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Assassin’s Creed 4: “Desenvolver para a atual geração foi um pesadelo”

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Assassin’s Creed 4: Black Flag conseguiu provocar um belo espetáculo gráfico no PlayStation 3 e também no Xbox 360. Entretanto, o resultado não veio sem um esforço hercúleo por parte da equipe da Ubisoft Montreal — toda ela orientada para produzir versões que não devessem muito às da próxima geração de consoles.

Na verdade, de acordo com o diretor do game, Ashraf Ismail, o trabalho foi equivalente a um pesadelo. “Desenvolver [para o Xbox One e o PlayStation 4] foi bastante tranquilo, já que ambos estão bem próximos do PC”, afirmou Ismail enquanto esclarecia as dúvidas de vários fãs no Reddit. “A atual geração foi muito difícil, foi mesmo um pesadelo.”

Muito diferente do trabalho nas novas plataformas, ele reforça. “Tanto o Xbox One quando o PS4 foram fáceis de lidar, e as companhias estavam ambas presentes para nos ajudar.”

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Não que tenha corrido tudo às mil maravilhas, é verdade. “O único ponto duvidoso surgiu ao tentar entender os requerimentos tanto da Sony quanto da Microsoft para os consoles. Eles mesmos tentavam entender isso.”

Por fim, no que se refere à programação para o novo DualShock, Ismail volta à tecla do “simples e tranquilo”. O novo recurso exclusivo do controle do PlayStation 4 deve servir para navegar pelo mapa, adicionar pontos de referência, aproximar a imagem etc.

AC moderno e o futuro de Connor Kenway

Os fãs da série aproveitaram a ocasião no Reddit para, digamos, “prospectar” os limites futuros de Assassin’s Creed. Por exemplo: será possível encontrar um AC contemporâneo nas prateleiras em algum momento? “Eu duvido que nós cheguemos a fazer um Assassin’s Creed que se passe nos dias atuais”, disse o roteirista darby McDevitt.

“Há muitos mecanismos que precisariam ser desenvolvidos para que isso se tornasse crível — veículos, cidades modernas plausíveis, diversas armas de longo alcance etc.” McDevitt afirma que a contemporaneidade deve permanecer mais como um “contexto” para jogos futuros, algo para “amarrá-los todos juntos”. Entretanto, ele provoca: “Watchdogs deve aplacar a necessidade de um AC moderno. É só esperar”.

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Também não faltou quem imaginasse que a história do protagonista de Assassin’s Creed 3, Connor Kenway, poderia ganhar um tratamento semelhante à de Ezio Auditore da Firenze —com o curta-metragem Embers. “Não desta vez. Embers tomou seis meses de desenvolvimento. Foi um projeto grande e adorado por todos, mas aquelas equipes estão ocupadas fazendo outras coisas agora.”

Não que seja realmente necessário abandonar a esperança em relação ao formato transmídia. “Nós realmente adoramos aquele projeto, e talvez tomemos o mesmo caminho novamente um dia. Mas ele reforça: a história de Connor dificilmente terá continuação no futuro.

Assassin’s Creed 4: Black Flag foi lançado para PlayStation 3, Xbox 360 e Wii U no último dia 29 (confira a análise completa do BJ). O game deve dar as caras no PS4, no PC e no Xbox One nos dias 15, 19 e 22 de novembro, respectivamente.

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