América Latina está na mira da Sony, que nada em rios de dinheiro com PS4

América Latina está na mira da Sony, que nada em rios de dinheiro com PS4

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O posicionamento que a marca PlayStation tem hoje no mercado é de suma importância. A Sony adota uma postura firme perante a concorrência – no caso aqui, o selo Xbox, cujo número de vendas cresce e também se consolida –, com localizações de jogos, promoções e benefícios a assinantes da Plus, além é claro, do pelotão de exclusivos.

Durante uma conferência entre investidores da Sony que ocorreu em Tóquio no começo desta semana, Andrew House, presidente e CEO da companhia, discorreu uma longa apresentação sobre a atual situação dos negócios que envolvem a marca PlayStation, tocando em diversos pontos relevantes.

Na visão do executivo, o desempenho da marca PlayStation, do ponto de vista dos negócios, está “em algum lugar entre o segmento de eletrônicos e o de entretenimento da Sony”. Em seus 10 anos de casa, House disse que a marca construiu melhores relacionamentos dentro dos projetos do segmento eletrônico, trazendo benefícios “intertextuais” como o Remote Play. A divisão de jogos, de acordo com o presidente, está “confortável” com sua posição organizacional e estratégica dentro da companhia.

O ecossistema PlayStation e a força da marca para os próximos anos

Minucioso, o executivo comparou o desempenho das vendas no ano de lançamento do PlayStation 3 com a chegada do PlayStation 4 e deu um panorama dos planos para os próximos anos.

Os custos com hardware e arquitetura foram “extensivos”,  e o mercado passou por muita “volatilidade” nos últimos anos, nas palavras do CEO, mas a escolha por uma arquitetura simples no PS4 foi o maior acerto da empresa. Ainda assim, House admitiu que os custos por uma superprodução AAA aumentaram significativamente e que o mercado digital traz “fluxos de lucro”.

Jogos adiados não interferiram no desempenho da marca; PS4, novo PS Vita e PS Plus lideram lucros na companhia

Durante a apresentação, House tocou numa questão que incomoda a indústria e, é claro, os jogadores: a quantidade de jogos adiados e de que forma isso impacta o desempenho da marca no mercado. A verdade é que os lucros da empresa aumentaram com o PS4, o lançamento de um novo modelo do PS Vita e a PS Plus, que colocou alguns pilares em planos que exigem assinaturas convertidas em benefícios aos clientes.

Planos até 2017: conquistar US$ 11 a US$ 13 bilhões em vendas

Os planos não param por aí. A ideia, até o término do ano fiscal de 2017, é aumentar as vendas entre US$ 11 e US$ 13,5 bilhões, com margem contínua de lucro de 5% e 6%.

O presidente não chegou a divulgar números precisos de vendas e apenas deu um overall do atual cenário. Para 2015, House confia piamente nos exclusivos programados (Uncharted 4: A Thief’s End, Bloodborne, The Order: 1886, entre outros).

Boa notícia: prioridade na América Latina

Os trabalhos em cada região do mundo continuam sendo “estratégicos”, diz House. E nesse nicho se inclui a América Latina, na qual o Brasil está alocado. Na conferência, o presidente disse que a Sony quer “entregar novas experiências a jogadores casuais e hardcore” e que a empresa deve aprimorar o serviço PlayStation Now nos próximos meses.

De acordo com o CEO, a ideia é melhorar os recursos do PS4 e manter “vantagens fortes e competitivas” em mercados como o latino-americano e o chinês.

Mercado asiático em alta – com games exclusivos ao PS4 feitos na Coreia do Sul

A G-Star, um dos mais importantes eventos de games da Coreia do Sul, acabou de terminar – e o BJ esteve lá –, mostrando belas novidades vindas da terrinha. As vendas por lá “vão bem”, de acordo com House, se comparadas ao resto do mercado asiático. Até mesmo games americanizados, como The Last of Us Remastered, vendem extremamente bem por lá.

Ao lado de Taiwan, a Coreia do Sul é o país em que o PS4 mais tem força. Tanto que a produção e o desenvolvimento locais de jogos por lá devem “mudar de figura” nos próximos anos. O executivo disse que a situação “definitivamente vai mudar” e que diversos portes de PC devem chegar ao PS4. E não é só isso: muitos títulos desenvolvidos na Coreia do Sul exclusivamente ao aparelho darão as caras, mas a Sony nada pode falar a respeito do assunto por enquanto.

O cenário é promissor para a marca e acirra ainda mais a concorrência. A Microsoft, por exemplo, sempre liderou o mercado norte-americano – quadro que está diferente com a guinada do PS4 –, ao passo que a Nintendo passeia com folga no topo do mercado japonês.

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