até bastante inocente. Bem, um título bizarro para um jogo bizarro de uma plataforma igualmente bizarra. Tudo nos conformes, portanto.

AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! – A Reckless Disregard for Gravity (PC Windows, OnLive)

Recente, mas já clássico, AaaaaAAaaaAAAaaAAAAaAAAAA!!! – A Reckless Disregard for Gravity certamente concorre ao título de “Nome mais sem noção para um produto de entretenimento”. Mas, justiça seja feita, dada a temática, até faz sentido. Se pelo menos o jogo acompanhasse a “criatividade” do título.

Awesome Possum Kicks Dr. Machino's Butt! (SEGA Genesis/Mega Drive)

Certamente o título de uma batalha nada menos do que épica: “Awesome Possum Kicks Dr. Machino's Butt!” (“O Maravilhoso Gambá chuta a bunda do Dr. Machino”, em uma tradução livre). Entretanto, além do nome, há também outro dado digno de nota aqui: o game desenvolvido pela Tengen também foi o primeiro a trazer linhas de voz digitalizadas, em 1994. O problemas eram os diálogos:

O Maravilhoso Gambá: “Eu sou maravilhoso!”

Dr. Machino: “Você não é tão maravilhoso!”

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