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Arkane: “Jogos como Dishonored são difíceis de vender”

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Conforme se vê em menções da Bethesda aqui e ali, Dishonored agora é considerado pela publicadora como “uma franquia”. A novidade não poderia ser mais animadora para a Arkane Studios, naturalmente — sobretudo quando se considera o desafio particular da série. Em entrevista ao site Rock, Paper, Shotgun, a desenvolvedora afirmou que jogos estilo Dishonored não são difíceis apenas de criar, mas também de vender.

“É muito revigorante para nós, porque se trata do tipo de jogo que nós sempre quisemos fazer”, disse o co-diretor criativo do título, Raphaël Colantonio, em entrevista ao referido site. “Eles sempre foram difíceis de vender.” Entretanto, foi justamente o sucesso comercial inesperado do primeiro game que fez com que a Bethesda adotasse uma postura favorável à continuação.

Um desafio comercial

Naturalmente, a própria Arkane Studios se questiona sobre o bom desempenho de Dishonored e, consequentemente, sobre o porquê da aceitação difícil de títulos do mesmo naipe. “Eles não são acessíveis o suficiente? O mercado realmente não é para eles? A publicadora não chegou a entendê-lo? Nós não fomos bons o suficiente? Eu não sei”, diz Colantonio, reforçando o desafio comercial que games do gênero representam.

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A despeito do histórico, entretanto, o momento parece ser propício para abordagens semelhantes. “O sucesso nos diz que devemos manter os valores atuais e continuar a fazer esse tipo de game.”

Um desafio tecnológico

De acordo com o projetista, as plataformas atuais são desenvolvidas o suficiente para permitir que títulos com a profundidade de Dishonored possam emergir em toda a sua glória.

“Eu acredito que o hardware hoje seja suficientemente poderoso para aceitar esses games, com toda a profundidade e memória que eles exigem, algo que representava um verdadeiro desafio há alguns anos”, disse ele. “Dessa forma, tudo isso nos diz, mais claramente do que nunca, que nós devemos continuar com projetos dessa natureza.

Dessa forma, a chegada das novas plataformas não poderia ser mais providencial. “A próxima geração será focada, sobretudo, em memória. Isso representará uma grande diferença para nós”, afirma. “Mais memória significa mais entidades, mais densidade, mais I.A. (inteligência artificial) com mais variações em suas animações, fases maiores com menos telas de carregamento etc.”

O jogador em primeiro lugar

A despeito do sucesso comercial e de novas possibilidades tecnológicas, a Arkane afirma que manterá seus valores atuais para desenvolver jogos — sejam ou não parte da franquia Dishonored. “Trata-se, acima de tudo, de interatividade e de escolhas, de consequências para as suas decisões, de ter várias formas de executar as coisas, de explorar, de possuir verticalidade e de todo tipo de ferramenta para os jogadores.”

Para Colantonio, o importante é levar os jogos, cada vez mais, em direção a ambientes simulados e com experiências mais verossímeis. “Os jogadores estão no foco, não as decisões do designer. Esse será o fundamento de todos os nossos jogos daqui em diante. Quanto mais poder e memória nós tivermos à disposição, maiores serão as possibilidades para os jogadores”, conclui.

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Quanto aos novos rumos, a Arkane se mantém reticente. Entretanto, com o os planos de DLC para Dishonored concluídos, há quem diga que a desenvolvedora pode voltar os olhos para Prey 2.

Fonte: Rock, Paper, Shotgun

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