Análise em progresso: Bloodborne - Parte 2

Análise em progresso: Bloodborne - Parte 2

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Sinceramente, acho que não tem coisa melhor pra nós, gamers, do que jogar um título caprichado e que literalmente mexa com nossas emoções. Pode ser um jogo de terror, um game dramático ou, obviamente, um RPG de ação. O fato é que despertar emoções, quaisquer sejam, é uma tarefa complicada em qualquer meio artístico. Com Bloodborne, eu vivo uma relação de amor e ódio que, a cada dia, se intensifica.

Quem acompanha o BJ sabe que já postei minhas primeiras impressões do jogo. Agora, rumo às 50 horas, volto para continuar a minha história truculenta, porém extremamente satisfatória, ao lado de Bloodborne. Ainda não terminei o game. Ainda não descobri todas suas áreas extras, seus chefes e seus itens. Ainda não descobri Bloodborne. E estou extremamente feliz por isso.

Nadando com os caçadores

Desde meu último texto sobre o jogo, a principal novidade é o modo online, que ainda não estava disponível quando postei minhas primeiras impressões. O modo finalmente foi liberado, na noite anterior ao lançamento do game, e então pude conferir as promessas do sistema.

A parte online sempre foi essencial na franquia Souls e, mais uma vez, sua utilidade não deve ser subestimada — ainda mais por deixar o jogo ainda mais divertido. Aqui, o online funciona com itens diferentes: temos três sinos: o Sino de Invocação, Sino Ressonante Pequeno e Sino Ressonante Sinistro.

O primeiro deles, de invocação, faz o papel que o nome sugere: você vira o anfitrião e convida jogadores para entrarem em sua partida. E ao contrário dos games anteriores, a ação de busca por um parceiro é contínua a partir do momento em que você badala o sino.

Ou seja, você pode tocá-lo assim que chega em uma área e continuar explorando ela até, subitamente, ser surpreendido por uma invocação. Mas, fique atento, pois o Sino de Invocação consome Discernimento a cada batida, que é uma espécie de moeda especial, como a Humanidade em Dark Souls.

Quem quer ser sumonado também tem um trabalho fácil: basta tocar o Sino Ressonante Pequeno. Ele não exige um ponto de discernimento e também é contínuo, permitindo que você mate uns monstros e pegue itens até ser encontrado por outro caçador. Ao ser sumonado, fique atento, já que sua vida diminui significativamente e um inimigo simples pode se tornar uma ameaça muito maior.

Outro detalhe bacana: ao contrário do que acontecia na série Souls, aqui você não surge do lado do anfitrião, mas sim no exato local em que estava em seu mundo — o que também faz do loading algo quase imperceptível. Sendo assim, ao ser sumonado, cabe a você encontrar o anfitrião antes que ele morra.

A Dama do Sino e o combate PVP

Mas, como era de se esperar, nem tudo aqui é moleza. Na realidade, nada aqui é moleza. E a prova disso é a Dama do Sino. Ao invocar um amigo para uma partida cooperativa, você também chama para seu mundo uma assustadora mulher trajando um velho vestido preto. E o papel dela é bem simples: chamar invasores para seu mundo.

Quando isso acontece, você inicia uma busca frenética para tentar encontrá-la antes que ela consiga cumprir o objetivo. E o mais tenso é que ela aparece em lugares diferentes e normalmente cercados por inimigos ou de difícil acesso. Para auxiliar no processo, fique atento ao som sinistro do sino, que aumenta conforme você se aproxima. Ao encontrá-la, desça a porrada sem medo, já que ela não revida.

Em algumas regiões do jogo, a Dama do Sino já está lá esperando pelos caçadores, mesmo que estes estejam sozinhos. Isso aconteceu comigo, tentei correr para encontrá-la e até consegui visualizar aquela figura tenebrosa de longe. Mas, um jogador foi mais rápido e logo meu mundo estava invadido e o objetivo mudou. Eu precisava sobreviver, mas sabia que ia ser difícil, ainda mais numa área nova.

Rapidamente procurei um local mais aberto possível e tentei memorizar onde estavam aqueles traiçoeiros obstáculos, que habitam praticamente todo cenário de Bloodborne. Então, me escondi perto de algumas pedras e aguardei enquanto procurava itens em meu inventário que poderia favorecer minha luta.

Finalmente, o inimigo cruza minha frente, visivelmente à procura de sua vítima. Não pensei duas vezes e fui correndo dar os primeiros golpes, com uma mistura de fúria e medo que fizeram com que minha stamina acabasse rapidamente.

A batalha foi longa e notei que o ato de curar-se se tornou algo constante, tanto para mim quanto para o oponente. E como essa ação é bem mais rápida do que os jogos na série Souls, ela raramente pode ser punida. Em contraparte, a batalha se mostrou muito, mas muito mais agressiva do que acontecia na série Souls, em que, normalmente, os personagens ficavam dançando até que alguém finalmente encaixasse um Backstab — ataque feito pelas costas do inimigo, que ativava uma animação especial e era extremamente poderoso. Aqui, a porrada é direta e, com os dashs, tivemos um show de agilidade.

No final, acabei cometendo um grave deslize e me tranquei em um canto. O inimigo, sem dó, desferiu golpes até acabar com minha vida, mostrando sua vitória com um dos gestos pré-definidos do game. Eu não aguentei os golpes e isso acontece com todo mundo, já que o atributo Equilíbrio agora é inexistente.

Ainda tem muito mais

Desde que comecei a jogar, descubro algo novo praticamente todos os dias. Áreas secretas, quests secundárias e reviravoltas absurdas em locais que eu já achei que conhecia totalmente. Recentemente, descobri que o jogo conta com um sistema semelhante às Covenants de Dark Souls, e estou louco para saber como isto se comporta aqui.

Sei que ainda tem muito mais, isso sem contar as masmorras procedurais, chamadas Chalice Dungeons, que ainda nem toquei. Vou voltar para Yharnam para tentar descobrir o máximo possível e, semana que vem, volto com cicatrizes, histórias e análise completa. Espero vocês. Umbasa!

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