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A anarquia ameaça se instaurar na indústria dos games

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De acordo com Billy Pidgeon, analista veterano da indústria dos games, qualquer jogo que possua um orçamento de criação beirando os 100 milhões de dólares precisa de dois elementos para fazer sucesso, ou seja, ser realmente lucrativo para os desenvolvedores: avaliação Metacritic superior a 8,5 e vender entre 5 e 10 milhões de unidades.

Tal afirmação de Pidgeon foi enviada em nota ao site GamesIndustry, na qual ele aborda principalmente o desempenho da Square-Enix devido aos seus últimos investimentos e lançamentos. Nesse aspecto, ele afirma que a empresa ficou em uma posição difícil por ter se focado apenas em franquias single player, já que games multiplayer fazem mais sucesso no mercado.

Segundo Pidgeon, 2013 promete ser um ano difícil para a Square-Enix, pois não apenas há a saída iminente do seu CEO e presidente, Yoichi Wada, como também a empresa fez investimentos em jogos online, sociais e portáteis (o que inclui títulos free-to-play), os quais devem demorar pelo menos um ano para começarem a dar retorno financeiro. Além disso, outro complicador é o mercado de games AAA ser extremamente competitivo, apresentando empresas como Bethesda, Capcom, Xseed, entre outras, para “roubar” margens de lucro.

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O problema é generalizado

Seguindo essa linha de raciocínio, em entrevista ao site Bloomberg, o ex-gerente da EA e produtor de Battlefield, Ben Counsins, acredita que a indústria dos video games está em estado de caos, anarquia total, já que as grandes distribuidoras de jogos estão com dificuldades em manter funcionários devido ao crescimento avassalador dos títulos para plataformas móveis (iOS e Android, principalmente).

De acordo com a GameSpot, uma pesquisa recente realizada pelos organizadores da GDC 2013 entrevistou 2.500 desenvolvedores de jogos norte-americanos e descobriu que 58% deles pretende ter o seu próximo game lançado para smartphones ou tablets. Apenas 11% dos entrevistados estaria trabalhando com algum título para PS4 ou Xbox 720, enquanto apenas 4,6% estaria envolvidos com algum projeto do Wii U.

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Entre várias outras estatísticas, as principais conclusões possíveis são as seguintes: o mercado de jogos indie está crescendo; os desenvolvedores têm pouco interesse em consoles portáteis como PS Vita ou 3DS; a maioria deles não trabalha com distribuidoras (um terço usa fundos pessoais para criar os jogos); e, depois do mercado dos smartphones, o alvo mais visado são os computadores (PC e Mac), deixando os consoles por último na preferência dos desenvolvedores entrevistados.

Depois de tantos dados e opiniões de especialistas, nós do TecMundo Games queremos saber: qual a sua opinião a respeito do assunto? Você acha que a indústria dos games vai se voltar para o mercado dos smartphones e deixar os consoles da nova geração de lado ou essa falta de mão de obra seria apenas temporária? Não deixe de comentar abaixo!

Fontes: GamesIndustry, GameSpot, Bloomberg

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