Aliens: Colonial Marines pode levar US$ 1,25 milhão em acordo judicial

Aliens: Colonial Marines pode levar US$ 1,25 milhão em acordo judicial

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A SEGA of America deve despender em breve US$ 1,25 milhão para firmar um acordo no processo envolvendo o game Aliens: Colonial Marines. O game foi lançado em 2013, causando um desapontamento generalizado entre os fãs — os quais afirmavam que o produto encontrado nas prateleiras se diferia muito daquele originalmente apresentado nas feiras especializadas e materiais promocionais.

“Cada uma das ‘demonstrações reais de jogabilidade’ tinham por objetivo mostrar aos consumidores exatamente o que eles comprariam: um video game de ponta com características e qualidades muito específicas”, consta no processo.

O texto continua: “Infelizmente para os seus fãs, os réus nunca disseram a ninguém — fossem consumidores, críticos da indústria, revisores ou repórteres — que a ‘demonstração real de jogabilidade’ tinha muito pouca semelhança com o produto levado ao varejo, o qual foi vendido para uma ampla comunidade de compradores incautos”.

Gearbox deve permanecer na disputa

A saída da SEGA, entretanto, não exclui do processo a Gearbox, responsável pelo game. A desenvolvedora optou, no início do ano, por se retirar das negociações, excluindo-se de quaisquer acordos futuros entre as partes litigantes — tendo considerado o próprio processo “frívolo” logo de saída.

“A Gearbox nunca pertenceu a esse processo”, consta nos arquivos de moção. “A Gearbox é uma desenvolvedora de softwares de video game. Ela não foi nem uma publicadora e nem uma vendedora do jogo em questão.” A desenvolvedora afirma ainda ter “honrado as requisições da SEGA, a despeito das menções feitas no referido processo. “Neste ponto, entretanto, a Gearbox é obrigada a buscar sua legítima saída deste caso.”

Não que a SEGA realmente reconheça sua parte, é verdade. Em nota, a publicadora afirmou que optou pelo acordo por conta da imprevisibilidade de gastos que normalmente acompanha as batalhas em tribunais. De qualquer forma, ainda é preciso que o tribunal emita um parecer (favorável ou não) ao referido acordo, o que deve ocorrer no dia 17 de setembro.

Quem tem direito ao reembolso?

Além do pagamento feito às partes reclamantes — sendo a imensa maior parte destinada aos advogados envolvidos, é verdade —, uma seleta parcela de consumidores também deve ter o valor gasto com Aliens: Colonial Marines devolvido.

Caso o acordo seja firmado, haverá US$ 740 mil reservados para o reembolso, embora a quantia a ser repassada a cada consumidor não deva exceder o valor originalmente gasto com o título. Por fim, nenhum valor deve ser remetido à SEGA of America.

De acordo com os termos da última proposta, quem quiser um reembolso pela compra de Colonial Marines precisará remeter o nome, endereço de email, a data, o local em que comprou o jogo e o valor pago — isso caso a compra tenha sido efetuada até o dia 12 de fevereiro de 2013, inclusive.

Um dos demandantes está preso

Por fim, há algo que deixou o processo contra a SEGA of America um tanto mais “pitoresco”. Vale lembrar que a ação foi inicialmente movida por Roger Damion Perrine e John Locke, em abril de 2013. Entretanto, os demandantes moveram recentemente uma moção para retirar Perrine do processo, já que o sujeito “se encontra atualmente encarcerado na Pensilvânia [EUA]”.

A situação de demandante foi descoberta depois que os advogados de defesa da SEGA contrataram um detetive particular para descobrir onde, afinal, ele estava. De acordo com informações do condado de Westmoreland, o sujeito está atualmente atrás das grades aguardando julgamento por conta de três acusações, incluindo “agressão” e “ameaça terrorista” com a intenção de “aterrorizar outrem”.

Bugs, I.A. falha e áreas excluídas

Aliens: Colonial Marines foi lançado no dia 12 de fevereiro de 2013. O título recebeu inúmeras críticas negativas, boa parte relacionada a bugs variados e I. A. (inteligência artificial) deficiente — embora exista até mesmo um setor inteiro do mapa do jogo que aparece apenas na demonstração feita para a E3 (Electronic Entertainment Expo), o que foi crucial para a ação movida por "propaganda enganosa".

“Apesar de apresentar alguns méritos (que, em sua maioria, só serão aproveitados pelos fascinados pela série), o game falha bastante na tentativa de criar uma experiência interessante”, nós dissemos em nossa análise (confira o texto completo clicando aqui).

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