Mais de 800 desenvolvedores assinam petição contra o sexismo na indústria

Mais de 800 desenvolvedores assinam petição contra o sexismo na indústria

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Mais de 800 desenvolvedores baseados na Suíça, incluindo funcionários da DICE, Ubisoft Massive, Mojang AB, Avalanche, Electronic Arts e Yage divulgaram na última sexta-feira (24) uma carta aberta a favor de uma indústria com maior “diversidade de igualidade”. A petição foi criada pelo Diversi.nu, grupo que se descreve como “uma força coletiva a favor de uma maior diversidade na indústria dos jogos”.

Em um artigo publicado no site SVD (traduzido pelo Games Industry International), os responsáveis pelo grupo fizeram referências implícitas ao “movimento” GamerGate — supostamente organizado com o objetivo de combater a “corrupção dentro da indústria”. Sem uma liderança nem exigências bem definidas, o grupo se tornou especialmente conhecido pelo assédio e ameaças de agressão à desenvolvedora Zoe Quinn (Depression Quest), à jornalista Leigh Alexander e à crítica feminista Anita Sarkeesian.

A vítima mais recente de ameaças foi a desenvolvedora Brianna Wu, que abandonou sua residência após um usuário do Twitter ameaçá-la e divulgar alguns de seus detalhes pessoais. A atriz Felicia Day também foi vítima da ação de alguns apoiadores do movimento simplesmente por expressar seu medo de ter suas informações privadas divulgadas caso opinasse sobre o GamerGate — algo que aconteceu instantes após sua declaração.

Entre aqueles que já posicionaram publicamente contra tais ações está a Entertainment Software Association, que afirmou que “não há lugar na comunidade de video games — ou em nosso sociedade — para ataques e ameaças pessoais”. Uma pesquisa recente conduzida pela Pew Research mostra que, entre os ambientes online, os games são considerados aquele que menos é receptivo a pessoas do gênero feminino.

Posicionamento a favor da igualidade

“Muitas pessoas já conheceme a história de sucesso de exportação de games da Suíça”, afirma a carta aberta do Diversi.nu. “Muito disso se deve ao fato de que video games não são mais um hobby para entusiastas sem apelo popular. Houve uma grande mudança nos últimos anos, não somente na Suíça mas em todo o mundo. É esse aumento de demanda que guia o crescimento do mercado e faz com que mais pessoas descubram o mundo de trabalho dos games”.

“Recentemente, nos deparamos com a terrível notícia de que mulheres que se posicionamento publicamente contra o sexismo estão sendo vítimas de ameaças e assédio por anônimos online a ponto de sua segurança física e de suas casas não poder ser garantida. Não deveríamos precisar dizer: ódio, intimidação e assédio nunca são aceitáveis”, diz o texto divulgado.

“A igualidade de gêneros é um dos fatores de sucesso da indústria de games sueca”, lembra a declaração. “A questão da diversidade é óbvia em um ambiente de trabalho internacional que recruta talentos de todo o mundo. Diferenças são necessárias para criar jogos para um público distinto. Muitos dos melhores jogos suecos são jogados igualmente por mulheres e homens, tanto jovens quanto adultos. Games se tornaram um hobby natural para todos”, finaliza a petição — que ainda está aberta para novas assinaturas através deste link.

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