9 vilões de games que se transformaram em mocinhos

9 vilões de games que se transformaram em mocinhos

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Tipicamente, um vilão é vilão até os ossos. É o sujeito que simplesmente se foca em tudo o que é ruim e desprezível, minando as esperanças e o contentamento alheios unicamente para poder “zoar” tudo — coroando o caos com uma bela risada macabra, naturalmente. Alguns deles, entretanto, têm suas recaídas.

E não faltam exemplos, na verdade. O espinhoso Knuckcles, por exemplo, teve sua entrada apoteótica nos jogos do Sonic chutando as partes baixas do bom ouriço, unicamente para se juntar à “causa” das esmeraldas pouco depois. Já a maquiavélica GLaDOS, após um início como antagonista, acaba por alterar ligeiramente as perspectivas no segundo título.

Mas há casos que beiram o absurdamente improvável, é verdade. Quer dizer, você sabia que o eterno vilão Bowser já lutou ao lado dos irmãos Mario em mais de uma ocasião? Isso bem poderia abalar a fama de “mau”, é verdade. Além destes, entretanto, há também aqueles sujeitos que são mais opositores do que caricaturas vis e desprezíveis — apenas estão do lado oposto da guerra e, eventualmente, acabam por juntar forças.

Enfim, os exemplos certamente são muitos. Mas vale a pena dar uma olhada nos nove abaixo. Mas vale o aviso: há um número bem considerável de SPOILERS. Siga por sua própria conta e risco.

Knuckles (Sonic The Hedgehog 3)

Quem jogou Sonic The Hedgehog 3 talvez ainda se lembre do início. Após frustrar os planos do Dr. Ivo “Eggman” Robotnik envolvendo sua terrível instalação militar espacial — o “Death Egg” —, o herói volta para a terra, ainda transformado em Super Sonic por conta do poder das esmeraldas. Ao chegar aqui, entretanto, ele é surpreendido pelo espinhoso Knuckles, que acaba surrupiando novamente as joias.

No fim das contas, entretanto, ocorria era o sujeitinho era manipulado pelo ego maligno do Eggman. Esclarecida a divergência, Sonic acabou por ganhar um novo aliado — para os bons e maus momentos, conforme os anos seguintes deixaram claro.

GLaDOS (Portal 2)

Sim, é verdade que no primeiro Portal não havia muita margem para dúvida: GLaDOS era simplesmente o computador “pragmático” que mantinha o controle sobre o imenso complexo destinado a ratos de laboratório — entre os quais o seu herói era, de fato, apenas mais um.

Mas as coisas mudaram consideravelmente no segundo título. Ali GLaDOS já contava com a ameaça em potencial do robô Wheatley. Ao final, bastou um episódio um tanto traumático para que a poderosa inteligência artificial colaborasse com o protagonista, Chell, a fim de enviar o inimigo em comum para bem longe.

King Dedede (Kirby)

É verdade que não há uma grande riqueza em termos de trama na série Kirby. Entretanto, mesmo as historietas da bolota rosa da Nintendo trazem consigo algumas reviravoltas curiosas. O rei Dedede, por exemplo. De pedra no sapato incondicional, o sujeito passa a ajudar o herói em Kirby 64: The Crystal Shard. Além disso, ele se torna um personagem jogável em Return to Dreamland — devidamente armado com um martelo.

Cranky Kong (Donkey Kong)

Talvez você não saiba, mas o macaco venerável que aparece no primeiro Donkey Kong possui um passado que bem poderia condená-lo. Trata-se, afinal, do terrível gorila que apartou o encanador de seu primeiro amor, Pauline, a qual era mantida cativa no topo de um edifício em construção. Curiosamente, entretanto, a moça foi esquecida pelo herói pouco tempo depois, já que Mario encontrou um novo amor. Coisas da vida.

Cecil Harvey (Final Fantasy IV)

O protagonista de Final Fantasy IV é o único a trocar de classe durante o jogo — o que também representou um retorno ao lado luminoso da força. Inicialmente um Dark Knight, o temível capitão dos Red Wings, Cecil lidera o ataque à cidade de Mist — ataque que acaba por deixar orfã a summoner (invocadora) Rydia, que acaba se juntando posteriormente ao personagem. Ao final, o que resta é um paladino lutando ao lado do Bem.

Revan (Star Wars: Knights of the Old Republic)

Revan é um sujeito que acabou se tornando “mocinho” a despeito da sua vontade própria. O sujeito era inicialmente um Lord Sith. Ao ser derrotado por um Jedi, entretanto, o sujeito acabou perdendo a memória — tornando-se espontaneamente um adepto da causa das boas pessoas da República, que lhe salvaram a vida.

Seja como for, a verdade sobre suas origens acaba aparecendo posteriormente em um confronto com seu aprendiz, Darth Malak. Mas aí as boas intenções já haviam se entranhado nele, ao que parece. Revan derrota seu antigo aprendiz e é condecorado “Cavaleiro Pródigo”.

Magus (Chrono Trigger)

Estritamente falando, Magus jamais foi realmente um vilão em Chrono Trigger. De fato, o feiticeiro acaba levando a culpa pela tentativa de destruir o mundo logo no início da história. Entretanto, quando Crono viaja no tempo para, supostamente, impedir Magus de invocar o devorador Lavos, a equipe acaba descobrindo de um jeito um tanto insólito que, no fim das contas, todos tem um objetivo em comum: destruir Lavos.

E nada de rancores, aparentemente. Afinal, mesmo Frog — transformado em anfíbio humanoide pelo mago — não foi propriamente resistente ao juntar forças com Magus.

The Arbiter (Halo 2)

Depois de falhar em sua missão de ceifar a vida do icônico Master Chief em Halo: Combat Evolved, um dos famigerados membros dos Convenant Elites acaba por ser enviado em uma missão suicida contra o herói. Não apenas isso, mas o sujeito se torna um dos personagens controlados pelo jogador.

Após algum tempo seguindo caminhos próprios, ambos acabam por se dar conta de que combatem uma ameaça em comum: os terríveis organismos “devoradores de vidas conscientes galáxia afora” conhecidos como Flood. Ademais, já um tanto descontente com o derramamento de sangue dos Convenant, o Arbiter acaba por ajudar a UNSC.

Loghain Mac Tir (Dragon Age)

Eis aqui um sujeito que não exatamente se tornou “Bom”, mas apenas trocou de lado. Ou, mais especificamente, reendereçou seus esforços pelo seu amado Reino — em nome do qual ele abandonou o rei em meio a uma batalha, ordenou os assassinatos dos Wardens e permitiu que elfos fossem vendidos como escravos. E isso tudo unicamente porque ele não confiava em mais ninguém para salvar Ferelden.

Não obstante, caso seja derrotado pela equipe do seu herói, Loghain se torna bastante grato caso sua vida seja poupada. Na verdade, ele pode até mesmo dar a própria vida pelos Grey Wardens quando a ocasião exigir — particularmente, na temível bagalha contra Archdemon, conduzindo, naturalmente, à salvação do planeta. De quebra, o sujeito ainda consegue recuperar o seu bom nome no Reino.

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