BGS 2017: Dolmen mostra a evolução que um ano pode trazer
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BGS 2017: Dolmen mostra a evolução que um ano pode trazer

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Na BGS 2016, Dolmen chamou nossa atenção por trazer um game no melhor estilo Dark Souls que já mostrava uma boa qualidade mesmo tendo sido feito em somente 45 dias. Em 2017, voltamos a falar com a equipe da Massive Work Studio para ver o andamento do game e estamos surpresos com a sua evolução.

Do ano passado para cá, o jogo passou por uma mudança radical: em vez da engine Unity, agora a equipe trabalha com a Unreal Engine 4, que deu um novo nível de qualidade visual à experiência. Misturando armas à distância com equipamentos mais físicos, o jogo nos leva a explorar Revion Prime, planeta alienígena que passou pelo equivalente a uma guerra mundial.

Dolmen

Conversamos com Marcos Antônio Neves e com o modelador Abraão Carlos Freitas durante a BGS 2017, e eles nos explicaram um pouco o que mudou no game desde o ano passado. Segundo Marcos, a transição de engines e o tempo adicional de desenvolvimento ajudaram a equipe a se aproximar mais e encontrar os melhores caminhos para a criação desse novo universo.

“No momento em que a equipe foi se tornando um grupo mais orgânico, não só eles já se conheciam, como também reconhecemos o espaço de colaboração de cada um, e essa transição de certa forma acompanhou esse nível de proximidade que foi construído”, explicou. Segundo ele, a base da aventura foi mantida na Unreal Engine 4 no que ele chamou de um “reboot maravilhoso”.

“Estamos reafirmados em uma identidade que vimos amadurecer”, explicou o desenvolvedor. Enquanto é possível sentir a influência que séries como Mass Effect, Dead Space e Dark Souls têm no game, também há elementos inspirados em filmes como “Alien” e “Prometheus”, entre outros, no que ele classifica como um “mosaico cheio de prismas diferentes”.

Grande aprendizado

Responsável por criar algumas das armaduras de Robin em Injustice 2 — incluindo a roupa principal do personagem —, Abraão Carlos Freitas vê o desenvolvimento de Dolmen como uma experiência de aprendizado. “Trabalhar em uma equipe de games, principalmente no Brasil, é aprender muito. A comunicação é algo importantíssimo para a equipe”, explicou.

Trabalhar em uma equipe de games, principalmente no Brasil, é aprender muito

Segundo ele, trabalhar em um game independente exige uma versatilidade maior dos desenvolvedores e um melhor trabalho em equipe. Ao todo, o desenvolvimento de Dolmen contou com a participação de 50 pessoas até o momento, sendo que a equipe permanente do game tem aproximadamente 20 pessoas.

Entre os elementos que vão diferenciar a aventura de outros games do estilo está o fato de que partes de inimigos muitas vezes podem ser usadas como armas ou elementos para criar novos equipamentos. Segundo Abraão, a intenção foi elaborar armaduras com elementos bastante orgânicos, que aos poucos vão deixando de lado a roupa mais “mecanizada” usada no começo da aventura.

Campanha no Kickstarter e Acesso Antecipado

Para ajudar no desenvolvimento de Dolmen, a Massive Work Studio planeja lançar uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter em janeiro de 2018. Entre as recompensas prometidas pela equipe estão quadrinhos e light novels que ajudam a explicar e expandir o universo do game.

Dolmen

A intenção da empresa é que o game chegue ao PC em abril, através do Acesso Antecipado do Steam, enquanto o processo de desenvolvimento continua sendo feito. Já a versão final está programada para ser lançada em algum momento de 2019 com versões para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

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